Praticando a colheita
CPB - Exposicao
Deus e os humanos no discipulado (Jo 1:40-46; 4:1-30). Até então
desconhecido para a maioria das pessoas, Jesus saiu de Seu caminho para
chamar e ensinar os primeiros discípulos. No início, a tarefa deve ter
sido difícil. O fato de que Cristo era de Nazaré agravou a questão
quando perguntaram se alguma coisa boa poderia vir daquela cidade (Jo
1:46). O que podemos aprender do chamado desses primeiros discípulos?
Embora sendo o Filho de Deus, Cristo quis trabalhar de mãos dadas com os
humanos no plano da salvação.
Em outra ocasião, Jesus
conversou com a mulher samaritana que, por causa de sua etnia e situação
moral, ninguém que se prezasse teria lhe dado atenção. No entanto, Suas
palavras simples, frases e perguntas com implicações profundas fizeram
de uma mulher promíscua, uma discípula. Nós também somos chamados a
alcançar pessoas que a sociedade deixa de lado. Se Cristo pôde
conquistar o coração de pescadores humildes e adúlteras, não devemos
negligenciar o discipulado com pessoas humildes onde vivemos.
Paciência em testemunhar (At 1:6-8). Fazer discípulos é um exercício
progressivo que terminará na segunda vinda de Cristo. Durante o
processo, existem voltas e mais voltas, montanhas e vales. Por causa
dessas dificuldades, muitas pessoas desistem ao longo do caminho. Outros
se tornam impacientes, perguntando-se quando a jornada finalmente
chegará ao fim. As Escrituras aconselham que não é nossa
responsabilidade saber "os tempos ou as datas que o Pai estabeleceu" (At
1:7). Em vez disso, devemos exercer paciência enquanto executamos a
missão que Cristo nos tem dado. Devemos permanecer pacientes até o fim
enquanto o Espírito Santo nos guia para o que devemos fazer.
O
selo do Filho (Mt 28:18-20). Na grande Comissão, Cristo instruiu Seus
discípulos: "Vão e façam discípulos de todas as nações [...]
ensinando-os a obedecer a tudo o que Eu lhes ordenei." Assim, Cristo
colocou Seu selo de aprovação na obra de colher discípulos. Como
seguidores Seus, também devemos levar as boas-novas de salvação para
todos os lugares – as boas-novas de que o reino ilegítimo de Satanás foi
destruído e que Cristo estabeleceu Seu reino eterno. Cristo colocou Seu
selo no discipulado quando prometeu estar conosco em cada passo da
jornada.
Força de trabalho para a colheita (Mt 9:36-38). Jesus
enxerga o mundo como um campo vasto, maduro, com pessoas a ser colhidas
para Seu reino. A Palavra de Deus ainda não alcançou os lugares mais
longínquos do mundo. Incontáveis multidões ainda estão famintas de
comida espiritual. Enfermos, mendigos, ricos, pobres e os mais variados
tipos de pessoas precisam ouvir o evangelho. Por isso, o povo de Deus
deve ceifar os vastos campos do mundo. Precisamos trabalhar unidos para
realizar essa tarefa. Com a ajuda do Espírito Santo, uma pessoa passa a
tocha do discipulado para outra até que iluminemos o mundo inteiro com o
evangelho. Estamos todos juntos nessa missão como filhos e filhas de
Deus. Com a ajuda do Espírito de Deus, cada um de nós encontrará seu
lugar na colheita. Oremos para que o número de ceifeiros aumente. Vamos
encorajar uns aos outros a prosseguir. Somos chamados para ser obreiros
com Cristo, cobrindo o mundo com as boas-novas. Com a orientação do
Espírito Santo, seremos capazes de mostrar aos outros como ter a vida
transformada em Jesus.
Amor sem limites (Lc 15). Cristo usou
parábolas para ensinar grandes verdades. Parábolas são histórias curtas
que encerram preceitos espirituais e morais. Lucas 15 contém três
parábolas sobre achar perdidos: uma ovelha perdida, uma moeda perdida e
um filho perdido. Essas histórias nos ensinam aspectos maravilhosos do
discipulado. Primeiramente, temos o dever de olhar pelas pessoas que
estão perdidas, então devemos lhes mostrar o caminho de volta aos braços
amorosos de Deus. As três parábolas também apontam para o amor
ilimitado de Deus. Ele está pronto a perdoar todos os que se voltam para
Ele. Finalmente, as histórias dos "perdidos e achados" (ou vice-versa)
expressam o perdão de Deus e a justificação que acompanham o processo de
conversão e discipulado. Como ceifeiros, somos chamados a espalhar o
amor sem limites, que encontra suas raízes na pessoa maravilhosa de
Cristo.
Pense Nisto
- Se Cristo estivesse aqui na Terra hoje, que perguntas você Lhe faria e por quê?
- Como podemos esperar pacientemente a vinda de Jesus enquanto vivemos neste mundo que nos apresenta tantos desafios?
- Enquanto esteve na Terra, Cristo cooperou com os humanos na tarefa de
fazer discípulos. Como podemos melhorar a cooperação entre nós para que
esse processo continue?
- Que benefícios podemos tirar das palavras de Cristo em Mateus 28:18-20 para nosso discipulado?
Mãos à Bíblia
3. Compare as seguintes passagens: Marcos 6:7-13; Mateus 16:14-19;
18:17-20; 28:18-20; João 20:21-23. Que tipo de autoridade os discípulos
de Jesus possuíam? O que isso significa para nós hoje?
Às
vezes, a liderança humana falha em reconhecer os princípios envolvidos.
Sempre que os líderes atribuem tarefas sem conceder poder
correspondente, o fracasso pode ser previsto. Frequentemente, a
insegurança dos líderes se manifesta por meio de comportamentos
controladores que reprimem os pensamentos, a criatividade ordenada por
Deus e a individualidade dos outros. Assim restringido, o discípulo não
consegue ser eficiente. Tal comportamento seria comparável a um maestro
que tenta tocar todos os instrumentos simultaneamente, em vez de reger a
sinfonia.
Seline Khavetsa | Nairóbi, Quênia

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