A culinária da salvação
CPB - Opiniao
Uma das minhas matérias favoritas no ensino médio era economia
doméstica. Quem não gostaria de uma aula em que se pode comer o dever de
casa? Alguns anos se passaram desde aqueles dias, mas ainda trago
comigo esta lição: ter os ingredientes certos é essencial. Não adianta
mudar!
Pergunte a qualquer bom cozinheiro e você entenderá que uma
receita não se transforma em refeição até que seja executada
corretamente, passo a passo. Os fariseus alegavam ser os melhores chefs
que existiam – em sentido religioso. Mas, infelizmente, havia dois
grandes problemas com eles: 1) Modificaram a receita (a lei), excluindo
os ingredientes principais – o amor, a graça e o Messias – , e 2)
utilizaram ingredientes inferiores para fazer seu pão. Assim, o "gosto"
do produto final deixou muito a desejar. Na verdade, era um tipo
diferente de pão – o pão da justiça própria.
Em Mateus 5:20, Jesus
destacou a abordagem ineficaz usada pelos fariseus. Segundo ele,
qualquer substituição, adição ou mudança da receita original é
inaceitável (Rm 10:3, 4). Os fariseus ofereciam a Deus uma oferta mais
parecida com a de Caim do que com a de Abel (Gn 4:1-16), uma oferta com
base nos próprios méritos.
Os fariseus se recusaram a pedir ajuda ao
grande Chef. Cristo deseja suprir de forma plena nossas necessidades e
nos ensinar a receita da felicidade (2Co 9:8-10). Só nEle encontramos a
verdadeira justiça. Os fariseus conheciam todas as profecias e toda a
lei (sabiam muito bem a receita), mas deixaram de fora o mais importante
– Jesus. Espiritualmente falando, ao preparar sua "refeição" não deixe
de fora o principal: a comunhão com Deus.
Vá a uma igreja adventista e ouça sobre o que Cristo fez para nos salvar.
Mãos à obra
Combine com os membros de sua classe da Escola Sabatina para terminar
mais cedo a recapitulação da Lição. Aproveitem os minutos restantes para
combinar maneiras práticas de alcançar a comunidade com a mensagem
lei-graça-evangelho. Mandem seu projeto para ljovens@cpb.com.br.
Pense Nisto
Por que nós, como os fariseus, frequentemente somos pegos na armadilha
da justificação própria? Como podemos escapar dessa armadilha? Explique.
Randall E. Flash | Takoma Park, Maryland, EUA

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