31/03/2014

Jesus e as leis.

Jesus e as leis
CPB - Evidencia

Os judeus do tempo de Cristo viviam sob muitos tipos de lei. Havia os Dez Mandamentos e as leis mosaicas, tanto para assuntos morais quanto civis. Ainda havia as tradições das autoridades religiosas, chamadas de leis rabínicas. Além de suas próprias leis e costumes, os judeus estavam sujeitos também a um governo estrangeiro, o romano.

Sob o governo romano (Mt 5:41; Lc 2:15; Mc 12:17; Jo 19:7). Jesus nasceu em um tempo de ocupação estrangeira na história de Israel. Inicialmente, os romanos haviam colocado a Judeia sob a liderança local e semi-independente de Herodes, o Grande. Após a morte dele, a Judeia foi dividida entre seus três filhos e, mais tarde, Pôncio Pilatos se tornou governador. Os judeus eram tratados como cidadãos de segunda classe em seu próprio país. Não tinham os mesmos direitos dos romanos e eram forçados a carregar cargas para os cidadãos do Império (Mt 5:41). Eram sujeitos a impostos romanos e ao recenseamento (Lc 2:1-5; Mc 12:17). Sem a permissão romana (Jo 19:7), nem mesmo podiam cumprir suas leis civis como descritas na Torá.
Jesus cumpriu a lei romana mesmo em face da injustiça. Ele advertiu Seus seguidores a percorrer uma milha a mais quando exigissem deles (Mt 5:41). E quando foi interrogado pelos fariseus se eles deveriam pagar os impostos aos romanos, Jesus respondeu: "Deem a César o que é de César e a Deus o que é de Deus" (Mc 12:17).
A lei rabínica (2Rs 24:15; Mt 15:9; Mc 2:23; 3:1-6; Lc 13:34; Jo 5:8). Os israelitas, bem como as tribos de Judá e Benjamim, caíram na idolatria vez após vez. Após várias oportunidades de arrependimento rejeitadas, Deus deixou que o povo colhesse a consequência de seus erros. Os babilônios arruinaram o templo e levaram cativa grande parte da população judaica. Depois que Neemias, sob a direção de Deus, restaurou o templo e reconstruiu os muros de Jerusalém, os líderes judeus criaram leis para proteger os Dez Mandamentos e as leis da Torá, para que assim o povo judeu nunca mais fosse levado cativo. O mandamento de Deus para guardar o sábado, por exemplo, foi expandido para incluir regras bastante minuciosas, que estabeleciam desde a distância que alguém podia caminhar nesse dia até se alguém podia ou não pegar um lenço do chão durante o sábado.
Jesus parecia ter pouca consideração por essas tradições. Ele começou a curar no sábado pessoas que não corriam risco de morte. Ele permitiu que Seus discípulos colhessem grãos e os comessem no sábado. Ele até mesmo ordenou que algumas das pessoas que Ele curou pegassem sua cama e a levassem para casa nesse dia. Tudo isso fez com que os fariseus e líderes religiosos se sentissem contrariados e ameaçados.

As leis mosaicas (Dt 22:23, 24; 24:1-4; Mt 19:9; Jo 8:1-11). Elas estabeleciam regras para o dia a dia do povo de Israel. Algumas dessas leis apontavam para Cristo. Após Sua morte na cruz, os sacrifícios e cerimônias no templo não eram mais necessários. O tipo havia encontrado o antítipo.

A lei mosaica permitia que o marido desse um certificado de divórcio à sua esposa, caso ele descobrisse nela algo que o desagradasse (Dt 24:1-4). Jesus, no entanto, disse que a única razão para o divórcio são as relações sexuais ilícitas (Mt 19:9). Assim, Cristo chamou o povo para um padrão mais elevado.

Embora as leis civis e cerimoniais também tivessem sido dadas por Deus, elas eram de caráter transitório. Cristo veio ao mundo para dar a essas leis seu devido cumprimento, ampliando e aprofundando seu significado.

A lei moral (Mt 5:21, 22; 19:16-26; Mt 25, 27-28, Mc 12:30, 31; Hb 4:15). Os Dez Mandamentos nos mostram o caráter de Deus e a nossa condição pecaminosa. Jesus guardou perfeitamente essa lei. Embora Ele soubesse que a salvação não vem por meio da lei, ainda assim Ele a obedeceu (Mt 19:16-26). Cristo ensinou que os mandamentos da lei podem ser resumidos em uma palavra: amor – para com Deus, acima de todas as coisas, e para com o próximo, como a nós mesmos (Mc 12:30, 31).
Enquanto os líderes judeus observavam rigorosamente apenas o aspecto legal dos mandamentos, Jesus destacou os princípios espirituais por trás da lei. No Sermão da Montanha, Ele demonstrou que guardar externamente a lei não é o suficiente. Todos nós pecamos, tanto exteriormente quanto em nosso coração. Por isso, de acordo com Jesus, o ódio é equivalente ao assassinato e a lascívia é equivalente ao adultério (Mt 5:21; 27, 28). Nenhum de nós pode se vangloriar de guardar perfeitamente os mandamentos.
Obedecer à lei e demonstrar amor aos outros e a Deus não dependem do nosso legalismo, mas são a consequência natural de nosso relacionamento com Cristo e Sua graça. Não é o legalismo dos fariseus que nos salvará, mas os méritos de nosso perfeito Salvador.

Mãos à Bíblia

O órgão legislativo responsável pela administração da lei judaica era chamado Sinédrio, composto por 71 homens escolhidos entre os sacerdotes, anciãos e rabinos e era presidido pelo sumo sacerdote. A lei civil judaica estava fundamentada nos códigos civis revelados nos cinco livros de Moisés. Na época de Jesus, os judeus estavam sujeitos ao direito romano. No entanto, o governo romano permitia que eles usassem a lei mosaica a fim de resolver questões relacionadas com seus costumes.

2. Leia Mateus 26:59-61; Hebreus 10:28; Deuteronômio 17:2-6. Que princípio importante é visto nesses textos? O que isso nos diz a respeito dos conceitos bíblicos de justiça e igualdade?

Jill Manoukian | Indianápolis, Indiana, EUA

28/03/2014

Amor para todos

Amor para todos
CPB - Opiniao

"Amem os seus inimigos" (Mt 5:44). É fácil dizer aos outros para fazerem isso. É fácil pregar sobre isso. Mas você já percebeu quão mais difícil é, na verdade, fazer isso?

Considere a vida de Cristo, como vez após vez Ele era confrontado com a descrença e a zombaria. Apesar do fato de Ele curar as pessoas e tratar a todos bondosamente, os fariseus O ridicularizaram, e Seu próprio povo tentou executá-Lo. Até Seus discípulos duvidaram dEle, negaram que O conheciam e O traíram, entregando-O a Seus assassinos. No entanto, durante todo o tempo, Seu amor por eles nunca diminuiu.

Para mim, não é difícil ser bondoso com pessoas que são bondosas para comigo. A luta vem quando alguém não dá valor ao bem que lhe fiz ou age com maldade em relação a mim. Então, penso em Lucas 6:35 e percebo que posso ser muito parecido com os discípulos ou até mesmo com um fariseu. Sinto-me como Paulo, quando escreveu: "Não entendo o que faço. Pois não faço o que desejo, mas o que odeio" (Rm 7:15). Quero ser como Cristo, mas parece que frequentemente faço totalmente o oposto.

A missão de Cristo na Terra foi buscar e salvar o perdido. O texto de 1João 4:19 diz que "nós amamos porque Ele nos amou primeiro". Ele nos amou como fomos e como ainda somos! Talvez seja a nossa perspectiva que nos leva a não amar os outros da maneira como deveríamos. Ao ver aqueles que não se enquadram em nossa ideia do que significa ser cristão, muitas vezes não conseguimos compreender que eles também precisam de Cristo. Mas, se não testemunhamos para eles sobre Jesus, não os estamos julgando como sendo indignos da salvação?

A Bíblia diz que não devemos julgar os outros. Se afirmamos ser seguidores de Cristo, precisamos imitá-Lo. Ele ama pessoas para as quais podemos olhar com desfeita. Podemos seguir Seu exemplo se permanecemos conectados a Deus por meio da oração e do estudo de Sua Palavra, assim como Ele o fez.

Pense Nisto

- Que papel a oração tem em alinhar a visão que temos das pessoas e a visão que Cristo tem?

- Como amar aqueles que nos causam muito sofrimento?


Mãos à obra

Leia O Livro dos Mártires, de John Fox (Mundo Cristão, 2003), O boi que guardava o sábado, de Bradley Booth (CPB, 2013) e o artigo "A psicologia dos mártires", em <www.criacionismo.com.br/2013/04/a-psicologia-dos-­martires.html>. Com base no que você aprendeu, crie uma série de posts para as redes sociais, e procure conscientizar seus amigos sobre a necessidade de ser fiel a Cristo, até a morte.


