17/09/2013

A medicina do perdão

Curando amizades partidas (Jo 13:35; At 15:36-40; Cl 4:10, 11; 2Tm 4:11). No princípio, Deus criou o homem perfeito e o colocou num mundo perfeito. Deus passou tempo com ele. Mas, mesmo na perfeição do Éden, havia algo que “não [era] bom” (Gn 2:18). Quando entendemos o “não bom” da solidão, podemos começar a entender as necessidades do coração humano. Como crianças e adultos, experimentamos dor quando somos abandonados por pessoas que são importantes para nós. Podemos aprender como curar algumas dessas feridas apoiando uns aos outros. Relacionamentos partidos são restaurados quando trabalhamos de mãos dadas com Deus para tirar a solidão dentre nós. Fazemos isso quando compartilhamos as tristezas e alegrias da vida (Rm 12:15), quando perdoamos, confortamos e apoiamos uns aos outros em nossas lutas (Gl 6:2).

Curando relacionamentos desequilibrados (Fm 1-25). As pessoas se ferem quando criamos desequilíbrio e desigualdade nos relacionamentos. Aos olhos de Deus, somos todos iguais – homens e mulheres, escravos e senhores, jovens e idosos. Quando estamos em posições de poder e status mais elevado, frequentemente não nos damos conta ou compreendemos a dor e a aflição que causamos a outros. Os cristãos lutam por igualdade entre todas as pessoas, impulsionados pelo desejo de agir justamente; amam a misericórdia, e caminham humildemente uns com os outros e com Deus (Mq 6:8).

A solução ideal de Deus para esse problema está descrita em Romanos 12:3, 10, 16. Quando tratamos outras pessoas como se fossem mais importantes do que nós, independentemente de idade, sexo ou habilidades, um respeito saudável floresce, e os desequilíbrios potencialmente prejudiciais não têm vez.

Curando o orgulho e o ciúme (1Co 3:5-11; 12; 2Co 10:12-15). O orgulho e o ciúme causam dor e relações partidas. Foi o orgulho de Satanás e o seu ciúme de Deus que romperam relacionamentos perfeitos no Céu. O orgulho divide e isola, e o ciúme continua a destruir amizades. Em última análise, foi a humildade de Jesus que nos salvou. Sua atitude mansa, amorosa e submissa O levou a nascer em meio à pobreza, a viver e sofrer neste mundo, e finalmente morrer a pior das mortes. Tal humildade é redentora.

A metáfora de Paulo, da igreja como um corpo, é poderosa e prática. Cada parte de nossa anatomia é importante, mesmo as que não vemos e aquelas que consideramos sem muita expressão. Todas as partes do corpo são interdependentes. Devemos usar todos os nossos dons para servir, abençoar e fortalecer uns aos outros.

A soberba não tem lugar nos planos do Senhor. As únicas coisas pelas quais podemos sentir orgulho é a justiça e o amor de Deus, cuja expressão máxima é a cruz (Jr 9:23, 24; Gl 6:14).

Curando mágoas por meio do perdão (Lc 23:32-34; Rm 2:1-4; 5:8-11; 2Co 5:20, 21). O perdão é um presente do Céu. Ele nos conecta novamente com Deus e uns com os outros. Uma vez que entendemos a profundidade e o tamanho do perdão que nos foi dado, não hesitamos em perdoar “setenta vezes sete” até o pior dos nossos inimigos (Mt 18:21-34). A cruz de Cristo é o grande monumento do perdão. Ali, Deus nos reconciliou consigo e, embora fôssemos dignos da morte eterna, Ele nos concedeu oportunidade de vida e salvação. Por que não perdoa você também a seu irmão?

Relacionamentos restaurados (Mt 18:15-17; Jo 4:1-42; 8:1-11; Lc 19:1-10). Em Mateus 18:15-17, Jesus ensina uma forma respeitosa e cuidadosa de resolver desentendimentos e restaurar amizades. Mas, antes disso, precisamos avaliar nossa própria vida e detectar os erros que há em nós (Mt 7:4, 5).

Jesus teve várias conversas restauradoras com pecadores, como a mulher pega em adultério, a mulher junto ao poço, e Zaqueu. Esses encontros nos ensinam como falar com aqueles que amamos, e que estão lutando com o pecado. Tudo o que fizermos ou falarmos em tais situações precisa expressar amor, aceitação, respeito, incentivo e apoio à pessoa com quem nos preocupamos. Nossas palavras e ações devem servir para aproximar as pessoas de Deus, dando-lhes a certeza de que há perdão, salvação, paz e felicidade disponíveis em Jesus.

O poder medicinal do amor (1 Coríntios 13). O amor de Deus é um remédio, capaz de curar qualquer ferida. Leia 1 Coríntios 13:4-8, e substitua a palavra amor por Deus. Perceba como as qualidades do amor correspondem exatamente aos traços de caráter de Deus. Quando o Espírito de Deus habita em nós, é impossível não transbordarmos o amor. É nosso dever levar esse amor a lugares sem esperança, solitários, a doentes e feridos do pecado. Experimente o poder medicinal do amor!

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