31/10/2013

O "produto" mais caro do Universo

Em março de 2012, só se escutava sobre o enorme prêmio acumulado. Por todos os lugares as pessoas falavam sobre quantos bilhetes iriam comprar e o que fariam com o dinheiro da "bolada". Gente que jamais havia sequer considerado a ideia de comprar um bilhete da loteria estava agora comprando vários. Até mesmo alguns especialistas em finanças, que normalmente consideram bilhetes de loteria como algo estúpido, foram tentados a comprar alguns.1

O prêmio mega milionário atingiu uma soma recorde de 656 milhões de dólares.2 No entanto, essa fortuna exorbitante não passa de uma merreca quando comparada ao preço pago pela nossa redenção – o "precioso sangue de Cristo" (1Pe 1:19). Diante de um sacrifício tão grande, como devemos responder?

É simples: aceite o presente! Quando um presidente dos Estados Unidos deixa o cargo, ele concede absolvição a presos que ele considera dignos. Imagine se um desses indivíduos dissesse: "Não, obrigado, senhor presidente. Eu ficarei na prisão." Isso seria loucura! O sangue de Cristo é como o perdão presidencial. Quando aceitamos Jesus, somos declarados livres do pecado e sua consequência eterna (Rm 6:23). Somos perdoados. Nossos pecados foram pregados na cruz e são lavados pelo sangue dAquele que não teve culpa (Cl 2:13, 14). Ele removeu nossas algemas e destrancou a porta da prisão. Deixe as cadeias do pecado para trás!

Os três últimos versos do livro de Miqueias focalizam o relacionamento entre Deus e Seu povo remanescente. A característica marcante de Deus, revelada em Miqueias (e em outros livros da Bíblia), é Sua disposição de perdoar. Curiosamente, várias palavras fundamentais de Miqueias 7:18-20 também são usadas no Cântico do Servo em Isaías 53, apontando para o fato de que o meio para o perdão vem dAquele que sofre pelas pessoas.

Miqueias 7:18-20, com sua ênfase sobre o perdão, é seguido pelo livro de Naum 1:2, 3, com sua ênfase no juízo. Isso revela as duas dimensões do relacionamento de Deus conosco: perdoar o arrependido e punir os ímpios.



30/10/2013

Expiação e transformação

Um dia, enquanto estava no supermercado fazendo compras, vi um dos meus ex-alunos. Minha reação imediata foi me misturar na "multidão". Fiquei aliviada quando o aluno passou sem me notar. Estava escondendo-me porque alguns anos antes eu havia participado de um conselho disciplinar na escola que tinha tratado o caso dele. O rapaz tinha se envolvido em atividades violentas e o conselho o havia expulsado da escola. Quando os membros do conselho comunicaram essa decisão ao estudante e oraram pela orientação de Deus em sua vida, ele não mostrou remorso algum e ficou bastante irritado. Ao observá-lo sair alterado da reunião, alimentei pouca esperança quanto ao seu futuro.

Houve Alguém, no entanto, que não desistiu de ter esperança. Na verdade, há dois mil anos, esse Alguém, Jesus Cristo, "tomou sobre Si as nossas enfermidades e sobre Si levou as nossas doenças, contudo nós O consideramos castigado por Deus, por Ele atingido e afligido" (Is 53:4). Cristo, o Criador do Universo, foi o Cordeiro de Deus para quem o serviço do santuário judaico apontava. E esse bonito, perfeito, inocente Cordeiro morreu por meu aluno desobediente. Ele morreu por você e por mim. E se O seguirmos, então "pelas Suas feridas [seremos] curados" (v. 5).

Então, que evidência existe da expiação de Cristo? A resposta é simples: vidas transformadas. Algumas semanas após encontrar meu aluno no supermercado, surpreendi-me ao vê-lo sentado na primeira fileira de uma conferência evangelística. Logo depois disso, eu o vi frequentando a igreja com sua família. Então, um dia, vi o rapaz novamente no supermercado. Dessa vez, pude ver que ele tinha um olhar diferente. A ira havia desaparecido e em seu lugar havia alegria. Decidi, então, não mais me esconder. Aproximei-me dele com um sorriso. Ao conversarmos, fiquei sabendo que ele havia encontrado o Cordeiro de Deus e O aceitado como seu Salvador. Agora, esse meu aluno é uma prova de que, pelo sacrifício de Jesus, Deus pode mudar muitas vidas.

28/10/2013

Expiação passo a passo

Oferta pelo pecado (Lv 4). A oferta pelo pecado ou oferta de purificação era a maneira pela qual uma pessoa que pecou "sem intenção" podia alcançar o perdão (Lv 4:2). O animal para sacrifício e alguns poucos detalhes da cerimônia variavam de acordo com quem havia pecado, mas o simbolismo permanecia o mesmo para todos. Os pecadores deviam escolher a oferta apropriada e trazê-la ao santuário, onde colocavam as mãos sobre animal a ser sacrificado, transferindo simbolicamente seus pecados para a vítima. Então, o animal era morto em lugar do pecador. Dependendo de vários fatores, o sacerdote devia borrifar o sangue do animal em diferentes partes do santuário e do altar.

Cobertura (Lv 4:26, 31, 35; Rm 5:8-11). O objetivo da oferta pelo pecado era obter a expiação. Mas o que é expiação? Em hebraico, o verbo expiar é kaphar que significa literalmente "cobrir".* O pecado é um estado de rebelião contra a Lei divina, que causa separação entre nós e Deus. Ele, por Sua vez, é um Deus de amor, que deseja manter um relacionamento conosco. Assim, o Senhor concebeu um plano para "cobrir" essa separação, reconciliando-nos com Ele. Jesus morreria, cumprindo a pena pelos nossos crimes e dando a cada pessoa a oportunidade de se reconciliar com Deus.

A expiação bíblica não tem como objetivo aplacar a raiva de um deus irado. Esse é um conceito pagão que tem se infiltrado no cristianismo. Em vez disso, a expiação é o plano de um Deus amoroso que deseja restaurar o relacionamento com as pessoas que Ele criou.

Pecado, pecadinho, pecadão (Lv 4; Jo 1:29, 36). Uma oferta pelo pecado era feita para purificar alguém após ter cometido um pecado sem intenção, ou "por ignorância". O animal do sacrifício era escolhido de acordo com a posição da pessoa na comunidade (sacerdote, autoridade ou gente comum). O que determinava o sacrifício era o conhecimento que o transgressor tinha da verdade, e não, necessariamente, o pecado cometido. Aos olhos de Deus, pecado é pecado. O que muda é o efeito que ele tem na vida daqueles que estão próximos ao pecador. Deus espera mais daqueles que receberam mais, pois com o conhecimento vem a responsabilidade (Lc 12:47, 48).

