25/12/2013

Pregando o Santuário

Pregando o santuário


Ao longo da História, três grupos se destacaram por fundamentar sua mensagem nas verdades a respeito do santuário. Os israelitas foram os primeiros. Deus instruiu Moisés sobre cada detalhe do tabernáculo no deserto. Esses detalhes eram importantes, pois representavam o plano da salvação. O santuário oferecia um vislumbre do caráter de Deus e de como Ele iria resgatar a humanidade. Também deu ao povo de Deus acesso à Sua presença. O santuário era um lugar em que o finito encontrava o Infinito. E naquele encontro, algo extraordinário acontecia: o pecador encontrava perdão e purificação de seus pecados.

O segundo grupo, cuja mensagem tinha por base as realidades do santuário era a igreja cristã primitiva. O Novo Testamento está cheio de referências ao santuário. Aquele grupo teve uma profunda compreensão dessa verdade e seu significado, pois, em Cristo, o tipo havia encontrado o antítipo. O ministério de Jesus na Terra lhes deu uma visão mais clara sobre o que o santuário representava. Agora, podemos nos aproximar do trono de Deus com confiança, por causa do sangue de Jesus (Hb 4:16). Não mais necessitamos de um mediador terrestre, porque Jesus é o nosso legítimo Sumo Sacerdote (v. 14). Hoje, o pecador encontra salvação completa, não no balido de uma ovelha, mas no sangue de Jesus.

Por fim, o terceiro grupo que se destacou por pregar uma mensagem inspirada no santuário é a Igreja Adventista do Sétimo Dia, que veio do movimento milerita de 1844. Por meio de estudo cuidadoso das Escrituras e muita oração, esse grupo de crentes – pequeno, a princípio – veio a compreender de forma clara o atual ministério de Cristo no santuário celestial.

O que podemos observar na mensagem desses três grupos é que Deus está trabalhando constantemente em nossa reconciliação com Ele. Essa verdade foi ilustrada, através dos tempos, pelo santuário – o terrestre e o celestial. O Senhor deseja nos salvar. E esse desejo nos dá esperança não somente de recebermos perdão hoje, mas também de um dia podermos ver Deus, face a face. Tudo isso se deve à vida, morte, ressurreição e mediação contínua de Cristo em nosso favor no santuário.

Mãos à Bíblia

4. Leia os textos abaixo. O que há em comum entre eles? A que os cristãos devem se apegar? Hb 3:6 ; Hb 3:14; Hb 4:14; Hb 6:18; Hb 10:23

Além de ter certeza da salvação, é importante perseverar e manter a esperança que nos é oferecida. Em Hebreus, apegar-se ("guardar firme") é um apelo solene. Tem-se a impressão de que alguns cristãos estavam se afastando da fé e da esperança cristãs. O apóstolo precisou encorajá-los a não desistir. O texto expressa de modo muito semelhante as coisas que valem a pena ser mantidas: esperança, confiança, certeza e confissão. Em sentido objetivo, todos esses termos se referem à crença cristã. Podemos fazer essas coisas porque nossa esperança não está em nós mesmos, mas em Jesus e no que Ele fez por nós. No momento em que nos esquecermos dessa verdade fundamental, certamente perderemos a confiança.

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