02/12/2013

Profecias de Daniel

Há um ditado que diz que a vida é uma novela. Embora as novelas sejam fictícias, os sonhos proféticos de Daniel definitivamente não são. Na Bíblia hebraica, o livro de Daniel é uma parte dos Ketuvim, ou escritos sagrados, que são cheios de poesia e sabedoria proverbial. O livro de Daniel em si consiste de duas partes importantes: a histórica e a profética. A parte histórica (capítulos 1 a 6) retrata o cativeiro de Daniel e seus companheiros sob o governo de Nabucodonosor sobre Israel (6º século a.C.) com eventos notáveis como a fornalha e a cova dos leões. A porção profética (capítulos 7 a 12) envolve as visões de Daniel, que incluem uma quantidade significativa de simbolismo.

Para entender profecia, você precisa primeiramente entender como veio à existência o conceito dia/ano. Gênesis 1:31 a 2:3 descreve como a Terra foi criada em seis dias, terminando com o sétimo dia que foi chamado de sábado (do verbo hebraico shabat que significa "descansar") – a primeira semana literal. Na época do êxodo dos israelitas, teve início o conceito de "um dia por um ano". Leia Números 14:34 (veja também Ezequiel 4:5, 6). Ali é dito que os espias gastaram 40 dias para espiar a terra prometida, e Israel permaneceria no deserto por 40 anos, "um dia por um ano".

Esse conceito se aplica às profecias de tempo inter-relacionadas de Daniel 8 e 9. De acordo com Daniel 8:14, seriam 2.300 dias/anos até que o santuário fosse purificado. Esses 2.300 dias começam a ser contados em conjunto com os 490 dias, ou 70 semanas mencionadas em Daniel 9:24-26 pelo anjo Gabriel. Esse período seria um tempo para Israel acertar seus caminhos. O período de 70 semanas se estendeu do decreto de Artaxerxes, em 457 a.C. (Ed 6:14), ao apedrejamento de Estêvão, em 34 d.C. (At 6:9-15; 7:54-60).

Como parte dessa profecia, Jesus Cristo, o Messias ou "Ungido", pregou por três anos e meio até que foi crucificado (27-31 d.C.). Mesmo após Sua morte, Cristo continuou a pleitear em favor de Israel durante três anos e meio, e então foi confirmado o fim da exclusividade deles como nação escolhida. Uma vez que Israel rejeitou Cristo, os israelitas deviam perder os privilégios de povo escolhido, e a compreensão e propagação do evangelho se tornaria disponível também aos gentios. Isso foi marcado pelo apedrejamento de Estêvão, em 34 d.C.

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