Confissão e imposição das mãos (Is 53; Mq 7:18-20; 1Jo 1:9). Uma vez que o pecador escolhia um animal, ele o levava publicamente ao santuário em reconhecimento de que havia pecado. Tal reconhecimento tem a mesma importância hoje. A morte de Cristo em nosso favor como Cordeiro de Deus somente se torna efetiva quando reconhecemos nossa natureza e atos pecaminosos e nos voltamos para Ele.

Depois, o pecador devia impor suas mãos sobre o animal a ser sacrificado, transferindo, assim, para ele a culpa dos pecados confessados. O animal, então, pagaria o preço pelo pecado em seu lugar (Lv 1:4; Rm 6:23). Esse simbolismo é poderoso e claro. O Cordeiro de Deus, Jesus, deveria carregar todos os nossos pecados confessados e pagar o preço por eles! Desse modo, Cristo fecharia a fenda que o pecado formou entre nós e nosso amoroso Pai. Em Cristo, a santa lei de Deus – que exige a morte do transgressor – foi satisfeita.

A morte do animal (Lv 4:7, 18, 25, 30; Is 49:17; Jr 17:1; 1Pe 1:22). A cerimônia não terminava ao ser trazida a oferta. O animal tinha que ser sacrificado. Seu sangue tinha que ser derramado. Então, o sacerdote mergulhava seu dedo no sangue e pressionava-o nos chifres do altar do holocausto. Esse ato, entre outros realizados pelo sacerdote, registrava no santuário os pecados perdoados (Jr 17:1). Tal "registro" era eliminado no Dia da Expiação.

O pecado tem uma etiqueta com um preço muito alto. Mesmo quando confessamos nossas faltas e Jesus as toma sobre Si para nos perdoar, os efeitos (ou marcas) do pecado permanecem, assim como o sangue colocado nos chifres do altar. Somente na purificação final é que todas as coisas serão feitas novas, e os efeitos do pecado serão erradicados do Universo. Mesmo assim, Cristo ainda terá em Seu corpo as feridas da cruz, para nos relembrar do preço que Ele pagou pela nossa restauração (Jo 20:26, 27; O Grande Conflito, p. 674). Isso deve nos inspirar a viver uma vida santa, em honra ao grande amor de Deus por nós.

24/10/2013

Santo ao Senhor

Quando o santuário foi construído, a intenção de Deus era estar num lugar santo onde Ele pudesse habitar com Seu povo. Ele queria também que cada item do santuário fosse santo e consagrado a Ele (Êx 40:9, 10). Deus indicou claramente aos israelitas que Ele desejava que eles buscassem a santidade demonstrada em Seu caráter (Lv 19:2). A mesma admoestação foi dada à igreja cristã primitiva, e é dada a nós hoje. 1Pedro 1:13-16 fala da santidade que Deus espera de nós. Hoje, Deus quer que todos os aspectos de nossa vida sejam “ungidos” e consagrados a Ele. Com a força que Ele dá, todos nós podemos iniciar nossa jornada em direção à santidade. Os três itens abaixo nos ajudam a compreender o que significa ser “santo ao Senhor” (Dt 7:6, ARA).

Deus é santo. A santidade de Deus é perfeição absoluta (1Sm 2:2). Ele é diferente de todos os seres criados e coisa alguma pode ser comparada a Ele. Não existe, definitivamente, vestígio algum de pecado em Seu divino caráter. Todas as Suas características são santas – Seu amor, Sua misericórdia, Sua graça, e até mesmo Sua ira. Compreender a santidade de Deus está além da mente humana. Por isso, precisamos apenas aceitá-la.*

Devemos ser santos. Deus quer que sejamos diferentes daqueles que não O servem. Devemos ser “separados” porque somos Seu povo escolhido. Como cristãos, levamos o nome de Cristo, e devemos refletir a santidade desse nome (1Pe 2:9). Deus nos chama para ser exemplos no mundo, mostrando aos outros um jeito melhor de viver, de acordo com a ética divina (Mq 6:8).

Podemos nos tornar santos. Enquanto a perfeição de Deus é absoluta, a nossa é relativa. Somos santos na medida em que nos relacionamos com Ele. Precisamos crer em Cristo, aceitar Seu sacrifício pelos nossos pecados e saber que somente Seu sangue pode nos salvar. Devemos permitir que Ele nos separe para uso sagrado, assim como os utensílios do santuário – ungidos e consagrados para o serviço de Deus.

23/10/2013

Projeto divino

“Toda a mobília desse compartimento tinha o aspecto de ouro puríssimo, e refletia a imagem de quem entrava ali. O véu, que separava os dois compartimentos, era de cores e material diversos, com um lindo bordado, no qual havia figuras trabalhadas em ouro, para representar os anjos. Levantou-se o véu e eu olhei para o segundo compartimento. Vi ali uma arca que oferecia a aparência de ter sido feita do mais fino ouro. Os bordados em redor da parte superior da arca eram um trabalho lindíssimo representando coroas. Na arca havia tábuas de pedra contendo os Dez Mandamentos” (Ellen G. White, Primeiros Escritos, p. 252).

“As paredes eram feitas de tábuas em sentido vertical, ricamente chapeadas de ouro e colocadas em encaixes de prata, enquanto o teto se compunha de uma série de cortinas, ou coberturas, sendo as de fora de peles, e as do interior, de linho fino, belamente trabalhado com figuras de querubins. Além do pátio exterior, onde estava o altar das ofertas queimadas, consistia o tabernáculo, propriamente dito, em dois compartimentos, chamados o Lugar Santo e o Lugar Santíssimo, separados por uma rica e bela cortina, ou véu; um véu idêntico cerrava a entrada ao primeiro compartimento.

“No lugar santo estava o castiçal, do lado do sul, com sete lâmpadas a iluminar o santuário, tanto de dia como de noite; e, diante do véu que separava o Lugar Santo do Santíssimo, o altar de ouro para o incenso, do qual a fragrante nuvem, com as orações de Israel, ascendia diariamente à presença de Deus.

“No Lugar Santíssimo achava-se a arca, receptáculo de preciosa madeira, coberta de ouro, e depositária das duas tábuas de pedra sobre as quais Deus inscrevera a lei dos Dez Mandamentos. Acima da arca e formando a cobertura desse receptáculo sagrado, estava o propiciatório, magnificente obra de artífice, encimada por dois querubins, um de cada lado, e tudo trabalhado em ouro maciço. Nesse compartimento a presença divina se manifestava na nuvem de glória entre os querubins” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 412).

