11/02/2014

Amor aos rejeitados

Amor aos rejeitados


"Eram os rejeitados, os publicanos e pecadores, os desprezados pelos povos, que Cristo chamava, e por Sua amorável bondade os compelia a aproximar-se dEle. A classe que Ele nunca favorecia era a daqueles que ficavam à parte na própria estima, e olhavam os outros de alto para baixo" (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 164).

Quando Cristo comia com os publicanos e pecadores, "os fariseus e os mestres da Lei O criticavam: 'Este homem recebe pecadores e come com eles'" (Lc 15:2). "Por essa acusação insinuaram que Cristo tinha prazer em Se associar com os pecadores e vis, e era insensível à sua impiedade. Os rabinos ficaram desapontados com Jesus. Por que Aquele que pretendia ter tão elevado caráter não Se relacionava com eles, e não seguia seus métodos de ensino? Por que andava tão despretensiosamente, atuando entre todas as classes? Se fosse profeta verdadeiro, diziam, estaria em harmonia com eles e trataria os publicanos e pecadores com a indiferença que mereciam. Irritava a esses guardiões da sociedade, que Aquele com quem tinham constantes disputas, cuja pureza de vida os aterrorizava e condenava, Se relacionasse em aparente simpatia com os párias da sociedade. Não Lhe aprovavam os métodos. Consideravam-se muito ilustrados, cultos e preeminentemente religiosos; mas o exemplo de Cristo lhes desmascarou o egoísmo" (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 185).

"Os judeus ensinavam que o pecador devia se arrepender antes de lhe ser oferecido o amor de Deus. A seu parecer, o arrependimento é obra pela qual os homens ganham o favor do Céu. Foi esse pensamento que induziu os fariseus atônitos e irados a exclamar: 'Este recebe pecadores' (Lc 15:2). Conforme sua suposição, Jesus não devia permitir que pessoa alguma a Ele se achegasse sem se ter arrependido. Mas na parábola da ovelha perdida, Cristo ensina que a salvação não é alcançada por procurarmos a Deus, mas porque Deus nos procura. […] Não nos arrependemos para que Deus nos ame, porém Ele nos revela Seu amor para que nos arrependamos" (Ibidem, p. 189).

Pense Nisto

Reflita na última frase do texto. O que isso significa para você?


Mãos à Bíblia

3. Leia Marcos 5:1-20. Compare a situação desse homem com a dos modernos moradores de rua e dos doentes mentais. Note eventuais semelhanças e diferenças. Como a sociedade moderna trata as pessoas que sofrem de doenças mentais? Por que Jesus ordenou que essa cura fosse divulgada, embora Ele sempre tenha aconselhado outros a manter segredo?

De nossa perspectiva, é difícil imaginar alguém numa situação tão terrível, a ponto de viver num cemitério. Embora alguns argumentem que esse homem era simplesmente um louco, o texto ensina o contrário. Além disso, como essa ideia se encaixa com o que aconteceu com os porcos? Um ponto crucial nessa história é que ninguém, não importa quão insano esteja – quer por possessão demoníaca, doença mental ou uso de drogas – deve ser ignorado. Em alguns casos, é necessária ajuda profissional, que deve ser providenciada quando possível. Como cristãos, devemos lembrar-nos de que Cristo morreu por todos e mesmo aqueles a quem consideramos fora de nosso alcance merecem toda compaixão, respeito e bondade possíveis.


Fonte: Escola Sabatina

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