Em certa ocasião, Ele até tentou sensibilizar o coração de um intérprete da Lei, ao contar uma parábola na qual um samaritano demonstrava o verdadeiro espírito da Lei, em contraste com autoridades religiosas (Lc 10:25-37). Para ter uma ideia de quão incisiva foi essa ilustração contada por Jesus, imagine alguém nos dias de hoje contando uma história de fundo moral para um líder religioso em Israel, na qual o herói – o “mocinho” – fosse um palestino!Mas, apesar de toda a desavença entre judeus e samaritanos, a Bíblia nos diz, em João, capítulo 4, que Jesus cruzou limites territoriais, religiosos e culturais para alcançar o coração de uma samaritana – e não somente dela, mas de muitos outros ali. Cristo, embora fosse judeu, rompeu as barreiras do ódio e do preconceito. Para Ele todos são objetos de Seu supremo amor, inclusive os que O odeiam.
Se queremos experimentar o poder de Deus, mediante o reavivamento, é preciso que nossa reforma inclua um espírito de perdão e de aceitação – inclusive dos que nos odeiam e daqueles de quem não “vamos com a cara”.
1. Walter A. Elwell,Tyndale Bible Dictionary (Carol Stream, IL: Tyndale House, 2001), p. 1154.
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