Assim como Deus tinha um plano específico para o santuário, Ele também tem planos bem particulares para você. Como Ele projetou o santuário, Ele quer projetar seu destino também. Você vai permitir?

O templo era um lugar para buscar perdão (v. 30); para fazer juramentos (v. 31, 32); para fazer súplicas em situações de derrota (v. 33, 34); para fazer petições em períodos de seca (v. 35, 36) ou em outros desastres (v. 37-40). Ele era também um lugar de oração para o estrangeiro (v. 41-43), bem como lugar de petição pela vitória (v. 44, 45). Que o templo foi concebido para ser uma “Casa de Oração para todos os povos” (Is 56:7) torna-se evidente a partir do fato de que Salomão imaginou o israelita, o estrangeiro e todo o povo como suplicantes.



21/10/2013

Um lar entre nós

“E farão um santuário para Mim, e Eu habitarei no meio deles. Façam tudo como Eu lhe mostrar [...]” (Êx 25:8, 9). O santuário provia um centro visível para a adoração ao único Deus verdadeiro. Ele fez com que a presença do Senhor fosse algo mais tangível, mais real para os israelitas. Tudo no santuário devia inspirar um senso de temor e reverência. Afinal de contas, esse era o lugar de habitação do Criador do Universo.

Todos os aspectos do tabernáculo deviam representar a presença desse Ser criador e santo. Apesar de ser construído por homens, o projeto era de Deus. Foi mostrada a Moisés uma representação do santuário do Céu, e o da Terra devia seguir o modelo do original. Tanto o santuário terrestre quanto o celestial tinham a ver com pecado e salvação.

As instruções detalhadas de Deus eram evidência de Sua Santidade e do desejo de santificar Seu povo (Lv 19:2). Elas ecoavam a ansiedade de um Deus amoroso, que deseja perdoar os pecados de Seus filhos em resposta ao arrependimento deles (Is 56:7). O Senhor desejava, mais do que perdoar, habitar entre eles.

Ainda hoje, Deus tem buscado um lar. Não mais em uma tenda ou templo, mas em nós, por meio de Seu Santo Espírito. E Ele não vai “descansar” até que esse lar tenha sido edificado (Sl 132:13, 14).

Todos os serviços do santuário tinham um significado espiritual profundo. Eles apontavam para Jesus Cristo, o Messias prometido, e Seu sacrifício na cruz do Calvário pelos pecados da humanidade perdida. O santuário terrestre era limpo com o sangue do sacrifício de animais, mas o celestial está sendo purificado com o sangue perfeito do Filho de Deus.

18/10/2013

Sacrifícios dos dias modernos



Imagine-se na igreja no sábado. A porta da sala pastoral se abre e o pastor vai até o púlpito segurando um cordeiro. Então, ele anuncia que vai sacrificar o cordeiro bem ali para expiar os pecados dos membros da igreja. Você olha à sua volta para ver a reação dos outros. Todos olham tão chocados quanto você. Algumas pessoas até se arrumam para sair. E agora?

Após a queda, Deus instruiu Seu povo a oferecer um cordeiro sem mancha para pagar por seus pecados. Ao transferirem simbolicamente sua culpa para a criatura inocente, eles estavam olhando para o futuro, quando o Cordeiro imaculado de Deus expiaria os pecados da humanidade. A morte de Jesus na cruz eliminou a necessidade do sistema sacrifical. É por isso que o cenário descrito no primeiro parágrafo parece impensável. Apesar disso, mesmo em tempos modernos, o ritual de sacrifício de animais ainda persiste em algumas denominações cristãs. Membros da Igreja Ortodoxa grega, por exemplo, praticam a kourbania, o ritual de sacrificar um cordeiro ou um touro a um santo padroeiro, à Trindade, ou à mãe de Jesus.1 Na tradição cristã armênia, um cordeiro ou um galo é sacrificado para Deus num prática conhecida como matagh.2

O que nós compreendemos que eles não compreendem? Fundamentados na Bíblia, cremos que a morte de Cristo foi suficiente para liquidar nossa dívida perante a lei de Deus. Agora, somos livres para viver por Jesus. A ideia de viver por Cristo pode parecer fácil a princípio, mas significa que precisamos sacrificar diariamente nosso eu. Isso é algo que não conseguimos fazer por nós mesmos, mas somente com a ajuda do Espírito Santo. Assim, poderemos declarar como Paulo: “Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim” (Gl 2:20).

1. Stella Georgoudi, Sanctified Slaughter in Modern Greece: The Kourbania of the Saints in The Cuisine of Sacrifice Among the Greeks (Chicago, Ill: University of Chicago Press, 1998), p. 183-203.

2. Nicholas Awde, Armenian Perspectives (Londres: Routledge, 1997), p. 171.

 Pense Nisso: 

 - Que tipo de sacrifício você acha que seria mais fácil de realizar – o sacrifício simbólico de animais ou o sacrifício vivo de hoje, por meio de nossa entrega sem reservas a Deus? Seja sincero.

- Por que você acha que os sacrifícios de animais ainda são praticados hoje em certas denominações cristãs?





Fonte:  http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/jovens/2013/lj342013.html

17/10/2013

Rede Novo Tempo



Sacrifício na prática

Deus ordenou aos israelitas que construíssem um santuário, para que Ele habitasse entre Seu povo (Êx 25:8). Esse santuário também apontava para Jesus Cristo, o perfeito Cordeiro de Deus, que morreria pelos pecados do povo. João Batista deixou isso claro quando viu Jesus: “Vejam! É o Cordeiro de Deus!” (Jo 1:36). Jesus Cristo, de fato, seria o perfeito sacrifício pela raça humana. Seu sangue foi derramado na cruz do Calvário como expiação pelos nossos pecados. Hoje, “os sacrifícios que agradam a Deus são um espírito quebrantado; um coração quebrantado e contrito, ó Deus, não desprezarás” (Sl 51:17).

A verdadeira conversão só acontece quando, de maneira honesta, você sente tristeza por seus pecados, se arrepende deles e deseja não mais viver em desarmonia com a vontade de Deus. Então, Cristo pode perdoá-lo e enviar Seu Santo Espírito para viver em você e ajudá-lo a desenvolver Seu fruto (Gl 5:22).

