28/02/2014

Amar gera amor?

Amar gera amor?
CPB - Opiniao

Houve uma época em que a Grã-Bretanha governou a maior parte do mundo. Para garantir isso, os sucessivos reis e rainhas asseguraram que os príncipes que estavam na linha do trono fossem educados a respeito da história e práticas dos territórios e seus governos. Os monarcas em potencial eram educados nas melhores universidades e/ou em casa por especialistas. Eles obtinham experiência prática por meio de longas viagens pelos territórios britânicos além-mar.

Esse tipo de educação ainda existe hoje. O príncipe William e a Duquesa de Cambridge, rei e rainha potenciais do Reino Unido, completaram sua educação universitária formal e, após terem aprendido muito sobre a ética e diplomacia da realeza, têm viajado pela África, Índias Ocidentais, América do Norte, Austrália, Oriente e através do Reino Unido. Isso lhes dá credibilidade e permite que, quando tiverem autoridade, consigam usar uma linguagem adequada ao povo em seu contexto.

Paulo foi educado nas melhores instituições educacionais de seu tempo e aprendeu a conversar com facilidade com os poderosos. Sua conversão na estrada de Damasco mudou seus planos de perseguir os cristãos e pôs em seu coração a missão de mostrar aos gentios que Jesus é o Salvador. Aquele encontro, mais do que as escolas, também aumentou sua capacidade de falar com poderosos.

Certa vez em que Paulo conseguiu permissão do Rei Agripa a fim de conduzir sua própria defesa (At 26:1), o apóstolo combinou uma mistura de sua excelência acadêmica, diplomacia, cortesia, história e diferenças religiosas entre grupos, com sua certeza de que Jesus é o Salvador. Leia o que ele disse ao rei Agripa em Atos 26:2-27.

A resposta do rei nos mostra que, apesar do cenário incomum, Paulo usou suas credenciais para tornar o evangelho relevante a esse poderoso líder. "Então Agripa disse a Paulo: 'Você acha que em tão pouco tempo pode convencer-me a tornar-me cristão?' Paulo respondeu: 'Em pouco ou em muito, peço a Deus que não apenas tu, mas todos os que hoje me ouvem se tornem como eu, menos estas algemas'" (At 26:28, 29).

Mãos à obra

- Convide amigos para um culto de pôr do Sol e sugira que eles compartilhem histórias de como alguém testemunhou naturalmente, sem ter a intenção de fazê-lo.

- Procure em sua congregação ou em outra congregação adventista alguém que tenha sido convertido para a nossa fé mudando de uma mentalidade completamente oposta, tal como ateísmo, agnosticismo ou rebelião ativa contra Deus. Em companhia de um ou dois colegas, entreviste essa pessoa e tente descobrir as razões pelas quais ela mudou de vida e de cosmovisão. Pergunte a ela como tem sido seu testemunho pós-conversão e por quê.

- Faça uma lista das pessoas mais poderosas que você conhece pessoalmente. Estude formas de alcançá-las. Use esse projeto como uma lista de oração.

- Estude a vida de personagens bíblicos que testemunharam para pessoas em altas posições como José, Moisés, Samuel, Davi, Natã, Elias, Eliseu, Pedro, Estêvão, Paulo, etc. Em sua classe da Escola Sabatina, apresente um resumo da experiência desses personagens.


Albert A. C. Waite | Berkshire, Reino Unido

Nenhum comentário:

Postar um comentário