18/03/2014

Praticando a colheita

Praticando a colheita
CPB - Exposicao

Deus e os humanos no discipulado (Jo 1:40-46; 4:1-30). Até então desconhecido para a maioria das pessoas, Jesus saiu de Seu caminho para chamar e ensinar os primeiros discípulos. No início, a tarefa deve ter sido difícil. O fato de que Cristo era de Nazaré agravou a questão quando perguntaram se alguma coisa boa poderia vir daquela cidade (Jo 1:46). O que podemos aprender do chamado desses primeiros discípulos? Embora sendo o Filho de Deus, Cristo quis trabalhar de mãos dadas com os humanos no plano da salvação.

Em outra ocasião, Jesus conversou com a mulher samaritana que, por causa de sua etnia e situação moral, ninguém que se prezasse teria lhe dado atenção. No entanto, Suas palavras simples, frases e perguntas com implicações profundas fizeram de uma mulher promíscua, uma discípula. Nós também somos chamados a alcançar pessoas que a sociedade deixa de lado. Se Cristo pôde conquistar o coração de pescadores humildes e adúlteras, não devemos negligenciar o discipulado com pessoas humildes onde vivemos.

Paciência em testemunhar (At 1:6-8). Fazer discípulos é um exercício progressivo que terminará na segunda vinda de Cristo. Durante o processo, existem voltas e mais voltas, montanhas e vales. Por causa dessas dificuldades, muitas pessoas desistem ao longo do caminho. Outros se tornam impacientes, perguntando-se quando a jornada finalmente chegará ao fim. As Escrituras aconselham que não é nossa responsabilidade saber "os tempos ou as datas que o Pai estabeleceu" (At 1:7). Em vez disso, devemos exercer paciência enquanto executamos a missão que Cristo nos tem dado. Devemos permanecer pacientes até o fim enquanto o Espírito Santo nos guia para o que devemos fazer.

O selo do Filho (Mt 28:18-20). Na grande Comissão, Cristo instruiu Seus discípulos: "Vão e façam discípulos de todas as nações [...] ensinando-os a obedecer a tudo o que Eu lhes ordenei." Assim, Cristo colocou Seu selo de aprovação na obra de colher discípulos. Como seguidores Seus, também devemos levar as boas-novas de salvação para todos os lugares – as boas-novas de que o reino ilegítimo de Satanás foi destruído e que Cristo estabeleceu Seu reino eterno. Cristo colocou Seu selo no discipulado quando prometeu estar conosco em cada passo da jornada.

Força de trabalho para a colheita (Mt 9:36-38). Jesus enxerga o mundo como um campo vasto, maduro, com pessoas a ser colhidas para Seu reino. A Palavra de Deus ainda não alcançou os lugares mais longínquos do mundo. Incontáveis multidões ainda estão famintas de comida espiritual. Enfermos, mendigos, ricos, pobres e os mais variados tipos de pessoas precisam ouvir o evangelho. Por isso, o povo de Deus deve ceifar os vastos campos do mundo. Precisamos trabalhar unidos para realizar essa tarefa. Com a ajuda do Espírito Santo, uma pessoa passa a tocha do discipulado para outra até que iluminemos o mundo inteiro com o evangelho. Estamos todos juntos nessa missão como filhos e filhas de Deus. Com a ajuda do Espírito de Deus, cada um de nós encontrará seu lugar na colheita. Oremos para que o número de ceifeiros aumente. Vamos encorajar uns aos outros a prosseguir. Somos chamados para ser obreiros com Cristo, cobrindo o mundo com as boas-novas. Com a orientação do Espírito Santo, seremos capazes de mostrar aos outros como ter a vida transformada em Jesus.

Amor sem limites (Lc 15). Cristo usou parábolas para ensinar grandes verdades. Parábolas são histórias curtas que encerram preceitos espirituais e morais. Lucas 15 contém três parábolas sobre achar perdidos: uma ovelha perdida, uma moeda perdida e um filho perdido. Essas histórias nos ensinam aspectos maravilhosos do discipulado. Primeiramente, temos o dever de olhar pelas pessoas que estão perdidas, então devemos lhes mostrar o caminho de volta aos braços amorosos de Deus. As três parábolas também apontam para o amor ilimitado de Deus. Ele está pronto a perdoar todos os que se voltam para Ele. Finalmente, as histórias dos "perdidos e achados" (ou vice-versa) expressam o perdão de Deus e a justificação que acompanham o processo de conversão e discipulado. Como ceifeiros, somos chamados a espalhar o amor sem limites, que encontra suas raízes na pessoa maravilhosa de Cristo.

Pense Nisto

- Se Cristo estivesse aqui na Terra hoje, que perguntas você Lhe faria e por quê?

- Como podemos esperar pacientemente a vinda de Jesus enquanto vivemos neste mundo que nos apresenta tantos desafios?

- Enquanto esteve na Terra, Cristo cooperou com os humanos na tarefa de fazer discípulos. Como podemos melhorar a cooperação entre nós para que esse processo continue?

- Que benefícios podemos tirar das palavras de Cristo em Mateus 28:18-20 para nosso discipulado?



Mãos à Bíblia

3. Compare as seguintes passagens: Marcos 6:7-13; Mateus 16:14-19; 18:17-20; 28:18-20; João 20:21-23. Que tipo de autoridade os discípulos de Jesus possuíam? O que isso significa para nós hoje?

Às vezes, a liderança humana falha em reconhecer os princípios envolvidos. Sempre que os líderes atribuem tarefas sem conceder poder correspondente, o fracasso pode ser previsto. Frequentemente, a insegurança dos líderes se manifesta por meio de comportamentos controladores que reprimem os pensamentos, a criatividade ordenada por Deus e a individualidade dos outros. Assim restringido, o discípulo não consegue ser eficiente. Tal comportamento seria comparável a um maestro que tenta tocar todos os instrumentos simultaneamente, em vez de reger a sinfonia.



Seline Khavetsa | Nairóbi, Quênia

Nenhum comentário:

Postar um comentário