Deixando um legado
CPB - Evidencia
Nem todos são líderes natos. A Bíblia afirma que "há diferentes tipos
de dons, mas o Espírito é o mesmo. Há diferentes tipos de ministérios,
mas o Senhor é o mesmo" (1Co 12:4, 5). Apesar disso, em certo sentido,
os líderes também podem ser "feitos" ou formados, por meio de treino e
experiência para aprimorar as habilidades de liderança.
Os
escolhidos (Lc 6:12-16). Jesus deixou Seus discípulos para passar uma
noite sozinho em comunhão com o Pai. Apesar de as Escrituras não
declararem pelo que Cristo orou, parece que pediu por direção na escolha
das pessoas que estariam com Ele durante Seu ministério terrestre,
pois, no dia seguinte, escolheu Seus doze discípulos. Eles eram Simão (a
quem Ele chamou Pedro), seu irmão André, Tiago, João, Felipe,
Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago filho de Alfeu, Simão que era chamado de
Zelote, Judas filho de Tiago e Judas Iscariotes (Lc 6:14-16). Ele sabia
que teria um tempo limitado para estar com eles, então precisaria
treiná-los para que eles pudessem, por sua vez, treinar mais discípulos.
Essa seria a maneira pela qual a igreja primitiva cresceria e se
multiplicaria.
O Conselheiro (Jo 16:7-14). Ao Jesus estar
próximo do fim de Seu ministério na Terra, Ele disse aos Seus discípulos
que seria separado deles. Ele previu que sentiriam a perda causada por
essa separação. Então, Ele lhes disse que pediria ao Pai que lhes
enviasse outro Consolador (ou Conselheiro, NVI) que estivesse com eles
para sempre (Jo 14:16). Os discípulos não seriam deixados como órfãos
(v. 18) porque o Espírito Santo habitaria neles (v. 17). Essa terceira
pessoa da Trindade os faria lembrar-se do que o Filho de Deus lhes havia
dito (v. 26). Era necessário que Jesus partisse para que o Espírito
Santo viesse (Jo 16:7). Os discípulos enfrentariam perseguição e seria
apenas por meio da obra do Espírito Santo que eles seriam capazes de
resistir às tribulações que enfrentariam.
As instruções (Lc
6:20-49). Ao treinar os discípulos, Jesus não apenas falou com eles. Ele
também lhes ensinou por Seu exemplo. Ele sabia que as ações falam mais
alto do que as palavras. Também sabia qual era o custo de segui-Lo; que
os discípulos experimentariam fome e derramariam lágrimas. Ele sabia que
eles seriam odiados, excluídos, insultados e rejeitados pelos homens
por causa dEle (Lc 6:20-22). Mas Jesus encorajou Seus discípulos e lhes
disse que seus sacrifícios não seriam inúteis, pois eles teriam sua
recompensa no Céu.
Jesus os encorajou também a amar seus inimigos.
Eles teriam muitos adversários que desafiariam seu trabalho. No entanto,
Cristo lhes disse que tratassem seus inimigos com misericórdia, assim
como o Pai é misericordioso (v. 36). Eles deviam fazer o bem, orar e
abençoar aqueles que os perseguiam em vez de tentarem se vingar deles.
Se alguém os golpeasse na face, eles não deveriam revidar (v. 29).Essas
instruções parecem bem difíceis de aceitar, porque são contrárias à
natureza humana pecaminosa. Mas, vivendo de acordo com essas instruções,
os discípulos mostrariam o caráter de Cristo e conquistariam mais
pessoas para Ele.
Além disso, o Mestre ordenou que não
julgassem os outros. Ao contrário, eles deviam perdoá-los (v. 37, 38).
Para enfatizar o que queria dizer, Ele perguntou: "Pode um cego guiar
outro cego? Não cairão os dois no buraco?" (v. 39). Assim, era essencial
que os próprios discípulos não fossem cegos espiritualmente. Afinal de
contas, eles não seriam capazes de conduzir outros a Cristo se eles
mesmos estivessem perdidos.
Os discípulos foram comparados a
dois tipos de construtores. Um deles construiu os alicerces de sua casa
na rocha. Isso simbolizava aqueles discípulos que escutam as palavras de
Deus e as colocam em prática. O segundo construtor edificou sua casa na
areia. Isso simbolizava os discípulos que escutam as palavras de Deus,
mas as ignoram. Assim, aprendemos que nossas ações devem refletir nossas
palavras para que possamos ser líderes espirituais eficientes.
Os atributos (Is 57:15; Jr 50:31; Sf 2:3; Mt 11:29; 1Co 9:19; Fp 2:3).
Também é importante que os discípulos de Jesus tenham um coração
contrito e um espírito humilde (Is 57:15). Eles não devem ser arrogantes
(Jr 50:31); ao contrário, devem buscar a justiça (Sf 2:3). Os
discípulos aceitam o jugo de Jesus (Mt 11:29) e devem ser servos de
todos, ganhando, assim, o maior número possível de pessoas (1Co 9:19).
Por fim, os discípulos de Jesus devem estimar os outros mais do que a si
mesmos (Fp 2:3).
O legado (At 1). Antes de Jesus subir ao
Céu, Ele deixou um legado – os próprios discípulos. Por causa deles, a
proclamação do evangelho continuou em Sua ausência e a igreja primitiva
foi estabelecida, tudo porque os apóstolos foram habilmente treinados
por Jesus, seu líder espiritual.
Pense Nisto
- Um líder espiritual zela pelo bem-estar dos membros da igreja. Quem, então, olha pelo líder espiritual?
- É possível para um líder espiritual se desenvolver sem alguém para se espelhar? Explique sua resposta.
- Que tipo de legado você quer deixar?
Mãos à Bíblia
2. Leia João 16:7-14. Qual é a limitação do conhecimento intelectual,
em si mesmo, na compreensão e experiência do verdadeiro cristianismo?
O conhecimento bíblico, unido ao Espírito de Deus, forma a combinação
espiritual que transforma os indivíduos e as sociedades. Por meio da fé e
do estudo da Palavra, o formador de discípulos deve lutar para obter
esses dois elementos. O cristianismo valoriza muito a inteligência, o
pensamento e a imaginação. O cristianismo não é uma fé irracional. A
experiência sem o conhecimento se torna um potente míssil sem direção.
Por outro lado, o conhecimento sem a experiência torna-se destituído de
vida e, muitas vezes, legalista. Os verdadeiros líderes cristãos
compreenderam a necessidade de cultivar ambos os elementos, não somente
em si mesmos, mas também naqueles que são seus discípulos.
Bongga L. Agno | Muntinlupa City, Filipinas

Nenhum comentário:
Postar um comentário