Quando permitimos que nossa vida seja guiada pelo Espírito Santo, conseguimos discernir perfeitamente a vontade de Deus. Imagine que alguns de seus amigos o convidam para ir a uma festa. Você quer ir, mas poucos dias após receber o convite, descobre que estarão servindo bebidas alcoólicas e alimentos prejudiciais ao corpo. Você ainda ouve rumores de que haverá drogas e que algumas pessoas estão planejando atividades sexualmente imorais. A princípio, você pensa que poderia ir e dar um bom exemplo. Ao orar sobre o que fazer, você começa a entender que, se for, estará colocando o pé no terreno de grandes tentações. Então, em vez disso, você decide honrar a Deus recusando o convite, e está agradecido a Ele por ter ajudado você a tomar a melhor decisão. Dessa maneira, você descobre que os sacrifícios de um coração contrito envolvem:

1. Gratidão a Deus por Seu amor (Sl 50:14);

2. Temor a Ele e a guarda de Seus mandamentos, “pois isso é o essencial para o homem” (Ec 12:13); e

3. Amor a Deus “de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todas as suas forças” (Dt 6:5). 

Ao longo de sua jornada com Cristo, o que o Espírito Santo tem mostrado a você que precisa ser mudado em sua vida? Ore e peça que Ele o ajude a mudar.



16/10/2013

A árvore da vida

Em 2009 era impossível ir a uma loja de eletrodomésticos sem ser alvo de paredes de televisores LCD mostrando incontáveis gigantes azuis montados em enormes dinossauros voadores. O filme Avatar foi além de suas alusões ao hinduísmo e apresentou uma realidade alternativa bastante convincente.

Uma parte importante do longa-metragem se passa ao redor da “árvore das almas”. Essa árvore mística se encontrava no centro de Pandora (o mundo dos na’vis), e acreditavam que dela dependia o equilíbrio e a sustentação da vida.

O filme parece ecoar o que lemos em Gênesis 2:9. No Éden, o verdadeiro paraíso, a árvore da vida ocupava uma posição central. Se, por um lado, Adão e Eva foram advertidos a permanecer distantes da árvore do conhecimento do bem e do mal para que não morressem, por outro, eles não poderiam sobreviver por muito tempo sem ter acesso à árvore da vida. Segundo Henry Morris, alguns criacionistas mais liberais argumentam que “a [sentença de] morte proferida por Deus sobre o pecado [de Adão e Eva] era [a respeito de] uma morte ‘espiritual’ e não física.

“Essa ideia, contradiz a declaração clara de Deus de que eles morreriam de forma física, assim como espiritualmente, com seus corpos voltando ao pó. Além do mais, isso torna a morte de Cristo na cruz por nossos pecados uma brincadeira! Por que Cristo teria que morrer fisicamente – e uma morte física horrível como aquela – para pagar pela morte ‘espiritual’ do homem?”*

A desobediência de Adão e Eva iniciou imediatamente um processo de degradação física, espiritual e intelectual, mesmo após comerem do fruto do “conhecimento”. Mas Deus tinha um plano para recuperá-los e, de acordo com esse plano, Adão e Eva foram lançados fora do jardim e proibidos de ter acesso à árvore da vida, a fim de que não vivessem para sempre como pecadores.

Hoje, não mais temos a árvore da vida aqui, mas o “pão vivo que desceu do Céu” (Jo 6:51) é nossa esperança de viver para sempre.

* Institute for Creation Research, “The Tree of Life”, http://www.icr.org/article/845/ (acessado em 28 de dezembro de 2012).

Em uma passagem na qual Deus instruiu os israelitas a não comer sangue, Ele proveu uma razão interessante para essa proibição: o sangue representa a vida, e Deus tornou o sangue sacrifical um resgate pela vida humana. Uma vida, representada pelo sangue, resgata outra vida. O princípio de substituição, que se tornou explícito no monte Moriá, quando Abraão ofereceu o sangue do carneiro no lugar do sangue de seu filho, está firmemente ancorado nos requisitos legais de Deus para o antigo Israel.

14/10/2013

O conceito bíblico de sacrifício

Por que sacrifício? (Gn 3:21, 22; Ez 18:20; Hb 9:22). A Bíblia define pecado como transgressão da lei de Deus (1Jo 3:4). Sendo que existe um aspecto relacional nessa Lei, o pecado cria um rompimento em nosso relacionamento com Deus. Como em qualquer relacionamento, cabe ao ofensor acertar as coisas com a pessoa ofendida. No entanto, a lei de Deus é clara: Quem pecar tem que morrer (Ez 18:20). A morte eterna, além de ser a pena pelo pecado (Rm 6:23), também é a consequência natural de estar separado de Deus (Is 59:2).

Diante disso, os pecadores se depararam com um sério problema. Não há nada que possam fazer para compensar seus pecados. “Somente o divino poder pode emancipar-nos dessa escravidão. Entretanto, Cristo nos assegura: ‘Se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres’ (Jo 8:36). Ele disse que seremos capazes de produzir a justiça somente se permanecermos nEle. ‘Sem Mim nada podeis fazer’ (Jo 15:4, 5).”1

Gênesis 3:21 e 22 introduz os resultados imediatos do pecado. As roupas de “peles [de animais] eram um lembrete constante da inocência perdida [de Adão e Eva], da morte como salário do pecado, e do prometido Cordeiro de Deus que, por Sua própria morte vicária, tiraria os pecados do mundo. [...]

“O serviço sacrificial [apesar de não ser mencionado nesse texto], foi instituído nessa época.”2 Desses versos em diante, tudo nas Escrituras gira em torno do plano da salvação. E desde o início do pecado até hoje, Deus deseja que a humanidade caída aceite esse plano.

O que é sacrifício? (Lv 1:3; Dt 15:21; 1Cr 21:24). A palavra usada com mais frequência para traduzir “sacrifício” no Antigo Testamento significa literalmente “abater”.3 Isso sugere que no sacrifício, alguém precisava morrer para que o suplicante fosse aceito e tivesse seus pecados perdoados.

Outro fator, além da morte, era o valor do sacrifício. O animal sacrificado não poderia ter nenhum defeito físico (Dt 15:21; Lv 1:3). Essa ordem aponta para o sacrifício perfeito de Jesus. Ela também ressalta o valor do sacrifício para o doador.

