Pregando o santuário
Ao longo da História, três grupos se destacaram por fundamentar sua
mensagem nas verdades a respeito do santuário. Os israelitas foram os
primeiros. Deus instruiu Moisés sobre cada detalhe do tabernáculo no
deserto. Esses detalhes eram importantes, pois representavam o plano da
salvação. O santuário oferecia um vislumbre do caráter de Deus e de como
Ele iria resgatar a humanidade. Também deu ao povo de Deus acesso à Sua
presença. O santuário era um lugar em que o finito encontrava o
Infinito. E naquele encontro, algo extraordinário acontecia: o pecador
encontrava perdão e purificação de seus pecados.
O segundo
grupo, cuja mensagem tinha por base as realidades do santuário era a
igreja cristã primitiva. O Novo Testamento está cheio de referências ao
santuário. Aquele grupo teve uma profunda compreensão dessa verdade e
seu significado, pois, em Cristo, o tipo havia encontrado o antítipo. O
ministério de Jesus na Terra lhes deu uma visão mais clara sobre o que o
santuário representava. Agora, podemos nos aproximar do trono de Deus
com confiança, por causa do sangue de Jesus (Hb 4:16). Não mais
necessitamos de um mediador terrestre, porque Jesus é o nosso legítimo
Sumo Sacerdote (v. 14). Hoje, o pecador encontra salvação completa, não
no balido de uma ovelha, mas no sangue de Jesus.
Por fim, o
terceiro grupo que se destacou por pregar uma mensagem inspirada no
santuário é a Igreja Adventista do Sétimo Dia, que veio do movimento
milerita de 1844. Por meio de estudo cuidadoso das Escrituras e muita
oração, esse grupo de crentes – pequeno, a princípio – veio a
compreender de forma clara o atual ministério de Cristo no santuário
celestial.
O que podemos observar na mensagem desses três
grupos é que Deus está trabalhando constantemente em nossa reconciliação
com Ele. Essa verdade foi ilustrada, através dos tempos, pelo santuário
– o terrestre e o celestial. O Senhor deseja nos salvar. E esse desejo
nos dá esperança não somente de recebermos perdão hoje, mas também de um
dia podermos ver Deus, face a face. Tudo isso se deve à vida, morte,
ressurreição e mediação contínua de Cristo em nosso favor no santuário.
Mãos à Bíblia
4. Leia os textos abaixo. O que há em comum entre eles? A que os
cristãos devem se apegar? Hb 3:6 ; Hb 3:14; Hb 4:14; Hb 6:18; Hb 10:23
Além de ter certeza da salvação, é importante perseverar e manter a
esperança que nos é oferecida. Em Hebreus, apegar-se ("guardar firme") é
um apelo solene. Tem-se a impressão de que alguns cristãos estavam se
afastando da fé e da esperança cristãs. O apóstolo precisou encorajá-los
a não desistir. O texto expressa de modo muito semelhante as coisas que
valem a pena ser mantidas: esperança, confiança, certeza e confissão.
Em sentido objetivo, todos esses termos se referem à crença cristã.
Podemos fazer essas coisas porque nossa esperança não está em nós
mesmos, mas em Jesus e no que Ele fez por nós. No momento em que nos
esquecermos dessa verdade fundamental, certamente perderemos a
confiança.

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