09/04/2014

Sombras da cruz

Sombras da cruz

CPB - Testemunho

"O povo de Deus, a quem Ele chama Seu peculiar tesouro, foi privilegiado com um duplo sistema de lei: a moral e a cerimonial. A primeira aponta para a criação, a fim de lembrar que foi o Deus vivo que fez o mundo, cujos reclamos recaem sobre todos os seres humanos em todas as dispensações, e existirão por toda a eternidade. A segunda foi dada por causa da transgressão da lei moral por parte do ser humano. A obediência exigida por ela consistia em sacrifícios e ofertas que apontavam para a futura redenção. [...]
"Os cristãos que professam ser estudantes da Bíblia podem apreciar mais completamente do que o fez o antigo Israel o pleno significado das ordenanças cerimonias que eles tinham que observar. Se são realmente cristãos, estão preparados para reconhecer a santidade e a importância dos misteriosos símbolos, enquanto veem o cumprimento dos eventos que estes representam. A morte de Cristo dá ao cristão um conhecimento correto do sistema de cerimônias e explica profecias que ainda permanecem obscuras aos judeus. Moisés não concebeu nenhuma lei de si mesmo. Cristo, o anjo a quem Deus escolheu para ir adiante de Seu povo eleito, deu a Moisés estatutos e requerimentos necessários para uma religião viva e para governar o povo de Deus. Os cristãos cometem um erro terrível quando chamam essa lei de severa e arbitrária, e então a contrastam com o evangelho e a missão de Cristo em Seu ministério na Terra, como se Ele estivesse em oposição aos justos preceitos que eles chamam de lei de Moisés. [...]
"Cristo, que foi adiante de Moisés no deserto, tornou mais claros os princípios da moralidade e da religião, por preceitos particulares, especificando o dever do homem para com Deus e seu semelhante, com o propósito de proteger a vida e guardar a sagrada lei de Deus, que não deveria ser inteiramente esquecida no meio de um mundo apóstata" (Ellen G. White, Review and Herald, 6 de maio de 1875).

Mãos à Bíblia

4. Leia Mateus 17:24-27. O que Jesus quis dizer quando declarou: "[...] para que não os escandalizemos"? Qual princípio contido nessas palavras devemos aplicar em nossa vida?

"Se Jesus houvesse pago o tributo sem protestar, teria, virtualmente, reconhecido a justiça da reivindicação [de que Ele devia pagar], tendo assim negado Sua divindade. Mas ao passo que viu ser bom satisfazer à exigência, negou o direito sobre o qual ela estava fundamentada. Provendo o necessário para pagamento do tributo, Ele deu o testemunho de Seu caráter divino. Foi demonstrado que Ele era um com Deus e, portanto, não Se achava sob tributo, como um simples súdito do reino" (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 434). No entanto, Jesus escolheu sujeitar-Se às autoridades e ordenou que Pedro tirasse a moeda para o imposto da boca do primeiro peixe que ele pegasse. O siclo na boca do peixe foi suficiente para pagar o imposto por Jesus e Pedro.

Jesus pagou o imposto do templo, mesmo sabendo que aquela magnífica estrutura em breve seria destruída (Mt 24:1, 2). O que isso deve nos dizer sobre nossa obrigação de ser fiel nos dízimos e ofertas, independentemente dos problemas que cremos que existam?

Timothy Chabvalasanza | K. New Tafara, Harare, Zimbábue

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