Quando Davi pecou e trouxe calamidade sobre Israel, ordenando um recenseamento, Deus ordenou-lhe que fizesse uma oferta pelo pecado na eira de Ornã, o jebuseu. Ao chegar, ele disse a Ornã que queria comprar o terreno, para cumprir a ordem de Deus. O dono da eira a ofereceu de graça para Davi, juntamente com todos os animais e a madeira de que ele precisava para o sacrifício. A resposta de Davi foi enfática: “Não [...] oferecerei um holocausto que não me custe nada” (1Cr 21:24). Essa é mais uma evidência de que o sacrifício precisa ser de valor para quem o oferece. Precisa custar alguma coisa.

“Deus proverá” (Gn 22:1-18; Ef 1:4; Ap 13:8). O conceito bíblico de sacrifício como uma substituição se opõe ao conceito pagão de sacrifício como forma de acalmar um deus irado. Antes mesmo de criar o mundo, Deus já havia providenciado um plano de salvação que incluía sacrifício (Ef 1:4; Ap 13:8). Nesse plano, o próprio Deus providenciaria o sacrifício expiatório; e, até que Seu Filho viesse morrer em lugar dos pecadores, Seu povo deveria oferecer sacrifícios de animais. Esses animais morriam, simbolicamente, em lugar do pecador, assim como Cristo morreria em nosso lugar.

Em Gênesis 22:1-18 temos um quadro profético do plano da redenção. Deus mandou Abraão oferecer seu filho como sacrifício. Quando, no caminho, Isaque perguntou a seu pai sobre o cordeiro, Abraão afirmou que “Deus mesmo [haveria] de prover o cordeiro para o holocausto” (v. 8). Essa resposta “constitui uma expressão profética que emana das alturas da fé heroica à qual [o coração de Abraão] havia se elevado. Por inspiração, apontou tanto para o carneiro do verso 13 quanto para o Cordeiro de Deus [...].”4

Sacrifício vivo (Rm 12:1). O apóstolo Paulo apelou aos cristãos de Roma, e a nós também, para que nos ofereçamos “em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus”, pois este é o nosso “culto racional”. “Os sacrifícios do sistema cerimonial do Antigo Testamento consistiam de animais mortos. O sacrifício cristão consiste de pessoas vivas. O adorador cristão se apresenta vivo, com todas as suas energias e poderes consagrados ao serviço de Deus.”5

1. Nisto Cremos, p. 116.
2. SDA Bible Commentary, v. 1, 2a ed., p. 235.
3. Young’s Analytical Concordance (Eerdmans Publishing Company: Grand Rapids, MI, 1970), p. 829.
4. SDA Bible Commentary, v. 1, 2a ed., p. 352.

11/10/2013

A palavra “santuário” evoca, basicamente, suas ideias: um lugar sagrado e seguro. Sabemos que a igreja como um santuário é um lugar de adoração e, por isso, deve ser considerada com respeito e reverência.

Mas, o que dizer quanto aos membros da igreja? Como parte do corpo de Cristo (1Co 12:27), será que somos, cada um de nós, um refúgio em que pessoas feridas podem encontrar cura? Somos um “lugar seguro”? É vital que, quando pessoas feridas vêm à igreja, sejamos capazes de recebê-las de forma adequada, dando-lhes o apoio de que necessitam.

Sua igreja é um lugar seguro, um santuário de amor, graça e cura?

Ou as pessoas acabam tendo mais dor do que alívio quando visitam vocês? As angústias delas são agravadas em vez de amenizadas?
O que sua igreja faz quando um líder cai, por exemplo? Existe um plano para disciplina que inclua um processo de restauração marcado pelo amor? Ou vocês “atiram” em seus líderes feridos?

Sua igreja é um lugar a que as pessoas podem vir como estão, e ainda assim se sentirem amadas e acolhidas, independentemente de qualquer coisa? Ou é um lugar em que elas sentem que devem se adequar ou agir de certo modo antes de serem aceitas?
Nenhuma igreja deveria ser apenas um lugar em que as pessoas aprendam sobre a maneira de respeitar e reverenciar a Deus, ou sobre profundas verdades teológicas (embora tudo isso seja importante). Uma igreja também deve ser um ambiente edificante, um lugar seguro, em que possamos ser honestos com os defeitos uns dos outros e receber ajuda. Uma igreja assim é um verdadeiro santuário – um refúgio.

“Ah, mas minha igreja não é assim! Aliás, é bem pior!” Quer uma dica? Comece por você. Faça a diferença, e faça discípulos. Em vez de criticar e apontar defeitos, dê o exemplo. Com certeza, outros farão o mesmo, e logo sua igreja será um pedacinho do Céu.

Fonte: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/jovens/2013/lj242013.html#sexta


Um santuário sagrado e seguro


10/10/2013

O que fazer quando pecamos

O santuário terrestre era um símbolo do santuário celestial. Quando os israelitas pecavam, deviam trazer uma oferta ao sacerdote, que, por sua vez, apresentava o sacrifício a Deus para o perdão dos pecados. Apesar de o santuário terrestre não ter mais validade para nós, os conceitos ali ensinados ecoam agora no santuário celestial. Então, como podemos aplicar a mensagem do santuário à nossa vida? Como podemos alcançar perdão e salvação?

Confesse seus pecados. Quando um israelita pecava, ele precisava levar para o santuário uma oferta pela transgressão e confessar seu pecado ao sacerdote. Alguns pecados podem ser difíceis de ser confessados, mas a única maneira de eles serem perdoados é se você admitir que pecou e confessar seus erros a Jesus, seu Sumo Sacerdote celestial (1Jo 1:9).

Lembre-se do sacrifício de Jesus. Não foi a morte de animais que nos trouxe perdão – foi o sacrifício de Cristo na cruz. O animal inocente e sem mancha representava o Salvador que, sem ter pecado, morreu pelos pecadores. Hoje, você não precisa trazer sacrifícios de animais para o sacerdote. Em vez disso, sempre que confessar seus pecados, você deve se lembrar do amor de Jesus por você e de Seu sacrifício, que pagou a dívida em seu lugar (Jo 3:16, 17).

Arrependa-se e mude. Após você ter confessado seus pecados, peça que Deus coloque o arrependimento sincero em seu coração. Depois de ter sido perdoado por Deus, você deve, com a ajuda dEle, também evitar o pecado. Não abuse da boa vontade divina nem do sacrifício de Cristo, continuando a pecar. Em vez disso, lembre-se da dor física, mental e espiritual que Ele sofreu em seu favor, e determine-se, com o auxílio do Espírito Santo, a não mais viver em pecado (At 3:19).