Jeremy Masters Wiedemann | Bozeman, Montana, EUA

27/03/2014

Sacrifício vivo, santo e agradável

Sacrifício vivo, santo e agradável
CPB - Aplicacao

Quando tomamos decisões cruciais ou difíceis, é sempre prudente examinar os benefícios e os custos que virão com essas decisões. Ser discípulo de Cristo é uma das decisões mais importantes que podemos tomar, como também uma das mais difíceis. Os benefícios são inacreditáveis, mas precisamos nos lembrar do custo. "A salvação é gratuita, mas o discipulado custa tudo o que temos."* Jesus não nos chama para calcular os custos só para nos recusarmos a segui-Lo. Ele nos exorta a segui-Lo, passo a passo, todo o caminho até a cruz. A cruz é onde Ele deu tudo o que tinha – o infinito. A cruz é onde devemos entregar tudo o que somos e temos.

O que isso significa para você e para mim? Paulo nos dá a resposta em Romanos 12:1, 2.

Precisamos nos tornar um sacrifício. No Antigo Testamento, quando alguém oferecia um sacrifício ao Senhor, aquela oferta representava não somente a futura morte expiatória de Jesus, mas também a entrega pessoal do ofertante a Deus. Tornar-se um sacrifício a Deus significa se dedicar completamente a Ele, sem reserva alguma.

Precisamos nos tornar um sacrifício vivo. Vida pressupõe atividade, movimento. Ser um sacrifício vivo traz, entre outras, a ideia de serviço. Somos salvos para servir, e o serviço é o resultado natural de um coração totalmente consagrado ao Senhor.

Precisamos nos tornar um sacrifício santo. Os sacrifícios estabelecidos por Deus no Antigo Testamento deviam ser sem defeito (Lv 1:3). Esses sacrifícios apontavam para Jesus Cristo, o perfeito sacrifício, que também era sem defeito (1Pe 1:19).

Embora não possamos atingir a perfeição neste mundo, nosso caráter deve ser transformado cada dia à semelhança do caráter Jesus. Deus é amor, e como Seus seguidores, também somos chamados a amar (Mt 5:43-48; 1Jo 4:8, 12). Podemos ser perfeitos em nossa esfera, assim como Deus é na dEle.

Ao seguirmos a Cristo, somos conduzidos à cena da cruz, onde, contemplando o Filho de Deus, somos também desafiados a nos tornar sacrifício vivo, santo, e agradável a Deus.

* Billy Graham, citato em Edythe Draper, Drapers Book of Quotations for the Christian World (Wheaton: Tyndale House Publishers, 1992).

Mãos à Bíblia

6. Leia Hebreus 11:32–12:4. O que esses versos dizem para você sobre o custo e a recompensa do discipulado?

Seguimos a Cristo porque temos a promessa, a esperança de redenção, de uma nova vida num mundo novo, sem pecado, sofrimento e morte. Ao mesmo tempo, uma vez que recebemos essa esperança e essa promessa – garantidas pela vida, morte, ressurreição e sumo sacerdócio de Cristo – procuramos levá-las a outros. Além da esperança de participar da ressurreição dos salvos, devemos fazer o que pudermos para levar outros a participar dela também. Existe coisa mais importante do que isso em nossa vida?



Jim Jenkins | Belgrade, Montana, EUA

26/03/2014

Uma lista de testemunhas

Uma lista de testemunhas
CPB - Testemunho

Em nossa época, um cristão é martirizado a cada cinco minutos. A afirmação do orador da rádio chamou minha atenção, e reconheci a voz do Dr. Ravi Zacharias, um apologista cristão. Um mártir a cada cinco minutos – em nossos dias? Isso me levou a pensar sobre a última parte do "capítulo da fé", Hebreus 11, e como Paulo estimulou os destinatários de sua carta a pensar nessas pessoas como testemunhas da fé (Hb 12:1).

"A história dos huguenotes [termo pejorativo que os católicos franceses deram aos protestantes] é como uma continuação do capítulo 11 de Hebreus. Esses protestantes devotos combinaram fé e obras em proporções heroicas. [...] Nas perseguições severas pelas quais passaram, alguns abandonaram sua religião para salvar a vida e as propriedades. Mas outros milhares morreram ou apodreceram nas masmorras ou foram submetidos a trabalhos forçados."1

Adições mais recentes para a "nuvem de testemunhas" incluem Dietrich Bonhoeffer (1945), um pastor luterano e membro da Resistência Alemã, e Ri Hyon Ok, executada em junho de 2009, na Coreia do Norte, por distribuir Bíblias. Outro exemplo é o de Nickolai Panchuk, pastor adventista do sétimo dia que, vivendo na Rússia comunista, foi sentenciado ao campo da Sibéria por se recusar a cooperar com a KGB.2

Numa conferência inter-religiosa internacional realizada em 2011, um estudo revelou que "105 mil cristãos são martirizados a cada ano, simplesmente por causa de sua fé."3 Será que vale a pena? Jim Elliot dá uma boa resposta: "Não é tolo aquele que dá o que não pode guardar para ganhar aquilo que não pode perder."4

E aí... Está disposto a pagar o preço?

1. Bradley Booth, The Miracle of the Seventh-day Ox (Hagerstown, MD: Review and Herald Publishing Association, 2012).
2. Ibidem.
3. Daniel Blake, "Shocking Figures Reveal 105,000 Christians Martyred Each Year", http://www.christianpost.com/news/shocking-figures-reveal-105000-christians-martyred-each-year-50976/ (acessado em 8 de janeiro de 2013).
4. Citado por Charles R. Swindoll, em Meet Me in the Library (Plano, Texas: IFL Publishing House, 2011), p. 6.

Mãos à Bíblia

4. O que os textos a seguir nos dizem sobre os custos do discipulado? Mt 18:8, 9; Lc 6:35; Fp 2:3

5. O que os textos a seguir falam sobre os benefícios do discipulado? Lc 18:28-30; Jo 14:1-3; Ap 22:1-5

Não há dúvida de que o custo de seguir a Jesus pode ser alto, talvez a coisa mais cara que qualquer pessoa possa fazer. Caso nossa lealdade a Cristo não tenha custado muito, ou talvez tudo que temos, deveríamos questionar a genuinidade de nossa fé e comprometimento com Deus. Mas uma coisa é certa: o que quer que ganharmos neste mundo, tudo o que realizarmos, tudo o que fizermos para nós mesmos, será apenas temporário. Essas coisas não durarão, mas desaparecerão para sempre. Em contraste com isso, aquilo que ganharmos por meio de Jesus, a vida eterna em um novo Céu e em uma nova Terra, vale muito mais do que tudo o que este mundo jamais poderia oferecer.



Twyla Geraci | Belgrade, Montana, Canadá

25/03/2014

O plano de batalha



O plano de batalha
CPB - Exposicao

"Deus precisa de trabalhadores que, ao trabalharem com Ele, compreendam a santidade da obra, e os conflitos que precisam enfrentar para avançar com sucesso – obreiros que não desanimem ao se depararem com a difícil tarefa diante deles. O Senhor não tenta esconder de Seu povo os conflitos severos que enfrentarão nesses últimos dias. Em lugar disso, Ele mostra o plano de batalha; indica a obra perigosa que precisa ser feita; Ele levanta Sua voz em advertência, ordenando que os homens calculem o custo de seu discipulado. [...] Ele encoraja todos que peguem as armas de sua guerra; pois as hostes celestiais estarão com eles na defesa da verdade e da justiça.

"De cada lado o povo de Deus enfrentará as tentações enganosas [ocas, vazias] de Satanás. O inimigo sabe quão desejável é um lugar no Céu para todo ser humano. Ele tem senso pleno do que perdeu. E quando ele foi lançado para fora do Céu, determinou-se a usar todo o conhecimento e poder que possuía para guerrear contra Deus, e afastar dEle os seres que Ele criou. Ele sabe que a obra à qual Cristo Se propôs será consumada. Sabe que as Escrituras se cumprirão, e que uma hoste que homem algum pode enumerar envolverá o trono diante do qual ele tão frequentemente esteve como corista, para cantar canções de louvor e adoração a Deus e ao Cordeiro. De acordo com seu propósito, ele está trabalhando para tornar sem nenhum efeito os esforços dos seguidores de Cristo" (Ellen G. White, Youth's Instructor, 26 de outubro de 1899).

