19/09/2013

Perdão e restauração

Consertar relacionamentos quebrados ou desajustados era uma das atividades favoritas de Cristo. Na Bíblia temos quase um guia passo a passo para restaurar relacionamentos.

Ação. (1) Preocupar-se com um relacionamento partido o define como um filho de Deus (Mt 5:9). (2) Identifique claramente o erro que você cometeu (Mt 18:15). (3) Busque a pessoa que lhe ofendeu, e gentilmente lhe explique sua preocupação. Jesus coloca sobre você a responsabilidade de procurar o ofensor, e dar o primeiro passo rumo à reconciliação (Mt 5:23, 24; 18:15).

Ambiente. (1) Privacidade é importante para criar um contexto respeitoso no qual discussão e cura podem ter lugar. Inicialmente, o erro deve ser discutido somente entre as duas partes envolvidas. (2) Se uma solução foi alcançada, você ganhou um amigo. Se não, (3) recorra a uma ou duas pessoas que o ajudem. Se isso também falhar, (4) envolva a igreja. (5) O próximo passo, então, é tratar a pessoa que recusa ser reconciliada como alguém carente da graça de Deus (“gentio e publicano”). Como tratamos aqueles que não conhecem a Jesus? Nós os rejeitamos? Claro que não! Pelo contrário, se têm alguma necessidade, nós ajudamos a suprir. Ao amar os que nos ofendem e tratá-los como pessoas em busca de Deus, teremos mais sucesso em conquistá-los de volta (Rm 12:17-20).

Atitude. Somos perdoados na medida em que perdoamos. A misericórdia que receberemos de Deus no dia do acerto de contas será proporcional à nossa disposição para perdoar quem nos ofende (Mt 6:12, 14).

O propósito de Jesus ao dar o conselho de Mateus 18 foi que os conflitos na igreja envolvessem a menor quantidade possível de pessoas (de preferência, as duas primeiras pessoas envolvidas). Mas há momentos em que apelos pessoais para resolução de conflitos são ineficazes. Nesses casos, Jesus nos convida a levar uma ou duas pessoas conosco. Esse segundo passo no processo da reconciliação deve ser sempre seguido pelo primeiro passo, no sentido de unir as pessoas afastadas. Não devemos tomar partido. Precisamos demonstrar amor e compaixão cristãos como conselheiros e companheiros de oração, a fim de participar do processo de reconciliação de duas pessoas afastadas. E há ocasiões em que todas as tentativas de resolver o problema não funcionam. Nesse caso, Jesus nos ensina a levar a questão perante a igreja.


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