Vários elementos do santuário são atribuídos à Nova Jerusalém: ela é “santa” e de origem celestial (Ap 21:2, 10); ela tem a mesma forma cúbica do Santo dos Santos (Ap 21:16; 1Rs 6:20); a exemplo dos recintos do templo, “coisa alguma contaminada” é permitida na cidade (Ap 21:27); e, acima de tudo, Deus está presente. No santuário de Deus, podemos viver com Ele no relacionamento mais íntimo possível (Ap 21:3, 7). Esse é o objetivo da salvação.

09/10/2013

A casa de Deus na Terra

“A pergunta ‘O que é o santuário?’ é claramente respondida nas Escrituras. O termo ‘santuário’, conforme é empregado na Bíblia, se refere primeiramente, ao tabernáculo construído por Moisés, como figura das coisas celestiais; e, em segundo lugar, ao ‘verdadeiro tabernáculo’, no Céu, para o qual o santuário terrestre apontava” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 417).

“O santuário do Céu, no qual Jesus ministra em nosso favor, é o grande original, de que o santuário construído por Moisés foi uma cópia. Deus pôs Seu Espírito sobre os construtores do santuário terrestre. A habilidade artística patenteada no trabalho era uma manifestação da sabedoria divina” (Ibidem, p. 414).

“Para a edificação do santuário, grandes e dispendiosos preparativos eram necessários; grande quantidade dos materiais mais preciosos e caros era exigida; todavia, o Senhor apenas aceitava ofertas voluntárias. ‘De todo homem cujo coração o mover para isso, dele recebereis a Minha oferta’ (Êx 25:2), foi a ordem divina repetida por Moisés à congregação. A devoção a Deus e o espírito de sacrifício eram os primeiros requisitos ao preparar-se uma morada para o Altíssimo” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 343).

“Da santidade atribuída ao santuário terrestre, os cristãos devem aprender como considerar o lugar em que o Senhor deseja Se encontrar com Seu povo. [...]

“A casa é o santuário da família, e o aposento particular ou o bosque o lugar mais recôndito para o culto individual; mas a igreja é o santuário da congregação. [...]

“Nada do que é sagrado, nada do que está ligado à adoração a Deus deve ser tratado com negligência ou indiferença. Para que os homens possam verdadeiramente glorificar a Deus, é necessário que em suas relações pessoais façam distinção entre o que é sagrado e o que é profano. Os que têm ideias amplas, nobres pensamentos e aspirações são os que têm relações que fortalecem todos os pensamentos sobre as coisas divinas. Felizes os que possuem um santuário, seja ele luxuoso ou modesto, no meio de uma cidade ou entre as cavernas das montanhas, no humilde aposento particular ou em algum deserto” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 491).

A igreja é não apenas o templo de Deus, mas também um sacerdócio santo (1Pe 2:5, 9). Sem dúvida, com um privilégio como esse, vêm importantes responsabilidades. É muito importante que entreguemos nossa vida em fé e obediência ao Senhor que nos deu tanto e que, em resposta, pede muito de nós.



07/10/2013

Cópia do Modelo

Durante uns 2.500 anos Deus Se manifestava em favor do pecador, quando este, arrependido, apresentava uma oferta – chamamos isso de sacrifício. Cada família repetidamente erigia um altar.

Era o Pai olhando para Cristo. Era Deus olhando para a cruz.

Passado esse período, temos a história de Moisés e o povo de Israel durante aqueles 40 anos viajando e morando no deserto.

Logo no início, ou seja, dias depois de terem saído do Egito, através de Moisés no Monte Sinai, Deus repetiu Seu desejo de viver entre os Seus. “E Me farão um santuário, e habitarei no meio deles”.

No momento em que foi entregue os Dez Mandamentos, também foi explicado sobre a construção do santuário.

O sacrifício ensinado a Adão continuaria, só que, agora, de um modo mais amplo. Os filhos de Deus seriam instruídos de forma mais ampla e profunda a respeito do Plano da Redenção. Deus iria salvá-los, e eles seriam ensinados sobre cada um dos detalhes a respeito disso.

Na redenção do homem pecador não há nada que seja feito por ele mesmo. As ações do homem estão contaminadas com o pecado. Então, a primeira lição que a construção do santuário terrestre nos ensina é em cima desse raciocínio: ele seria construído em total conformidade com o exclusivo plano do Salvador.

“O tabernáculo foi feito de acordo com a ordem de Deus. O Senhor suscitou homens e habilitou-os com aptidões mais do que naturais para realizarem tão engenhoso trabalho. Nem a Moisés nem àqueles artífices foi permitido planejar a forma e a arte da construção. Deus mesmo idealizou o plano e deu-o a Moisés, com instruções particulares quanto ao seu tamanho e forma e o material a ser usado e especificou cada peça do mobiliário que nela devia haver. Apresentou a Moisés um modelo em miniatura do santuário celestial e ordenou-lhe que fizesse todas as coisas segundo o exemplar que lhe fora mostrado no monte” (História da Redenção, pág. 151).

A ideia e a iniciativa eram completamente de Deus. Ao homem simplesmente o privilégio de participar de tão grande empreendimento, desde que somente obedecesse.

Uma outra lição a ser tirada desse episódio. Depois de um longo período tendo o santuário em “tenda”, foi construído o “templo”. Interessante o fato de as pedras serem preparadas num local separado, e serem trazidas apenas para o encaixe no exato local da construção. Não se ouvia batidas de martelos, nem vaivéns de serrotes. O que isso nos diz? O ensino é esse: silêncio, aqui é o lugar de habitação de Deus. Ele Se faz presente.

Mesmo na natureza, já tínhamos esse ensinamento. Para Moisés fora dito: “Tire as sandálias de seus pés, pois o lugar em que estais é terra santa”. Santa por quê? Porque Deus Se faz presente.

Certa ocasião Jesus disse: “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em Meu nome, ali estou no meio deles”.