"Essa é a religião de Cristo. Qualquer coisa menos que isso é um engano. Nenhuma simples teoria da verdade ou profissão de discipulado salvará pessoa alguma. Não pertencemos a Cristo se não somos inteiramente dEle. É pela indiferença na vida cristã que os homens se tornam de propósitos fracos e desejos mutáveis. O esforço de servir tanto ao a si mesmo como a Cristo faz do homem ouvinte de terreno pedregoso, e não resistirá quando lhe sobrevier a provação" (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 50).

Pense Nisto

- Que custo devemos nós, como cristãos, estar dispostos a pagar para salvar outros?

- Como devemos nos preparar para lutar em favor de pessoas perdidas sem Jesus?



Mãos à Bíblia

3. Analise as seguintes passagens: Lucas 14:31-33; 1 Coríntios 9:24-27; Hebreus 12:1-4; 2 Pedro 1:5-11. Como é a vida de um discípulo? Você tem experimentado essa realidade?

O custo do discipulado envolve disciplina. Cada impulso, imaginação, ambição e desejo devem ser submetidos a Cristo. Cada posse, material ou espiritual, cada talento, habilidade, tudo o que seja de valor deve estar sob o comando de Cristo. O que não entregarmos a Ele inevitavelmente se tornará um ídolo, com potencial para nos desviar do caminho. Cristo de fato nos oferece poder para vencer nossos defeitos de caráter. Cada apetite, emoção e inclinação intelectual podem estar sob a orientação de Seu Espírito.



Bethany Geraci | Lethbridge, Alberta, Canadá

24/03/2014

Comprometimento e coragem

Comprometimento e coragem
CPB - Evidencia

Isso vale a pena? (Mt 22:37; Lc 14:25-33). A Inglaterra precisava de dinheiro. E quem não precisa? O país estava tentando descobrir uma forma de pagar suas dívidas e defender seus novos territórios. Então, em 22 de março de 1765, a Inglaterra sancionou a Lei do Selo. O governo cobraria impostos sobre todos os materiais impressos, de jornais a cartões de jogos. No entanto, a lei resultou em muita reclamação por parte dos colonos americanos, que se organizaram e se opuseram não somente a esse imposto, mas a muitos outros que eles consideravam injustos. A Inglaterra logo compreendeu que o custo de impor a Lei do Selo saiu mais caro do que o próprio imposto. Então, o governo inglês a aboliu um ano depois. Mas as engrenagens já haviam sido movidas na direção do que viria a ser a Revolução Americana. Valeu a pena para a Inglaterra cobrar impostos das colônias?

Como cristãos, também precisamos fazer um exame cuidadoso. Que preço estamos dispostos a pagar para seguir a Cristo? Os colonos não quiseram pagar o preço. Por isso, preferiram não estar sob o controle inglês. A Inglaterra calculou o custo e achou que precisaria dos impostos, mas acabou perdendo as colônias americanas.

Falando às multidões, Cristo disse: "Qualquer de vocês que não renunciar a tudo o que possui não pode ser Meu discípulo" (Lc 14:33). Sim, Cristo chama a um comprometimento completo. Ele quer que O amemos com todo o nosso coração e mente. O verdadeiro cristianismo requer uma entrega total. Usar uma "camiseta de Jesus" e se autodenominar cristão não é o suficiente. Para Cristo, é 100% ou nada!

Foi naquela semana, em 1775, que Patrick Henry pronunciou suas famosas palavras: "É a vida tão querida, ou a paz tão doce para ser comprada com o preço de cadeias e escravidão? Impede isso, ó Deus Todo-poderoso! Eu não sei que curso outros podem tomar; mas, por mim, dê-me liberdade ou dê-me a morte."* A que custo estamos desejosos de seguir a Cristo? Patrick Henry estava disposto a entregar sua vida pela liberdade. Cristo está apenas dizendo: "Você está disposto a entregar sua vida para ser Meu discípulo?" Patrick Henry e os outros revolucionários perderam seu lar, e alguns deles até a vida, pela liberdade. Ele faz ressoar o desafio de Josué aos israelitas: "'Escolham hoje a quem irão servir'" (Js 24:15). Precisamos fazer uma escolha. Não podemos estar indecisos.

Preparo (1Co 9:24-27; Fp 1:6). Uma vez que assumimos um compromisso com Deus, o treinamento começa. Uma corrida chamada Tough Mudder [Mudder é uma raça de cavalo de corrida que corre bem em pista enlameada] se tornou muito popular. Embora seja uma corrida curta, é fisicamente torturante. Seu formato é inspirado em um acampamento militar. E se esforçar através da dor, arranhões e sangue faz com que, no fim, valha a pena porque você pode dizer: "Eu terminei uma Tough Mudder!"

Como cristãos, somos chamados a nos preparar para uma "Tough Mudder" espiritual. Se você leva a sério seu compromisso de ser um discípulo de Cristo, seu treinamento incluirá estudo da Bíblia, oração e testemunho. Muitos cristãos reclamam que não podem vencer a tentação. Queixam-se de que não possuem poder espiritual nenhum, mas não querem gastar tempo para treinar espiritualmente para a batalha.

Existe um ditado que diz: "Há dois tipos de pessoas no mundo hoje. As que assistem futebol e as que jogam." É muito mais fácil fofocar sobre algo ou criticar alguém que está jogando no campo do que entrar em campo e jogar. Também há dois tipos de cristãos: Os que assistem de braços cruzados e criticam a Obra e os que trabalham por ela. Por isso, em vez de ser meros espectadores, devemos nos envolver nesse jogo e jogar!

Vá! (Mt 28:16-20; Lc 21:12-19; Hb 12:1-4). Entrar no jogo exige comprometimento e preparo, mas também requer perseverança. Você enfrentará perseguição, dor e lágrimas. Pessoas em quem você confiou o rejeitarão. Entes queridos podem virar as costas para você. Mas lembre-se de que você está jogando por Cristo.

Sendo bombeiro, participo constantemente de treinamentos a fim de que eu possa executar corretamente certos procedimentos sob situações estressantes. Concentre-se! Não se distraia com temas secundários ou boas intenções. O inimigo não quer nada mais do que nos impedir de entrar no campo e jogar. E para isso, ele tentará de todas as formas nos distrair. Essas distrações podem até ser coisas boas, mas não são as melhores coisas. E quais são as melhores coisas? O que foi que Cristo disse aos Seus discípulos logo antes de deixar a Terra? Ele lhes disse que compartilhassem, ensinassem e batizassem. Quando se trata de discipulado, essas são as melhores coisas.

* Patrick Henry, "Give Me Liberty, or Give Me Death", http://www.ushistory.org/documents /libertydeath.htm (acessado em 8 de janeiro de 2013).

Pense Nisto

Que distrações você precisa colocar de lado para "jogar o jogo" com mais sucesso?


Mãos à Bíblia

2. Leia Lucas 14:27; Mateus 16:21-25; Lucas 21:12-19; João 15:17-20; 16:1, 2. O que devemos aprender com esses textos sobre o custo de seguir Jesus?

Antes do batismo, os candidatos devem entender que Cristo lhes atribuiu uma cruz, sem a qual eles não podem de modo nenhum se tornar Seus discípulos. Será que isso diminui a alegria da conversão? Essa alegria poderia ser aumentada por meio de falsas promessas sobre uma vida livre de preocupações? A conversão liberta os cristãos dos fardos do pecado, não das responsabilidades do discipulado. Ao tomar o nome de Cristo e revelar publicamente essa escolha por meio do batismo, cada crente deve estar ciente de que o discipulado tem um custo. Por outro lado, este mundo oferece alguma coisa que faz com que a oferta de Cristo não valha a pena? Certamente não.



Jonathan Geraci | Lethbridge, Alberta, Canadá

21/03/2014

Haraka haraka!



Haraka haraka!
CPB - Opiniao

Um provérbio suaíli [uma das línguas oficiais do Quênia, da Tanzânia e de Uganda] diz assim: "Haraka haraka haina baraka." A tradução? "Depressa! Depressa! Não há bênção." Em outras palavras, se você está muito ansioso por obter algo, vai ter dificuldade de esperar pacientemente até que chegue o tempo de receber a bênção. Esse provérbio pode muito bem ser aplicado ao evangelismo e ao discipulado. Dentro e fora da igreja, muitas pessoas se tornaram impacientes para saber quando Cristo vai retornar. Concentram-se tanto nisso que ignoram o sofrimento dos outros. No entanto, assim como Cristo demonstrou preocupação pelas pessoas, devemos fazer o mesmo. Afinal, o discipulado não é centralizado em nosso próprio umbigo. O foco deve estar nos outros.

