O problema do pecado (Gn 2:17; Rm 6:23). Eles pecaram! Então, Adão, Eva e seus descendentes seriam pecadores esperando algo inevitável – a morte. Deus havia sido claro ao primeiro casal sobre as consequências da desobediência. Eles estavam sem esperança como resultado de seu fracasso em acatar a ordem de Deus de não comer da árvore do conhecimento do bem e do mal (Gn 2:17).
A solução de Deus (Gn 3:7, 21). Adão e Eva não morreram imediatamente quando comeram da árvore do conhecimento do bem e do mal. Mas experimentaram os efeitos do pecado como manifestado no sentimento de vergonha. Por causa de sua vergonha, tentaram cobrir sua culpa. "Então juntaram folhas de figueira para cobrir-se" (Gn 3:7).
Ainda hoje os humanos querem achar suas próprias soluções para seus problemas espirituais. Mas as soluções de hoje são tão fúteis quanto a de Adão e Eva.
Nada surpreende a Deus. Por causa de Sua sabedoria e presciência, o que aconteceu naquele dia no Jardim do Éden não O tomou de surpresa. Ele e Seu Filho estavam prontos. Cristo, o Cordeiro sacrifical, "que foi morto desde a criação do mundo" (Ap 13:8), faria expiação pelo pecado de todos.
Essa expiação foi simbolizada pelas "roupas de pele" com as quais Deus vestiu Adão e Eva, após a queda (Gn 3:21). Animais inocentes tiveram que morrer para providenciar as peles com as quais a nudez do primeiro casal foi coberta. Isso mostra quão doloroso o pecado pode ser – ele custa a vida! A vida desses animais e as primeiras roupas representam a morte de Cristo e Sua justiça que se torna nossa quando O aceitamos como Salvador.
O sacrifício perfeito (Êx 12:5; Hb 9; 10:1-22; 12:22-24; 13:11, 12). A morte de Cristo para a redenção da humanidade era representada no serviço diário da adoração dos israelitas durante a jornada deles pelo deserto. Eles deviam oferecer continuamente sacrifícios de animais para a expiação dos seus pecados (Êx 12:5).
"A vida da carne está no sangue, e Eu o dei a vocês para fazerem propiciação por si mesmos no altar; é o sangue que faz propiciação pela vida" (Lv 17:11). Quando Cristo Se tornou nosso perfeito sacrifício, Ele bradou: "Está consumado!" (Jo 19:30), e o véu que separava o Lugar Santo do Lugar Santíssimo se rasgou pela metade (Mt 27:51). Isso significa que Cristo, por Seu sacrifício, cumpriu aquilo para o que os sacrifícios de animais apontavam. Dali em diante, todos os sacrifícios deveriam cessar, pois o tipo (Cristo e Seu sangue) tinha encontrado o antítipo (o sangue dos animais).
Cristo, nosso Sumo Sacerdote (Hb 2:14-18; 4:15, 16; 7:25, 26). Hoje, por causa do sacrifício de Cristo em nosso favor, podemos reivindicar a salvação por meio dEle. Porque Ele viveu na Terra como um ser humano, e porque Ele é Deus, temos um Sumo Sacerdote que pode simpatizar com nossas fraquezas, e que foi tentado como nós somos, mas sem pecado (Hb 4:15, 16).
Nossa redenção foi completada na cruz, quando Ele tomou nosso lugar e morreu pelos nossos pecados. Ele virá novamente para levar aqueles que aceitaram Sua salvação para viverem com Ele pela eternidade. É nosso privilégio reivindicar os méritos do sacrifício de Cristo em nosso favor. E quando o fazemos, somos justificados diante do trono de Deus, como se nunca tivéssemos pecado.
"Visto que os filhos são pessoas de carne e sangue, Ele também participou dessa condição humana, para que, por Sua morte, derrotasse aquele que tem o poder da morte, isto é, o diabo, e libertasse aqueles que durante toda a vida estiveram escravizados pelo medo da morte. Pois é claro que não é a anjos que Ele ajuda, mas aos descendentes de Abraão. Por essa razão era necessário que Ele Se tornasse semelhante a Seus irmãos em todos os aspectos, para Se tornar sumo sacerdote misericordioso e fiel com relação a Deus e fazer propiciação pelos pecados do povo. Porque, tendo em vista o que Ele mesmo sofreu quando tentado, Ele é capaz de socorrer aqueles que também estão sendo tentados" (Hb 2:14-18).
Cristo morreu em seu favor. Se você pecou e está triste por isso, Deus não vai amenizar sua culpa, dizendo: "Calma, filhinho, não tem problema. A vida é assim mesmo." Não! O pecado é coisa séria. Mas, se você estiver arrependido e disposto a mudar, lembre-se de que, "se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça" (1Jo 1:9)
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