Sombras da cruz
CPB - Testemunho
"O povo de Deus, a quem Ele chama Seu peculiar tesouro, foi
privilegiado com um duplo sistema de lei: a moral e a cerimonial. A
primeira aponta para a criação, a fim de lembrar que foi o Deus vivo que
fez o mundo, cujos reclamos recaem sobre todos os seres humanos em
todas as dispensações, e existirão por toda a eternidade. A segunda foi
dada por causa da transgressão da lei moral por parte do ser humano. A
obediência exigida por ela consistia em sacrifícios e ofertas que
apontavam para a futura redenção. [...]
"Os cristãos que professam
ser estudantes da Bíblia podem apreciar mais completamente do que o fez o
antigo Israel o pleno significado das ordenanças cerimonias que eles
tinham que observar. Se são realmente cristãos, estão preparados para
reconhecer a santidade e a importância dos misteriosos símbolos,
enquanto veem o cumprimento dos eventos que estes representam. A morte
de Cristo dá ao cristão um conhecimento correto do sistema de cerimônias
e explica profecias que ainda permanecem obscuras aos judeus. Moisés
não concebeu nenhuma lei de si mesmo. Cristo, o anjo a quem Deus
escolheu para ir adiante de Seu povo eleito, deu a Moisés estatutos e
requerimentos necessários para uma religião viva e para governar o povo
de Deus. Os cristãos cometem um erro terrível quando chamam essa lei de
severa e arbitrária, e então a contrastam com o evangelho e a missão de
Cristo em Seu ministério na Terra, como se Ele estivesse em oposição aos
justos preceitos que eles chamam de lei de Moisés. [...]
"Cristo,
que foi adiante de Moisés no deserto, tornou mais claros os princípios
da moralidade e da religião, por preceitos particulares, especificando o
dever do homem para com Deus e seu semelhante, com o propósito de
proteger a vida e guardar a sagrada lei de Deus, que não deveria ser
inteiramente esquecida no meio de um mundo apóstata" (Ellen G. White,
Review and Herald, 6 de maio de 1875).
Mãos à Bíblia
4. Leia Mateus 17:24-27. O que Jesus quis dizer quando declarou: "[...]
para que não os escandalizemos"? Qual princípio contido nessas palavras
devemos aplicar em nossa vida?
"Se Jesus houvesse pago o
tributo sem protestar, teria, virtualmente, reconhecido a justiça da
reivindicação [de que Ele devia pagar], tendo assim negado Sua
divindade. Mas ao passo que viu ser bom satisfazer à exigência, negou o
direito sobre o qual ela estava fundamentada. Provendo o necessário para
pagamento do tributo, Ele deu o testemunho de Seu caráter divino. Foi
demonstrado que Ele era um com Deus e, portanto, não Se achava sob
tributo, como um simples súdito do reino" (Ellen G. White, O Desejado de
Todas as Nações, p. 434). No entanto, Jesus escolheu sujeitar-Se às
autoridades e ordenou que Pedro tirasse a moeda para o imposto da boca
do primeiro peixe que ele pegasse. O siclo na boca do peixe foi
suficiente para pagar o imposto por Jesus e Pedro.
Jesus pagou o
imposto do templo, mesmo sabendo que aquela magnífica estrutura em
breve seria destruída (Mt 24:1, 2). O que isso deve nos dizer sobre
nossa obrigação de ser fiel nos dízimos e ofertas, independentemente dos
problemas que cremos que existam?
Timothy Chabvalasanza | K. New Tafara, Harare, Zimbábue

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