Cristo quer que tenhamos paciência enquanto esperamos Sua vinda. Ele nos prometeu poder para compartilhar o evangelho (At 1:6-8). Mas, por causa do pecado, encontraremos desafios ao longo do caminho. Então, como podemos evitar a reclamação e a impaciência? Primeiro, devemos aprender a esperar no Senhor, independentemente das circunstâncias, pois o tempo de Deus sempre é o melhor. Ao tentarmos fazer as coisas acontecerem quando achamos que devem acontecer, não estamos confiando nEle. Além disso, devemos entender que Deus é paciente, amoroso e longânimo, pois Ele não quer que ninguém seja deixado de fora de Seu reino.

A responsabilidade de fazer discípulos para Cristo repousa sobre nós, como seguidores Seus. Então, esses discípulos gerarão mais discípulos. Devemos nos concentrar em nossa parte e, com a ajuda do Espírito Santo, deixar o restante para nosso Pai celestial. Choramingar, reclamar e fazer muitas perguntas não nos fará bem algum. Nosso dever é testemunhar!

Pense Nisto

- Por que você acha que Cristo ainda não voltou? Fundamente sua resposta na Bíblia.

- A data da volta de Cristo é importante? Por que sim ou por que não?


Mãos à obra

- Promova um debate na classe da Escola Sabatina, no Culto Jovem ou em um pequeno grupo sobre os quatro pilares do verdadeiro discipulado: (1) reconhecimento de nosso estado pecaminoso, (2) humildade sincera, (3) entrega espiritual sem reservas e (4) desejo irreprimível de partilhar a mensagem de Cristo.

- Marque com o grupo de jovens de sua igreja uma visita a uma fazenda, e, durante esse dia, envolvam-se com os trabalhos na plantação. No dia seguinte, reúnam-se para compartilhar experiências e tirar lições espirituais. De que forma o trabalho na lavoura serve de metáfora para o discipulado cristão?

(Tire fotos e mande para ljovens@cpb.com.br, para publicarmos nas redes sociais.)


Beatrice A. Odhiambo | Ndhiwa, Quênia

20/03/2014

Onde está a colheita?


Onde está a colheita?
CPB - Aplicacao

Meu pai é agricultor, por isso estou familiarizado com o tema "colheita". A colheita é o ápice de qualquer processo de produção agrícola de plantio. Sem ela, o trabalho de um agricultor é inútil. De idêntica maneira, o mundo inteiro é um campo de pessoas pronto a ser colhido para Cristo. Vidas ganhas para Ele exigem a participação harmoniosa de Seu povo sob a direção do Espírito Santo. Enquanto esteve na Terra, Cristo viu multidões almejando boas-novas. Então, Ele instruiu os discípulos a ser ceifeiros, discipulando pessoas (Mt 9:37, 38) que fossem capazes de fazer ainda mais discípulos.

Essa é também nossa tarefa. A colheita está em todo lugar, a começar por onde estamos. Não precisamos ter influência ou ser ricos. Somente precisamos ser submissos a Cristo. Olhe o campo ao seu redor. A seguir, estão algumas das áreas maduras para a colheita:

1. Sua vizinhança. Comece com as pessoas que estão mais próximas a você. Já que elas veem você com frequência, e já que algumas delas o conhecem pessoalmente, você pode ser para essas pessoas um exemplo vivo de cristianismo. Esse exemplo é dado por meio do estilo de vida que você adota.

2. Instituições de ensino. Estudantes estão procurando conhecer o que acham ser a verdade. Centros de aprendizado podem produzir grande colheita para Cristo. Quais de seus colegas de classe podem estar aguardando para ouvir sobre Deus? Não perca tempo: testemunhe!

3. Instituições de saúde. Estenda a mão de compaixão e bondade ao enfermo. Suprir suas necessidades emocionais e espirituais pode ajudá-los a obter também a cura física. Descubra como você pode ser voluntário nos hospitais de sua cidade e dar assistência a centros em que vivem pessoas idosas ou portadoras de deficiência.

Pense Nisto

Aonde mais você pode ir para realizar a colheita? Comece a trabalhar para Deus hoje mesmo!


Mãos à Bíblia

Mediante o ensino e exemplo pessoal, Jesus ensinou Seus discípulos a se associarem com pecadores, mesmo aqueles notórios como prostitutas e cobradores de impostos. O fato de que Cristo os tenha caracterizado como "perdidos" demonstra Sua misericórdia. Ele poderia tê-los caracterizado como "rebeldes" (o que eles certamente eram) ou "depravados". Em lugar disso, Ele escolheu a expressão "perdidos", que é uma descrição generosa, porque a responsabilidade é colocada sobre os que procuram pecadores. Através dos evangelhos Jesus encoraja os cristãos a se tornarem descobridores. Ele quer que amemos e alcancemos os perdidos, independentemente do tipo de pessoa que sejam ou de sua maneira de viver.

Leia Lucas 15. Qual é a mensagem essencial dessas parábolas? Como Deus vê os perdidos? Qual é a nossa responsabilidade para com eles?



Julius Nyerere | Nairóbi, Quênia 

19/03/2014

Auditório de uma só pessoa

Auditório de uma só pessoa
CPB - Testemunho

"Quando Jesus Se sentou para descansar à beira do poço de Jacó, havia chegado da Judeia, onde Seu ministério pouco fruto havia produzido. Foi rejeitado pelos sacerdotes e rabis, e os próprios que professavam ser Seus discípulos deixaram de compreender Seu divino caráter. Estava desfalecido e fatigado; no entanto, não negligenciou a oportunidade de falar a uma única mulher, conquanto fosse uma estranha, inimiga de Israel, e vivendo abertamente em pecado.

"O Salvador não esperava que se reunissem congregações. Começava muitas vezes Suas lições tendo apenas poucas pessoas em volta de Si. Mas, um a um, os transeuntes paravam para escutar, até que uma multidão, maravilhada, e respeitosa ficava a ouvir as palavras de Deus através do Mestre, enviado do Céu. O obreiro de Cristo não deve julgar que não pode falar a poucos ouvintes com o mesmo fervor com que o faz a um maior auditório. Poderá haver uma única pessoa a escutar a mensagem. Quem poderá, entretanto, dizer até onde se estenderá sua influência? Mesmo para os discípulos, pouca importância parecia ter essa mulher de Samaria, para o Salvador gastar com ela Seu tempo. Ele, porém, raciocinou mais fervorosa e eloquentemente com ela do que com reis, conselheiros ou sumos sacerdotes. As lições por Ele dadas àquela mulher têm sido repetidas até aos mais afastados recantos do mundo.

"Assim que encontrou o Salvador, a samaritana levou outros a Ele. Demonstrou-se mais eficiente missionária do que os próprios discípulos. Estes nada viram em Samaria indicativo de um campo promissor. Tinham os olhos fixos numa grande obra a ser feita futuramente. Não viram que exatamente em torno deles havia uma colheita a fazer. Por meio da mulher que haviam desprezado, porém, toda uma cidade foi levada a ouvir o Salvador. Ela transmitiu imediatamente a luz a seus concidadãos.

"Essa mulher representa a atuação de uma fé prática em Cristo. Todo verdadeiro discípulo nasce no reino de Deus como missionário. Aquele que bebe da água viva, faz-se fonte de vida. O depositário se torna doador. A graça de Cristo no coração é uma vertente no deserto, fluindo para refrigério de todos, e tornando os que estão prestes a perecer, ansiosos de beber da água da vida" (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 194, 195).

Mãos à Bíblia

4. Leia Mt 9:36-38. Que importante mensagem encontramos nesses versos em relação à nossa tarefa?

Às vezes os cristãos desejam companheirismo com outros crentes e formam grupos, ignorando cegamente as pessoas sinceras do mundo que estão prontas para a colheita. Talvez sem perceber sua responsabilidade para com as pessoas que perecem, eles se ocupam com compromissos da igreja, responsabilidades cívicas, manutenção de prédios e outros projetos vantajosos, dedicados a preservar o status quo. Sem dúvida, essas são coisas boas. Porém é preciso também perguntar: "Alguma vez Jesus lamentou a escassez de guardadores de grãos?" Em vez disso, Sua súplica foi por "mais ceifeiros".



Mary Anyango | Nairóbi, Quênia

18/03/2014

Praticando a colheita

Praticando a colheita
CPB - Exposicao

Deus e os humanos no discipulado (Jo 1:40-46; 4:1-30). Até então desconhecido para a maioria das pessoas, Jesus saiu de Seu caminho para chamar e ensinar os primeiros discípulos. No início, a tarefa deve ter sido difícil. O fato de que Cristo era de Nazaré agravou a questão quando perguntaram se alguma coisa boa poderia vir daquela cidade (Jo 1:46). O que podemos aprender do chamado desses primeiros discípulos? Embora sendo o Filho de Deus, Cristo quis trabalhar de mãos dadas com os humanos no plano da salvação.