Tomara que nossas atitudes quanto ao que está sendo ensinado sejam para reavivar nosso relacionamento para com nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

04/10/2013

ASP lança pedra fundamental de novo templo em Colônia Murici

A nova igreja pertencerá ao distrito de Planta São Marcos, região de São José dos Pinhais-PR

ASP- No último sábado,13, foi realizado uma cerimônia de lançamento da Pedra Fundamental de mais uma igreja na região da Associação Sul Paranaense (ASP). A solenidade aconteceu no bairro Colônia Murici, local que dará nome a igreja. Membros e amigos da comunidade estiveram presentes para um culto de gratidão a Deus.
A mensagem de reflexão foi conduzida pelo pastor Herbert Boger, presidente da Igreja Adventista para o sul do Paraná. Boger fez uma menção da Bíblia sobre a reedificação dos muros e da cidade de Jerusalém contida no livro de Esdras, além de ressaltar a importância do comprometimento dos membros para a construção da igreja. "Nosso próximo desafio é alcançar todos os bairros da nossa região", afirma o pastor.
Os presentes colocaram seus nomes em uma folha (formato de pergaminho), juntamente com uma Bíblia, o livro A Grande Esperança, uma edição da revista InformASP e um jornal local datado do dia. Todo material foi colocado em uma caixa e depois enterrado no terreno simbolizando a base do novo templo.
conhecida como Caminho do Vinho, localidade de famílias italianas. A construção do novo templo terá início nos próximos dias.
A construção faz parte do projeto Templos de Esperança
Mais fotos da cerimônia está no link abaixo:
[Com informações e fotos pastor Everaldo Carlos]

Qual é a lógica?

Bom dia a todos, para entender o plano da salvação, é necessário compreender o santuário terrestre e sua relação com o celestial. O santuário terrestre foi uma réplica do original, no Céu.
Jesus não precisava ter vivido a vida que viveu aqui na Terra. A qualquer momento, Ele poderia ter pedido ao Pai permissão para voltar, mas não o fez. Mesmo antes de Sua crucifixão, fraco e angustiado, Cristo orou para que o plano de salvação de Deus fosse levado adiante, qualquer que fosse o preço. Quero saber acerca desse plano que Lhe custou a vida e que me salvou de estar perdida para sempre. E o santuário – o terrestre e o celestial – me ajuda a compreender esse plano.
Quando eu era ainda bem jovem, disseram-me que Alguém chamado Jesus morreu voluntariamente por meus pecados para que assim eu pudesse ser salva. Por ter acreditado nisso, decidi ser batizada. Deus é eterno (Sl 93:2) e onipresente. Ele não precisa de um lugar para morar. Mas Ele disse que o lugar que está preparando é para nós. É um lugar em que poderemos estar com Ele por toda a eternidade. Deus também é amor (1Jo 4:8). Ele amou tanto o mundo que enviou Seu único Filho para que pudéssemos ter salvação (Jo 3:16).

O Senhor é um Deus de ordem. Ele levou seis dias para criar a Terra, e no sétimo, descansou. O plano da salvação, como demonstrado tanto no santuário terrestre quanto no celestial, também é organizado. No santuário terrestre havia os sacrifícios de animais como um símbolo da morte de Cristo em nosso favor. O sangue derramado desses animais inocentes representava o sangue que Jesus derramou por nós. Agora, Cristo está intercedendo por nós no Céu. Sua intercessão “oferece encorajamento a Seu povo [...] (Hb 7:25). Em virtude de Jesus exercer mediação em favor de Seu povo, todas as acusações de Satanás perderam sua base legal (1Jo 2:1[...]). Paulo pergunta, num exercício de retórica: ‘Quem os condenará?’ Depois, ele prossegue afirmando que o próprio Cristo Se encontra à direita de Deus, intercedendo em nosso favor (Rm 8:34).”*

 * Nisto Cremos, p. 71.

Pense Nisto,
O que o caráter de Deus tem que ver com o santuário?

Fonte:  http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/jovens/2013/lj142013.html

03/10/2013

Sacrifício diário

Nos tempos bíblicos, o sacrifício diário era um ritual comum no santuário, e de grande significado para o povo de Deus. Hoje não é diferente, pois enquanto Cristo intercede diariamente por nós no santuário celestial, Deus deseja também que “morramos” a cada dia (1Co 15:31) e que apresentemos nosso corpo “em sacrifício vivo, santo e agradável” a Ele (Rm 12:1). A seguir estão duas maneiras práticas pelas quais podemos realizar uma oferta de sacrifício diário em nossa vida:

Ore. Davi descobriu a importância de orar a Deus em Seu santuário, e ele o fazia com frequência (Sl 55:17). A vida é agitada, todos nós sabemos, mas precisamos orar mais. Uma dica interessante é colocar seu despertador ou celular em baixo da cama no volume máximo. Quando tocar, você terá que sair da cama e se ajoelhar, obrigatoriamente, para desligá-lo. Isso colocará você em uma posição perfeita para falar com Deus e escutar o que Ele tem pra lhe dizer.

Entregue-se. Abrir mão de algo de que realmente gostamos não é sempre fácil, nem prazeroso, mas pode ser recompensador. Deus conhece os desejos do nosso coração, e quer que tenhamos o melhor. Fazer, todos os dias, um esforço consciente para abrir mão do que sabemos ser errado, pelo que o Pai sabe ser o melhor, será uma forma maravilhosa de oferecer diariamente um sacrifício que agrada a Deus.

Não temos mais o santuário terrestre, mas o santuário celestial existe e Deus ainda deseja ter um relacionamento com Seus filhos a cada dia. As orações dos santos são ouvidas, e a entrega que fazemos de nosso coração é apreciada no Céu. 

O livro de Hebreus ensina que Cristo está ministrando no santuário celestial como nosso Sumo Sacerdote. Ali, Sua obra está focalizada em nossa salvação, porque Ele “[comparece], agora, por nós, na presença de Deus” (Hb 9:24). Ele simpatiza conosco, dando-nos certeza de que não seremos rejeitados, mas, em vez disso, receberemos misericórdia e graça (Hb 4:15, 16) por causa do que Jesus fez por nós. O Cristo que morreu por nós é o mesmo que ministra no Céu em nosso favor.



02/10/2013

Funciona com você?

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O homem se impressiona com o exterior, ele não vê o coração. Deus é diferente. Ele não julga pela aparência ou inteligência. O rei Saul não aprendera isso, porém, e ao olhar para Davi disse: “Você não tem o tamanho desejado. É apenas um garoto. Olhe só para aquele gigante!” (Leia I Samuel 17:17-39).

Imagino que Davi estava piscando e pensando: “Que gigante? O único gigante em minha vida é Deus Aquele ali é um anão, Saul. Deus não se impressiona com o exterior, ele olha para o coração. Deus é onipotente! Se Ele estiver do meu lado, a onipotência não pode perder”.

Quantas vezes, ao enfrentarmos nossos próprios gigantes, esquecemos daquilo que temos de lembrar e lembramos do que devemos esquecer. Lembramos das nossas derrotas e esquecemos as vitórias. A maioria de nós pode recitar as falhas em nossa vida em detalhes vívidos, mas temos dificuldade em citar as vitórias específicas, notáveis, que Deus conquistou em nosso passado.

