No Brasil, é muito comum ouvir falar do “sonho da casa própria”. São muitos os que querem se livrar do aluguel e ter seu “cantinho”, afinal, casa é sinônimo de refúgio, tranquilidade e segurança. Deus também tem uma casa, de onde Ele controla o Universo e onde poderemos habitar um dia também.
A casa de Deus (1Rs 8:49). No Antigo Testamento, o santuário celestial geralmente é chamado de “templo” (Sl 11:4; Is 6:1; Mq 1:2; Hc 2:20). O termo hebraico para “templo”, hekal, vem da antiga palavra suméria EGAL, que significa “casa grande.” O santuário é muitas vezes chamado de a “Casa do Senhor” (Sl 23:6). Ele também é chamado “morada” ou “habitação” de Deus (Dt 26:15; Sl 68:5; Jr 25:30; Zc 2:13). Assim, o santuário ou templo celestial é, em última análise, a residência de Deus – Sua casa!
Esse templo celestial já existia quando o mundo foi criado (veja Jr 17:12, onde a linguagem reflete Gn 1:1). Embora a natureza e a existência de Deus sejam difíceis de entender e vão muito além dos limites da Física, Ele decidiu habitar no espaço e no tempo, para estar bem perto de Suas criaturas. Ele é “Deus conosco” (Mt 1:23). E Jesus está, agora mesmo, preparando “quartos” no Céu, para vivermos eternamente na “casa do Pai” (Jo 14:1-3). Imagine que privilégio será morar com Deus!
O centro de comando do Universo (Sl 47:6-9). Muitas passagens das Escrituras retratam Deus em Sua sala do trono. Essa sala é nada menos do que o santuário celestial (1Rs 22:19; Sl 93:1, 2; 97:2; 103:19, 20). Assim como Salomão, rei de Israel, construiu uma “Sala do Julgamento” junto à sua residência pessoal (1Rs 7:1, 7, 8), onde ele administrava os assuntos do reino, o Rei celestial também tem uma sala do trono ou “Sala do Julgamento” (Lugar Santíssimo) e Sua “residência pessoal” (Lugar Santo). De Seu “centro de comando” no santuário celestial, Deus resolve os “assuntos de Estado” para o Universo.
Lugar de adoração (Ap 4, 5). São muitos também os textos bíblicos que descrevem o santuário celestial como lugar de adoração. Isaías 14:12-21 e Ezequiel 28:11-19 não retratam apenas a queda de Lúcifer e a ascensão do mal, mas também indicam a existência de um santuário celeste, mesmo antes do pecado. Lúcifer era o “querubim da guarda ungido” (v. 14), o que lembra os querubins de ouro sobre a arca da aliança (Êx 37:9). O “monte santo de Deus” (Ez 28:14), lugar de Seu trono, está relacionado ao Lugar Santíssimo. Esse santuário também é chamado de o “monte da congregação” (Is 14:13). Ali, os seres criados por Deus, que não caíram em pecado, reúnem para adorar seu Criador. Mesmo após a entrada do mal no Universo, o louvor e a adoração no santuário celestial continuaram a acontecer. Em visão, Isaías pôde ver o templo celestial em um grande movimento de louvor, e os serafins cantando: “Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos, a Terra inteira está cheia da Sua glória” (Is 6:3). Apocalipse 4 e 5 descreve uma cena de adoração semelhante no santuário celestial depois da ascensão de Jesus. As criaturas celestiais louvavam seu Criador (Ap 4) e Redentor (Ap 5).
Esse clima de adoração e louvor no santuário continuará através do grande conflito e por toda a eternidade (Ap 19:1-5; Is 66:23; Ap 21:1-3).

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