Em outra ocasião, Jesus conversou com a mulher samaritana que, por causa de sua etnia e situação moral, ninguém que se prezasse teria lhe dado atenção. No entanto, Suas palavras simples, frases e perguntas com implicações profundas fizeram de uma mulher promíscua, uma discípula. Nós também somos chamados a alcançar pessoas que a sociedade deixa de lado. Se Cristo pôde conquistar o coração de pescadores humildes e adúlteras, não devemos negligenciar o discipulado com pessoas humildes onde vivemos.

Paciência em testemunhar (At 1:6-8). Fazer discípulos é um exercício progressivo que terminará na segunda vinda de Cristo. Durante o processo, existem voltas e mais voltas, montanhas e vales. Por causa dessas dificuldades, muitas pessoas desistem ao longo do caminho. Outros se tornam impacientes, perguntando-se quando a jornada finalmente chegará ao fim. As Escrituras aconselham que não é nossa responsabilidade saber "os tempos ou as datas que o Pai estabeleceu" (At 1:7). Em vez disso, devemos exercer paciência enquanto executamos a missão que Cristo nos tem dado. Devemos permanecer pacientes até o fim enquanto o Espírito Santo nos guia para o que devemos fazer.

O selo do Filho (Mt 28:18-20). Na grande Comissão, Cristo instruiu Seus discípulos: "Vão e façam discípulos de todas as nações [...] ensinando-os a obedecer a tudo o que Eu lhes ordenei." Assim, Cristo colocou Seu selo de aprovação na obra de colher discípulos. Como seguidores Seus, também devemos levar as boas-novas de salvação para todos os lugares – as boas-novas de que o reino ilegítimo de Satanás foi destruído e que Cristo estabeleceu Seu reino eterno. Cristo colocou Seu selo no discipulado quando prometeu estar conosco em cada passo da jornada.

Força de trabalho para a colheita (Mt 9:36-38). Jesus enxerga o mundo como um campo vasto, maduro, com pessoas a ser colhidas para Seu reino. A Palavra de Deus ainda não alcançou os lugares mais longínquos do mundo. Incontáveis multidões ainda estão famintas de comida espiritual. Enfermos, mendigos, ricos, pobres e os mais variados tipos de pessoas precisam ouvir o evangelho. Por isso, o povo de Deus deve ceifar os vastos campos do mundo. Precisamos trabalhar unidos para realizar essa tarefa. Com a ajuda do Espírito Santo, uma pessoa passa a tocha do discipulado para outra até que iluminemos o mundo inteiro com o evangelho. Estamos todos juntos nessa missão como filhos e filhas de Deus. Com a ajuda do Espírito de Deus, cada um de nós encontrará seu lugar na colheita. Oremos para que o número de ceifeiros aumente. Vamos encorajar uns aos outros a prosseguir. Somos chamados para ser obreiros com Cristo, cobrindo o mundo com as boas-novas. Com a orientação do Espírito Santo, seremos capazes de mostrar aos outros como ter a vida transformada em Jesus.

Amor sem limites (Lc 15). Cristo usou parábolas para ensinar grandes verdades. Parábolas são histórias curtas que encerram preceitos espirituais e morais. Lucas 15 contém três parábolas sobre achar perdidos: uma ovelha perdida, uma moeda perdida e um filho perdido. Essas histórias nos ensinam aspectos maravilhosos do discipulado. Primeiramente, temos o dever de olhar pelas pessoas que estão perdidas, então devemos lhes mostrar o caminho de volta aos braços amorosos de Deus. As três parábolas também apontam para o amor ilimitado de Deus. Ele está pronto a perdoar todos os que se voltam para Ele. Finalmente, as histórias dos "perdidos e achados" (ou vice-versa) expressam o perdão de Deus e a justificação que acompanham o processo de conversão e discipulado. Como ceifeiros, somos chamados a espalhar o amor sem limites, que encontra suas raízes na pessoa maravilhosa de Cristo.

Pense Nisto

- Se Cristo estivesse aqui na Terra hoje, que perguntas você Lhe faria e por quê?

- Como podemos esperar pacientemente a vinda de Jesus enquanto vivemos neste mundo que nos apresenta tantos desafios?

- Enquanto esteve na Terra, Cristo cooperou com os humanos na tarefa de fazer discípulos. Como podemos melhorar a cooperação entre nós para que esse processo continue?

- Que benefícios podemos tirar das palavras de Cristo em Mateus 28:18-20 para nosso discipulado?



Mãos à Bíblia

3. Compare as seguintes passagens: Marcos 6:7-13; Mateus 16:14-19; 18:17-20; 28:18-20; João 20:21-23. Que tipo de autoridade os discípulos de Jesus possuíam? O que isso significa para nós hoje?

Às vezes, a liderança humana falha em reconhecer os princípios envolvidos. Sempre que os líderes atribuem tarefas sem conceder poder correspondente, o fracasso pode ser previsto. Frequentemente, a insegurança dos líderes se manifesta por meio de comportamentos controladores que reprimem os pensamentos, a criatividade ordenada por Deus e a individualidade dos outros. Assim restringido, o discípulo não consegue ser eficiente. Tal comportamento seria comparável a um maestro que tenta tocar todos os instrumentos simultaneamente, em vez de reger a sinfonia.



Seline Khavetsa | Nairóbi, Quênia

17/03/2014

No campo do discipulado

No campo do discipulado
CPB - Evidencia

Somos incumbidos da responsabilidade de convidar os outros, mostrar e contar-lhes como crescer e se desenvolver como discípulos de Cristo. Para esse fim, cada um de nós é chamado a participar de um discipulado eficaz. Um pastor envolvido na administração de igrejas precisa ter em mente que sua tarefa principal é ganhar corações para Cristo. Um membro do coral, esforçando-se para cantar sua parte, precisa também saber que seu talento é um ministério valioso. No entanto, todos nós precisamos ter em mente que a maneira pela qual vivemos irá atrair pessoas a Cristo ou afastá-las dEle. É isso o que faz o evangelismo e o discipulado caminharem juntos. Converter pessoas para um conjunto de doutrinas, mas falhar em mostrar a elas como viver à semelhança de Cristo, é como tentar acender uma lâmpada queimada. De idêntica maneira, mostrar aos discípulos assuntos espirituais mais profundos, sem ensinar-lhes primeiramente a ser testemunhas, separa o evangelismo do discipulado.

O verdadeiro evangelismo e discipulado envolvem chamar pessoas a viver uma vida radical em Cristo. Isso significa andar com Ele e convidar outros para que façam o mesmo. É essa a responsabilidade que Cristo dá aos Seus discípulos em cada geração. O que seus vizinhos verão em você que os atrairá a Cristo? Como você pode ser um exemplo melhor? Essas perguntas devem estar em nossa mente todos os dias. As respostas a elas são a essência do discipulado.

O discipulado deve começar onde estamos e avançar até os lugares mais distantes. O campo do discipulado é vasto e nos chama para um compromisso sincero em preparar pessoas para o reino do Céu. Esse era o estilo de Cristo. Jesus mantinha um relacionamento profundo e sincero com as pessoas que Ele discipulava. Ele é nosso maior exemplo.

Pense Nisto

- Quais fatores atrapalham um discipulado eficaz na sociedade de hoje?

- Como você explicaria a ligação entre o evangelismo e o discipulado?


Mãos à Bíblia

2. Leia Lucas 24:47-53; Atos 1:6-8; 16:6-10. Por que era necessário esperar pelo Espírito? Que lições referentes à paciência e à espera pelo tempo de Deus são sugeridas nessas passagens? Que encorajamento podemos receber da experiência de Paulo ao enfrentar frustração?

Mediante a pregação e exemplo, Jesus ensinou aos discípulos a paciência. Embora enfrentasse fanatismo, ignorância, incompreensão e total conspiração, Cristo perseverou pacientemente. Essa perseverança estava ancorada na completa dependência dEle em relação ao Espírito de Deus. Cristãos bem-intencionados, mas autossuficientes, quando não querem aguardar pacientemente a orientação do Espírito, podem criar dificuldades para si mesmos e para o reino de Deus.



Nobert Kurema | Thika, Quênia

14/03/2014

Servo de todos



Servo de todos
CPB - Opiniao

Ser discípulo de Cristo é representar nosso Mestre. Em 1 Coríntios 9:19, Paulo afirma que, apesar de ser legitimamente livre, se fez servo de todos para ganhar muitos para o Salvador. Ser servo de todos significa trabalhar pelas pessoas como alguém que deseja o bem delas e trabalha para a igreja sem receber presentes ou recompensas em troca (2Ts 3:8, 9).

