A promessa (Jl 2:28-32). Talvez a passagem mais conhecida do livro de Joel seja o capítulo 2, versos 28 a 32. Ali o profeta contempla um tempo futuro, quando o Espírito de Deus seria derramado “sobre toda a carne”. Jovens e idosos, homens e mulheres teriam essa experiência. Embora o Espírito Santo já houvesse descido antes sobre profetas e sacerdotes, nunca havia ocorrido algo semelhante com um grupo tão grande de pessoas. Quase oitocentos anos se passaram e, no dia de Pentecostes, a profecia de Joel encontrou cumprimento num grupo de discípulos que buscava sem cessar a promessa de reavivamento feita por Jesus.
Evidências no livro de Joel e fora dele nos dão a entender que o derramamento especial de poder nos dias dos apóstolos foi apenas o cumprimento parcial da profecia. Um reavivamento maior e pleno está para acontecer nos dias finais da História. E nós fazemos parte dessa profecia.
O processo (Jl 1:1-15). O despertar espiritual conhecido como reavivamento ou “chuva serôdia” ocorrerá quando o povo de Deus colocar em prática os requisitos para que isso aconteça.
“Ouçam isto, anciãos; escutem, todos os habitantes do país [...]” (v. 2). Para que o reavivamento ocorra em nossa vida, primeiramente é necessário que escutemos. Mas o que devemos escutar num mundo tão barulhento, com milhares de “vozes” que querem nos influenciar? A resposta é simples: a Palavra de Deus. A Bíblia nos fala sobre a vontade e os planos do Senhor para nossa vida; por isso é fundamental que a estudemos e meditemos nela todos os dias.
“Contem o que aconteceu aos seus filhos, e eles aos seus netos, e os seus netos, à geração seguinte” (v. 3). Para que ocorra um reavivamento, é necessário também que os pais, avós, tias e tios ensinem as crianças de sua família a respeito de Deus. Leia Deuteronômio 6:6-9. Parte desse testemunho também inclui a maneira pela qual nos comportamos. Lembre-se de que as ações falam mais alto que as palavras. Agimos como Deus gostaria que agíssemos? Nossas ações combinam com o que falamos de Deus para os outros? Nesta semana você terá oportunidades de ensinar alguém sobre sua fé por meio de palavras e ações.
“Acordem, bêbados, e chorem!” (v. 5). A condição espiritual dos habitantes de Jerusalém estava tão degradada que Deus os comparou a bêbados que precisavam acordar do seu torpor. Hoje, muitos de nós estamos entorpecidos pela rotina do dia a dia, e não percebemos que nos falta fé e mais fervor. Olhe pra você e pense em sua vida. O que o tem deixado assim, sonolento espiritualmente. Ore para que o Senhor o ajude a acordar.
“Ponham vestes de luto, ó sacerdotes, e pranteiem; chorem alto, vocês que ministram perante o altar” (v. 13). Essa passagem pode ser melhor compreendida à luz do verso 9, onde é mencionado que “as ofertas de cereal e as ofertas derramadas foram eliminadas do templo do Senhor. Os sacerdotes, que ministram diante do Senhor, estão de luto”. Por meio das ofertas oferecidas no santuário, os israelitas podiam aprender sobre o Messias que seria sacrificado pelos pecados do mundo (Is 53:4, 7). Imagine quão doloroso era para Deus ver Seu povo esquecendo-se do plano de redenção preparado para eles com tanto amor.
Cristo morreu por nós. Pagou o preço pelos nossos pecados. Ele é nosso Salvador. Com que frequência você pensa no sacrifício que Ele fez por você?
O que Cristo fez por nós deveria nos motivar a viver uma vida de gratidão e constante serviço.
“Decretem um jejum santo; convoquem uma assembleia sagrada. Reúnam as autoridades e todos os habitantes do país no templo do Senhor, do seu Deus, e clamem ao Senhor” (v. 14). Se quisermos experimentar o poder da “chuva serôdia”, devemos fazer como os discípulos – buscar intensamente ao Senhor, com arrependimento, confissão, clamor, jejum e oração (At 1:14; 2:1-40). O derramamento do Espírito Santo nos dias dos apóstolos, também conhecido como “chuva temporã”, foi uma “amostra grátis” do maravilhoso poder que ainda está por vir em nossos dias.

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