“Pessoa alguma já foi conquistada de um caminho errado por meio de censura e acusações; mas muitos têm sido afastados de Cristo, e levados a cerrar o coração contra a convicção da culpa. Um espírito brando, uma suave e cativante atitude, pode salvar o errado, e cobrir uma multidão de pecados. A revelação de Cristo em vosso caráter terá um poder transformador sobre todos com quem vocês entrarem em contato. Seja Cristo diariamente manifestado em vocês, e Ele revelará por seu intermédio a energia criadora de Sua palavra – uma delicada, persuasiva e todavia poderosa influência para regenerar outras vidas segundo a beleza do Senhor nosso Deus” (Ellen G. White,
O Maior Discurso de Cristo, p. 129).
“Seus irmãos ficaram imóveis, mudos de temor e espanto. Era governador do Egito seu irmão José, aquele irmão a quem invejavam e teriam morto, e que finalmente venderam como escravo! Todos os maus-tratos que lhe impuseram passaram diante deles. Lembraram-se de como tinham desprezado seus sonhos, e agido para impedir seu cumprimento. Haviam, contudo, desempenhado seu papel no cumprimento desses sonhos; e, agora que estavam completamente em seu poder, sem dúvida ele iria se vingar do mal que tinha sofrido. Vendo o transtorno deles, disse bondosamente: ‘Cheguem mais perto. [...] Quando eles se aproximaram, disse-lhes: Eu sou José, seu irmão, aquele que vocês venderam ao Egito! Agora, não se aflijam nem se recriminem por terem me vendido para cá, pois foi para salvar vidas que Deus me enviou adiante de vocês’ (Gn 45:4, 5). Entendendo que já haviam sofrido muito pela sua crueldade para com ele, procurou nobremente banir seus temores, e diminuir a amargura da exprobração a si mesmos.[...] ‘Então ele se lançou chorando sobre o seu irmão Benjamim e o abraçou, e Benjamim também o abraçou, chorando. Em seguida beijou todos os seus irmãos e chorou com eles. E só depois os seus irmãos conseguiram conversar com ele’ (Gn 45:14, 15). Confessaram humildemente seu pecado, e rogaram perdão. Haviam muito tempo sofrido de ansiedade e remorso, e agora regozijavam-se de que ele ainda estivesse vivo” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 230, 231).
Cristo tomou a iniciativa de nos reconciliar com Ele (Rm 2:4). Não podemos receber as bênçãos do perdão até confessarmos os pecados. Isso não significa que a confissão gera o perdão no coração de Deus. O perdão sempre esteve no coração dEle. Em vez disso, a confissão nos permite receber o perdão (1Jo 1:9). O perdão também é muito importante para o bem-estar espiritual. A incapacidade de perdoar alguém que nos ofendeu, mesmo que a pessoa não mereça, pode nos prejudicar mais do que a ela. Perdão é libertar o outro da nossa condenação porque Cristo nos libertou da Sua condenação.
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