Paulo podia ter sido dependente da igreja por seu sustento diário enquanto proclamava o evangelho, mas ele escolheu não ser um fardo, trabalhando e provendo para si. Esse é o exemplo que ele deixou. Embora o evangelho lhe fosse confiado, jamais o colocou sob seu controle. Em vez de comprometer seus princípios, ele se submeteu à direção de Cristo para que assim o maior número possível de pessoas aceitasse a salvação do pecado. Esse conceito de Paulo está ligado à essência do discipulado, que o próprio Jesus exemplificou: "Embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-Se; mas esvaziou-Se a Si mesmo, vindo a ser Servo, tornando-Se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-Se a Si mesmo e foi obediente até à morte, e morte de cruz!" (Fp 2:6-8).

O verdadeiro seguidor de Cristo reflete Seu caráter. Devemos estar dispostos a servir aos outros, abrindo mão de todo orgulho, e, se preciso for, até mesmo nos humilharmos. Mas tudo isso deve ser feito de modo que nossos princípios cristãos não sejam comprometidos.

Pense Nisto

- Por que Jesus ensinou que ser grande significa ser servo?

- Como você vê o conceito de serviço conforme apresentado por Paulo e por Jesus?

- Qual teria sido o efeito nos membros da igreja se Paulo não tivesse trabalhado para sustentar-se durante seu ministério?


Mãos à obra

- Escreva uma história ou poema curto sobre o que Deus tem feito em sua vida. Pense sobre maneiras pelas quais você pode compartilhar esse testemunho.

- Sirva comida por pelo menos um mês num projeto que alimente mendigos ou pessoas sem trabalho. Procure tirar lições do que significa "servir os servos".

- Pesquise e liste características de um líder espiritual eficiente. Peça a Deus que lhe mostre quais se adaptam às suas necessidades.

- Peça a Deus que lhe mostre maneiras pelas quais você possa compartilhar Seu amor na próxima semana.


Hannah Lyn C. Baisa | Silang, Cavite, Filipinas

13/03/2014

Tempo de semear



Tempo de semear
CPB - Aplicacao

Um líder espiritual que serve, busca conduzir outros a Cristo, seguindo Seu exemplo. Um discípulo, por definição, é "alguém que abraça e ajuda a espalhar os ensinos de outro."* No entanto, o discipulado também exige uma vida totalmente comprometida que cresce em Cristo e é equipada pelo Espírito Santo (Jo 16:7-14). Jesus ensinou Seus discípulos a ser assim, dando-lhes um bom exemplo. Em parte, foi por essa razão que Ele passou a noite em oração antes de escolhê-los.

Os líderes são convidados a comparar suas palavras e ações com a Palavra de Deus. Interação diária com a Palavra por meio de estudo e oração e obediência ajudam os líderes cristãos a construir um firme fundamento para si.

Um tempo para orar. No Monte das Oliveiras, Jesus gastou toda a noite em oração antes de Ele escolher Seus doze apóstolos. De idêntica maneira, em cada situação em que nos encontramos, precisamos orar para que o Senhor nos guie.

Um tempo para evangelizar. Conheço um engenheiro que planejou muito bem sua vida, mas descobriu que os melhores momentos de sua existência só vieram quando ele finalmente entregou seu coração a Deus. Um amigo, que lhe havia sido fiel companheiro e cristão dedicado, o conduziu ao Salvador.

Não importa qual seja nosso nível de maturidade na vida cristã, sempre temos algo a oferecer. Você também pode ser como um dos doze discípulos. Você está pronto a atender Seu chamado?

* http://www.thefreedictionary.com/, "disciple" (acessado em 14 de novembro de 2012).

Mãos à Bíblia

6. Leia Atos 1. Que princípios podemos aprender sobre a escolha de líderes indicados por Deus? O que a igreja procurava em um líder? (v. 22)


Cristo selecionou líderes cujas fraquezas foram ofuscadas por Seu poder, porque eles dependiam completamente dEle. Embora desprezados pelos líderes religiosos e fossem deficitários academicamente, superaram os fariseus nas coisas mais importantes: transparência, humildade, dependência e autenticidade. Quão importante é que nós, seja qual for nossa posição na igreja, apresentemos tais características! Com o passar do tempo, aqueles que possuíam educação formal e elevada posição social passaram a fazer parte da igreja.



Ruby Ann R. Rodriguez | Cainta, Rizal, Filipinas

12/03/2014

O exemplo de Esdras

O exemplo de Esdras
CPB - Testemunho

Liderança espiritual é diferente de liderar uma tropa de homens e mulheres jovens para lutar por seu país. Também é diferente de liderar uma nação e compreender sua economia. Mas existem fundamentos essenciais em todos os tipos de liderança.

"A liderança espiritual, definida de forma simples, é a habilidade espiritual dada por Deus e a responsabilidade de conduzir Seu povo."* Na Bíblia, um dos líderes fora de série foi Esdras (Ed 7:10). Entre os três líderes pós-exílicos do povo judeu, Esdras foi considerado um líder espiritual vitorioso. Zorobabel é relembrado por ter reconstruído o templo. Neemias ficou conhecido por liderar a reconstrução dos muros de Jerusalém. Esdras é lembrado por ter conduzido o coração do povo à reforma divina. Vejamos algumas características de um bom líder, manifestadas por Esdras.

1. Esdras ancorou sua fé na Palavra de Deus. Como ele, os líderes de nossa geração devem permitir que o Espírito Santo e a Palavra de Deus corram como o sangue em suas veias.

2. Esdras foi um homem de oração. Ele orou por uma viagem segura. Orou por seu povo (Ed 9:5-15), pelas crianças, por bens necessários (Ed 8:21), e pelos planos de Deus. Buscamos tempo para orar por nós, pelas pessoas ao nosso redor, e mesmo pelas coisas simples? Se não, pensemos novamente, e compreendamos que, para ser um líder escolhido de Deus, devemos buscá-Lo por meio da oração com todo o nosso coração.

3. Esdras sentiu compaixão pelo povo de Deus. Ele conseguiu motivar muitos levitas a se unirem a ele em uma caravana a caminho de Jerusalém (Ed 8:15-20). Parece simples? Na verdade, não! Jerusalém estava apenas se recuperando de uma invasão de cem anos por Nabucodonosor. No entanto, Esdras foi capaz de encorajar mais de duzentas pessoas a deixar suas posses e seguir os passos de Jesus.
Precisamos de líderes espirituais como Esdras em nossa geração atual – líderes escolhidos por Deus, que trarão o rebanho para mais perto da salvação.

* David R. Reid, Devotions for Growing Christians, "Spiritual Leadership", http://www.growingchristians.org/dfgc/leader.htm (acessado em 14 de novembro de 2012).


Pense Nisto

- Como podemos ser líderes espirituais no contexto em que vivemos – casa, escola, trabalho, etc.?

- Que mudanças em sua vida você acha que deve fazer para se tornar um líder espiritual?


Mãos à Bíblia

5. Por que Cristo não escolheu aqueles que aparentemente tinham as qualidades necessárias para liderar Sua igreja? Sf 2:3; Mt 11:29; Jr 50:31; Is 57:15

Devemos ter cuidado para não fazer suposições erradas acerca das razões para a escolha de Jesus. Ele não era contra a classe culta ou instruída. Jesus mesmo demonstrou, quando mais jovem (Lc 2:46, 47), grande quantidade de conhecimento. O problema é que muitas vezes as pessoas com mais instrução, riqueza e poder não estão dispostas a se humilhar do modo como alguém, especialmente um líder, precisa fazer para que o Senhor o use.



Edward L. Rodriguez | Cainta, Rizal, Filipinas

11/03/2014

Uma vida cheia do Espirito

Uma vida cheia do Espírito
CPB - Exposicao

"O Senhor Jesus age por meio do Espírito Santo; pois Este é Seu representante. Por meio dEle, infunde no coração vida espiritual, vivificando as energias para o bem, purificando-o da corrupção moral e habilitando-o para Seu reino. Jesus tem grandes bênçãos a conceder, ricos dons a distribuir entre os homens. É o maravilhoso Conselheiro, infinito em sabedoria e força. E, se reconhecermos o poder de Seu Espírito e nos sujeitarmos a ser por Ele moldados, estaremos completos nEle. Que pensamento é esse! Em Cristo 'habita corporalmente toda a plenitude da Divindade; e estais perfeitos nEle' (Cl 2:9, 10). Nunca o coração humano conhecerá a felicidade até que se submeta a ser moldado pelo Espírito de Deus. O Espírito conforma o coração renovado com o Modelo, Jesus Cristo. Mediante a influência do Espírito, a inimizade contra Deus se transforma em fé e amor, o orgulho em humildade. A pessoa percebe a beleza da verdade, e Cristo é honrado em excelência e perfeição de caráter. Ao ocorrerem essas mudanças, os anjos rompem num hino arrebatador, e Deus e Cristo Se regozijam nas vidas moldadas à semelhança divina" (Ellen G. White, Mensagens aos Jovens, p. 55, 56).