Isto não aconteceu com Davi. Ele diz: “Sabe por que posso lutar com Golias, Saul? Porque o mesmo Deus quem meu deu poder sobre um leão e um urso me concederá poder sobre Golias. É Deus quem vai me capacitar. Deixe-me então enfrenta-lo”.

Isto desconcertou Saul. Ele respondeu. “Vá, e que o Senhor esteja com você”. Não é interessante como as pessoas podem fazer uso de clichês espirituais para encobrir sua vida vazia? Elas sabem todas as palavras certas a serem usadas, todas as frases que soam piedosamente. Saul com certeza sabia.

Saul disse a seguir: “Espere um pouco, Davi. Temos de preparar você para a batalha”. Imagine só! Você não pode afirmar que a Bíblia não é bem-humorada, porque lemos: “Saul vestiu Davi com sua própria túnica” (v. 38). Eis ali Saul, tamanho 52 e Davi 46.

O que funciona para uma pessoa não funcionará necessariamente para outra. Estamos sempre tentando colocar nossa armadura em outrem ou usar a armadura de alguém. Não é assim que se trava uma batalha. Foi um grande avanço em minha vida quando finalmente descobri que podia ser eu mesmo e Deus me usaria como era. Eu não conseguia funcionar usando a armadura de outra pessoa. Deus provê técnicas únicas para pessoas únicas. (Escrito por Charles Swindoll)

O santuário através dos tempos

Em Gênesis 4, vemos um retrato do plano da redenção na oferta de Abel, que trouxe a Deus o primogênito de seu rebanho (v. 4). Também vemos Caim contrariando as orientações do Senhor ao trazer uma oferta “do fruto da terra” (Gn 4:3). Caim e Abel representam dois grupos de cristãos que sempre existiram e continuarão a existir até o fim da história da Terra. Um grupo tem só “aparência de piedade” (2Tm 3:5), enquanto o outro verdadeiramente acredita que Cristo, por Sua morte e ressurreição, tem o poder de libertá-los do pecado (1Co 1:18).

Na antiguidade, o povo escolhido de Deus foi levado ao cativeiro pelos egípcios (Gn 15:13). Eles se esqueceram da verdade e o que realmente significa viver por ela. Por isso, Ele deu ao povo de Israel o santuário. Assim, poderiam, uma vez mais, habitar em Sua presença (Êx 25:8) e ser libertos do pecado (Êx 29:36). O santuário consistia em três partes: o átrio ou pátio, o Lugar Santo e o Lugar Santíssimo, também chamado de o Santo dos Santos. No Lugar Santíssimo, somente o sumo sacerdote podia entrar, e apenas uma vez por ano, no Dia da Expiação. Nesse dia, o santuário era purificado de todo sangue dos sacrifícios feitos durante o ano. Os sacrifícios representavam a morte de Cristo na cruz, e o sangue dessas ofertas representava o sangue que Jesus derramaria pelos pecados deles (Jo 1:29). Como nosso Sumo Sacerdote no santuário celestial, Jesus Cristo aparece agora diante de Deus em nosso favor (Hb 9:24). “Ele apareceu uma vez por todas no fim dos tempos, para aniquilar o pecado mediante o sacrifício de Si mesmo” (Hb 9:26).

O santuário terrestre e o celestial apontam para Jesus, o Autor e Consumador de nossa fé (Hb 12:2), Aquele que nos concede a capacidade de viver novamente na presença de Deus, removendo o pecado de nossa vida. “Por meio de um único sacrifício, Ele aperfeiçoou para sempre os que estão sendo santificados” (Hb 10:14). “Quando o pecador aceita, pela fé, os benefícios daquele sacrifício, ele é aceito no Amado, sendo contado como perfeito, porque Cristo, seu Substituto, permanece em seu lugar.”

Muitos salmos revelam que o Senhor não é indiferente às necessidades dos justos nem às injustiças que eles enfrentam. Ele reage às questões que clamam por reparação, e “[justificará] ao justo e [condenará] ao culpado” (Dt 25:1), à semelhança do que faz todo bom juiz. Quando Deus julga, a sala do trono se torna uma sala de julgamento, e o trono celestial, um tribunal. Aquele que está entronizado é o juiz (Sl 9:4-8), um conceito conhecido no antigo Oriente Médio, onde os reis muitas vezes atuavam como juízes. O juízo consiste em duas vertentes: veredito de justificação dos santos e sentença de condenação para os inimigos de Deus.

01/10/2013

Segredo para resistir a tentação sexual

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“Cria em mim um coração puro, ó Deus, e renova dentro de mim um espírito estável. Não me expulses da Tua presença, nem tires de mim o Teu Santo Espírito. Devolve-me a alegria da Tua salvação e sustenta-me com um espírito pronto a obedecer” (Sl 51:10-12).


Davi escreveu essas palavras depois que o profeta Natã confrontou-o sobre o adultério com Bate-Seba. O salmo é, portanto, uma súplica por pureza e uma oração em que Davi clama a Deus para ser restaurado à alegria de um relacionamento reto.

Deus quer que vivamos em contraste com o mundo. A tentação sexual se encontra em toda parte. A atitude em relação ao sexo casual e à imoralidade em nossa sociedade avançou bem além do que a maioria das pessoas poderia imaginar.

A advertência de Deus é que “vocês se abstenham dos desejos carnais que guerreiam contra a alma” (1 Pe 2:11). Aquilo que cobiçamos – sexo, bens materiais, prestígio, dinheiro, poder – destrói nossa alma.

Existe um meio de resistir às tentações da carne, especialmente a tentação sexual: adorar a Deus. Essa deve ser, porém, nossa primeira reação, e não uma resposta posterior ao fato consumado. O rei Davi deveria ter agido assim.

Tudo começou com um pensamento pecaminoso. Ninguém comete adultério sem antes ter pensado nisso. É no primeiro pensamento que a oração deve ser feita. Mais tarde Davi confessou tudo e mostrou-se arrependido. Mesmo assim, graves consequências resultaram de seus atos.

Todos nós cometemos erros. Não permita que a culpa oriunda deles o separe de Deus. Para vencer a tentação, apresente-se diante do Senhor tão logo ela lhe surja na mente pela primeira vez. Não espere como fez Davi. Vá a Deus e confesse. A seguir louve-o como o Deus que é mais poderoso que qualquer tentação. (Escrito por Stormie Omartian)

Ore: “Pai, peço que cries em mim um coração limpo e correto diante de Ti. Não quero jamais ser separado da presença do Teu Espírito Santo. Em nome de Jesus, amém!”