Amar gera amor?
CPB - Opiniao
Houve uma época em que a Grã-Bretanha governou a maior parte do mundo.
Para garantir isso, os sucessivos reis e rainhas asseguraram que os
príncipes que estavam na linha do trono fossem educados a respeito da
história e práticas dos territórios e seus governos. Os monarcas em
potencial eram educados nas melhores universidades e/ou em casa por
especialistas. Eles obtinham experiência prática por meio de longas
viagens pelos territórios britânicos além-mar.
Esse tipo de
educação ainda existe hoje. O príncipe William e a Duquesa de Cambridge,
rei e rainha potenciais do Reino Unido, completaram sua educação
universitária formal e, após terem aprendido muito sobre a ética e
diplomacia da realeza, têm viajado pela África, Índias Ocidentais,
América do Norte, Austrália, Oriente e através do Reino Unido. Isso lhes
dá credibilidade e permite que, quando tiverem autoridade, consigam
usar uma linguagem adequada ao povo em seu contexto.
Paulo foi
educado nas melhores instituições educacionais de seu tempo e aprendeu a
conversar com facilidade com os poderosos. Sua conversão na estrada de
Damasco mudou seus planos de perseguir os cristãos e pôs em seu coração a
missão de mostrar aos gentios que Jesus é o Salvador. Aquele encontro,
mais do que as escolas, também aumentou sua capacidade de falar com
poderosos.
Certa vez em que Paulo conseguiu permissão do Rei
Agripa a fim de conduzir sua própria defesa (At 26:1), o apóstolo
combinou uma mistura de sua excelência acadêmica, diplomacia, cortesia,
história e diferenças religiosas entre grupos, com sua certeza de que
Jesus é o Salvador. Leia o que ele disse ao rei Agripa em Atos 26:2-27.
A resposta do rei nos mostra que, apesar do cenário incomum, Paulo usou
suas credenciais para tornar o evangelho relevante a esse poderoso
líder. "Então Agripa disse a Paulo: 'Você acha que em tão pouco tempo
pode convencer-me a tornar-me cristão?' Paulo respondeu: 'Em pouco ou em
muito, peço a Deus que não apenas tu, mas todos os que hoje me ouvem se
tornem como eu, menos estas algemas'" (At 26:28, 29).
Mãos à obra
- Convide amigos para um culto de pôr do Sol e sugira que eles
compartilhem histórias de como alguém testemunhou naturalmente, sem ter a
intenção de fazê-lo.
- Procure em sua congregação ou em outra
congregação adventista alguém que tenha sido convertido para a nossa fé
mudando de uma mentalidade completamente oposta, tal como ateísmo,
agnosticismo ou rebelião ativa contra Deus. Em companhia de um ou dois
colegas, entreviste essa pessoa e tente descobrir as razões pelas quais
ela mudou de vida e de cosmovisão. Pergunte a ela como tem sido seu
testemunho pós-conversão e por quê.
- Faça uma lista das
pessoas mais poderosas que você conhece pessoalmente. Estude formas de
alcançá-las. Use esse projeto como uma lista de oração.
-
Estude a vida de personagens bíblicos que testemunharam para pessoas em
altas posições como José, Moisés, Samuel, Davi, Natã, Elias, Eliseu,
Pedro, Estêvão, Paulo, etc. Em sua classe da Escola Sabatina, apresente
um resumo da experiência desses personagens.
Albert A. C. Waite | Berkshire, Reino Unido

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