"Os que no Pentecostes foram dotados com poder do Alto, não ficaram por isso livres de tentações e provas. Enquanto testemunhavam da verdade e da justiça, eram repetidamente assediados pelo inimigo de toda a verdade, o qual procurava roubá-los de sua experiência cristã. Eram compelidos a lutar com todas as faculdades dadas por Deus, a fim de alcançarem a estatura de homens e mulheres em Cristo Jesus. Diariamente oravam por novos suprimentos de graça, para que pudessem subir mais e mais rumo à perfeição. Sob a atuação do Espírito Santo, mesmo os mais fracos, pelo exercitar fé em Deus, aprendiam a melhorar as faculdades conseguidas, e a se tornarem santificados, refinados e enobrecidos. Ao se submeterem em humildade à modeladora influência do Espírito Santo, recebiam a plenitude da Divindade e eram modelados à semelhança do divino" (Ellen White, Atos dos Apóstolos, p. 49, 50).

"As palavras dirigidas aos discípulos são ditas também a nós. O Consolador é tanto nosso quanto deles. O Espírito concede a força que sustenta em todas as emergências a pessoa que se esforça e luta, em meio ao ódio do mundo e ao reconhecimento de seus próprios fracassos e erros" (Ibidem, p. 51).

Mãos à Bíblia

3. Leia Lucas 6:20-49. De que forma o conhecimento e a experiência são combinados nesse texto? Por que ambos são necessários em nossa caminhada com o Senhor e também na formação de discípulos?

A formação de discípulos é uma obra incompleta sem a experiência, mas a experiência deve ser dirigida pelo conhecimento. Os formadores de discípulos do século 21 devem se familiarizar completamente com as Escrituras, a fonte de autêntica informação espiritual.

4. O que os formadores de discípulos devem ter em mente? Como podemos ter certeza de que não somos cegos guiando cegos? Lc 6:39



Feninah S. Batulayan | Silang, Cavite, Filipinas

10/03/2014

Deixando um legado

Deixando um legado
CPB - Evidencia

Nem todos são líderes natos. A Bíblia afirma que "há diferentes tipos de dons, mas o Espírito é o mesmo. Há diferentes tipos de ministérios, mas o Senhor é o mesmo" (1Co 12:4, 5). Apesar disso, em certo sentido, os líderes também podem ser "feitos" ou formados, por meio de treino e experiência para aprimorar as habilidades de liderança.

Os escolhidos (Lc 6:12-16). Jesus deixou Seus discípulos para passar uma noite sozinho em comunhão com o Pai. Apesar de as Escrituras não declararem pelo que Cristo orou, parece que pediu por direção na escolha das pessoas que estariam com Ele durante Seu ministério terrestre, pois, no dia seguinte, escolheu Seus doze discípulos. Eles eram Simão (a quem Ele chamou Pedro), seu irmão André, Tiago, João, Felipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago filho de Alfeu, Simão que era chamado de Zelote, Judas filho de Tiago e Judas Iscariotes (Lc 6:14-16). Ele sabia que teria um tempo limitado para estar com eles, então precisaria treiná-los para que eles pudessem, por sua vez, treinar mais discípulos. Essa seria a maneira pela qual a igreja primitiva cresceria e se multiplicaria.

O Conselheiro (Jo 16:7-14). Ao Jesus estar próximo do fim de Seu ministério na Terra, Ele disse aos Seus discípulos que seria separado deles. Ele previu que sentiriam a perda causada por essa separação. Então, Ele lhes disse que pediria ao Pai que lhes enviasse outro Consolador (ou Conselheiro, NVI) que estivesse com eles para sempre (Jo 14:16). Os discípulos não seriam deixados como órfãos (v. 18) porque o Espírito Santo habitaria neles (v. 17). Essa terceira pessoa da Trindade os faria lembrar-se do que o Filho de Deus lhes havia dito (v. 26). Era necessário que Jesus partisse para que o Espírito Santo viesse (Jo 16:7). Os discípulos enfrentariam perseguição e seria apenas por meio da obra do Espírito Santo que eles seriam capazes de resistir às tribulações que enfrentariam.

As instruções (Lc 6:20-49). Ao treinar os discípulos, Jesus não apenas falou com eles. Ele também lhes ensinou por Seu exemplo. Ele sabia que as ações falam mais alto do que as palavras. Também sabia qual era o custo de segui-Lo; que os discípulos experimentariam fome e derramariam lágrimas. Ele sabia que eles seriam odiados, excluídos, insultados e rejeitados pelos homens por causa dEle (Lc 6:20-22). Mas Jesus encorajou Seus discípulos e lhes disse que seus sacrifícios não seriam inúteis, pois eles teriam sua recompensa no Céu.
Jesus os encorajou também a amar seus inimigos. Eles teriam muitos adversários que desafiariam seu trabalho. No entanto, Cristo lhes disse que tratassem seus inimigos com misericórdia, assim como o Pai é misericordioso (v. 36). Eles deviam fazer o bem, orar e abençoar aqueles que os perseguiam em vez de tentarem se vingar deles. Se alguém os golpeasse na face, eles não deveriam revidar (v. 29).Essas instruções parecem bem difíceis de aceitar, porque são contrárias à natureza humana pecaminosa. Mas, vivendo de acordo com essas instruções, os discípulos mostrariam o caráter de Cristo e conquistariam mais pessoas para Ele.

Além disso, o Mestre ordenou que não julgassem os outros. Ao contrário, eles deviam perdoá-los (v. 37, 38). Para enfatizar o que queria dizer, Ele perguntou: "Pode um cego guiar outro cego? Não cairão os dois no buraco?" (v. 39). Assim, era essencial que os próprios discípulos não fossem cegos espiritualmente. Afinal de contas, eles não seriam capazes de conduzir outros a Cristo se eles mesmos estivessem perdidos.

Os discípulos foram comparados a dois tipos de construtores. Um deles construiu os alicerces de sua casa na rocha. Isso simbolizava aqueles discípulos que escutam as palavras de Deus e as colocam em prática. O segundo construtor edificou sua casa na areia. Isso simbolizava os discípulos que escutam as palavras de Deus, mas as ignoram. Assim, aprendemos que nossas ações devem refletir nossas palavras para que possamos ser líderes espirituais eficientes.

Os atributos (Is 57:15; Jr 50:31; Sf 2:3; Mt 11:29; 1Co 9:19; Fp 2:3). Também é importante que os discípulos de Jesus tenham um coração contrito e um espírito humilde (Is 57:15). Eles não devem ser arrogantes (Jr 50:31); ao contrário, devem buscar a justiça (Sf 2:3). Os discípulos aceitam o jugo de Jesus (Mt 11:29) e devem ser servos de todos, ganhando, assim, o maior número possível de pessoas (1Co 9:19). Por fim, os discípulos de Jesus devem estimar os outros mais do que a si mesmos (Fp 2:3).

O legado (At 1). Antes de Jesus subir ao Céu, Ele deixou um legado – os próprios discípulos. Por causa deles, a proclamação do evangelho continuou em Sua ausência e a igreja primitiva foi estabelecida, tudo porque os apóstolos foram habilmente treinados por Jesus, seu líder espiritual.

Pense Nisto

- Um líder espiritual zela pelo bem-­estar dos membros da igreja. Quem, então, olha pelo líder espiritual?

- É possível para um líder espiritual se desenvolver sem alguém para se espelhar? Explique sua resposta.

- Que tipo de legado você quer deixar?


Mãos à Bíblia

2. Leia João 16:7-14. Qual é a limitação do conhecimento intelectual, em si mesmo, na compreensão e experiência do verdadeiro cristianismo?

O conhecimento bíblico, unido ao Espírito de Deus, forma a combinação espiritual que transforma os indivíduos e as sociedades. Por meio da fé e do estudo da Palavra, o formador de discípulos deve lutar para obter esses dois elementos. O cristianismo valoriza muito a inteligência, o pensamento e a imaginação. O cristianismo não é uma fé irracional. A experiência sem o conhecimento se torna um potente míssil sem direção. Por outro lado, o conhecimento sem a experiência torna-­se destituído de vida e, muitas vezes, legalista. Os verdadeiros líderes cristãos compreenderam a necessidade de cultivar ambos os elementos, não somente em si mesmos, mas também naqueles que são seus discípulos.



Bongga L. Agno | Muntinlupa City, Filipinas

07/03/2014

Cristo discipulando as nações

Cristo discipulando as nações
CPB - Opiniao

Durante um encontro com os judeus, Cristo afirmou que as boas-novas a respeito da salvação não estavam restritas a uma nação, raça ou tribo em particular. De muitas maneiras, somos como os judeus dos tempos de Jesus. Alguns de nós gostamos de nos vangloriar dizendo que nossa denominação "tem a verdade". Achamos que estamos no topo no que se refere a estudos bíblicos, modéstia e dieta. No entanto, separamos pouquíssimo tempo para compartilhar o evangelho.

Os judeus ficaram com inveja quando Cristo falou sobre a mensagem de Deus sendo levada aos gentios. Ele queria que Seu povo soubesse que o evangelho é para todos. Devemos entender que em Cristo existe esperança para todos os grupos, até mesmo aos mais hostis; esperança que emana do amor incondicional de Deus.

Assim como Deus ama todos, sem discriminação, devemos espalhar as boas-novas sem nenhum tipo de "critério de seleção". Todos os nossos colegas na faculdade ou no trabalho, sejam eles de nosso país ou não, merecem uma chance de aceitar Jesus. No entanto, isso não será possível se guardarmos o evangelho de forma egoísta, deixando-o restrito a um grupo ou nação. Devemos nos esforçar para levar a Palavra de Deus a lugares não alcançados. Precisamos dizer como Isaías: "Eis-me aqui. Envia-me!" (Is 6:8), e dar o exemplo para nossa geração.

Pense Nisto

- Por que você acha que o evangelho deve alcançar todos os cantos do mundo antes que Cristo retorne?

- Qual é o perigo de agirmos como os judeus dos tempos de Jesus, achando que o Messias virá somente para nós?


Mãos à obra

- Explore uma cultura em particular na qual você esteja interessado. Escute sua música, pesquise sua arte, experimente algumas de suas comidas, e aprenda sobre sua religião. Com base no que você descobrir, responda: Como você pode testemunhar às pessoas dessa cultura?

- Em um culto de pôr do Sol de sexta-feira à noite, faça com alguns amigos uma encenação da história do Bom Samaritano (Lc 10:25-37). Após desempenharem os papéis, conversem sobre os motivos que vocês acham que conduziram cada personagem.
l Patrocine uma criança ou um aluno de outro país. Encontre uma organização como a Compassion International [Compaixão Internacional], a World Vision [Visão do Mundo], ou a Save the Children [Salve as Crianças].

- Crie um diagrama de Venn representando sua igreja e outro grupo religioso. Em um círculo registre os diferenciais de sua igreja; no outro escreva as diferenças do grupo religioso, e onde os círculos se sobrepõem, mostre o que vocês têm em comum. Utilize o gráfico para traçar um plano para alcançar esse grupo.


Bob Collins | Nairóbi, Quênia

06/03/2014

Aceite o Chamado

Aceite o chamado!
CPB - Aplicacao

Muitos cristãos descobrem que é uma tarefa trabalhosa espalhar o evangelho além das suas próprias comunidades. Muitos fatores atrapalham, incluindo barreiras de comunicação, apertos financeiros e atitudes das pessoas a ser alcançadas. No entanto, o sucesso do discipulado depende principalmente da habilidade do mensageiro em seguir a Cristo. Ser Seu embaixador exige certas orientações a ser observadas para que o evangelho alcance os objetivos pretendidos.

A história de Jonas é um exemplo do que pode acontecer quando falhamos em atender às instruções de Deus. O Senhor planejou usar Jonas para comunicar Sua mensagem ao povo de Nínive, mas o profeta estava relutante em fazê-lo. Essa relutância causou a Jonas muitos problemas desnecessários. Quando Deus planeja que promovamos Sua causa, devemos estar prontos para obedecer. As circunstâncias podem parecer intimidadoras, mas temos a promessa de que Ele estará conosco.

O discipulado é uma jornada. E quem não ama viajar para novos lugares, encontrar novas pessoas e fazer novos amigos? E se você sentir Deus o chamando para testemunhar por Ele em um lugar distante?

Aceite o chamado. Quando nosso coração se torna duro como pedra, o evangelho não pode crescer em nós. Então, só reclamamos e procuramos desculpas. Mas um coração submisso é terra fértil para que as sementes do discipulado germinem, cresçam e nos preparem para o serviço.

Comece pequeno. Sonhe grande. Podemos comparar o discipulado com uma semente de mostarda (Mt 13:31, 32). Onde quer que você esteja, você tem condições de fazer algo pelo Senhor. Os turistas que visitam seu país, os estudantes do exterior que estão na mesma faculdade que você, os membros da equipe da empresa em que você trabalha... A lista é longa.

Faça sua parte. Deixe o resto com Deus. Ele é sempre um amigo mais achegado que um irmão (Pv 18:24), mesmo que seu desafio seja discipular uma nação!

Pense Nisto

- Por que você acha que algumas vezes falhamos em prestar atenção nas instruções de Deus, mesmo quando Ele nos dá algum um sinal?

- Como podemos nos preparar para saber a diferença entre a voz de Deus e um "trote" do inimigo?


Mãos à Bíblia

6. Leia Romanos 15:12; Atos 1:7, 8; João 11:52, 53; Mateus 28:19, 20. Qual é a mensagem essencial desses textos e como ela se harmoniza com as mensagens dos três anjos em Apocalipse 14?

A obra final de Deus estará incompleta até que o evangelho eterno expresso na mensagem dos três anjos de Apocalipse 14 tenha cruzado todos os limites raciais, étnicos, nacionais e geográficos. A aceitação dessa mensagem por parte das nações está profetizada. Isso deve acontecer, mas quem se oferecerá como canal da graça divina? Quem sacrificará o conforto terreno e as associações familiares a fim de fazer avançar a causa de Deus?



Augenia Ndunge | Makueni, Quênia

05/03/2014

Supermissão

Supermissão
CPB - Testemunho

"As palavras de Cristo, na encosta da montanha, foram o anúncio de que Seu sacrifício em favor do homem era pleno, completo. As condições para a expiação haviam sido cumpridas; realizara-se a obra para que Ele viera a este mundo. Achava-­Se a caminho para o trono de Deus, a fim de ser honrado pelos anjos, os principados e as potestades. Entrara em Sua obra mediadora. Revestido de ilimitada autoridade, deu aos discípulos a comissão: '[...] Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações' (Mt 28:19, 20). [...]

"Os judeus foram feitos depositários da sagrada verdade; o farisaísmo, porém, fez deles os mais exclusivistas, os mais fanáticos de toda a raça humana. Tudo que dizia respeito aos sacerdotes e aos príncipes – seu vestuário, seus costumes, suas cerimônias e tradições – tudo os tornava inaptos para ser a luz do mundo. Consideravam-se a si mesmos, a nação judaica, como sendo o mundo. Mas Cristo comissionou Seus discípulos a proclamar uma fé e um culto que nada encerravam de segregação ou nacionalismo; uma fé que se adaptaria a todos os povos, todas as nações, todas as classes de homens" (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 819, 820).

"Assim Cristo deu aos discípulos sua missão. Tomou plenas medidas para a sequência da obra, assumindo Ele mesmo a responsabilidade do êxito da mesma. Enquanto Lhe obedecessem à palavra e trabalhassem em ligação com Ele, não poderiam falhar. 'Vão a todas as nações', ordenou-lhes. 'Vão às mais longínquas partes do globo habitado, mas saibam que Minha presença ali Se achará. Trabalhem com fé e confiança, pois nunca virá tempo em que Eu os abandone.'

"A comissão do Salvador aos discípulos incluía todos os crentes. Abrange todos os crentes em Cristo até ao fim dos séculos. É um erro fatal supor que a obra de salvar pessoas depende apenas do pastor ordenado. Todos a quem veio a celestial inspiração são depositários do evangelho. Todos quantos recebem a vida de Cristo são mandados a trabalhar pela salvação de seus semelhantes. Para essa obra foi estabelecida a igreja, e todos quantos tomam sobre si seus sagrados votos comprometem-se, assim, a ser cooperadores de Cristo" (Ibidem, p. 822).

Pense Nisto

De que formas você pode ser um cooperador com Cristo em discipular as nações?


Mãos à Bíblia

5. Leia João 7:35; 8:48; Lucas 10:27-37. Por que os cristãos devem eliminar todas as barreiras de separação, enquanto buscam fazer discípulos de todas as nações?

Os sacerdotes de Israel desprezaram o Filho de Deus, enquanto aqueles que não eram de Israel O aceitaram como Messias. Que lição poderosa e solene há aqui para aqueles que se julgam espiritualmente favorecidos! Para os líderes de Israel era inadmissível que Jesus pensasse em ensinar os gregos. Jesus reagiu a essa atitude enfatizando a superioridade do caráter sobre a origem étnica. É interessante, também, que Ele usou a história verdadeira de um samaritano a fim de ensinar uma grande lição espiritual sobre o que significava realmente cumprir a lei de Deus.



Andnetor Mukonyo | Machakos, Quênia