Amor aos rejeitados
"Eram os rejeitados, os publicanos e pecadores, os desprezados pelos
povos, que Cristo chamava, e por Sua amorável bondade os compelia a
aproximar-se dEle. A classe que Ele nunca favorecia era a daqueles que
ficavam à parte na própria estima, e olhavam os outros de alto para
baixo" (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 164).
Quando
Cristo comia com os publicanos e pecadores, "os fariseus e os mestres
da Lei O criticavam: 'Este homem recebe pecadores e come com eles'" (Lc
15:2). "Por essa acusação insinuaram que Cristo tinha prazer em Se
associar com os pecadores e vis, e era insensível à sua impiedade. Os
rabinos ficaram desapontados com Jesus. Por que Aquele que pretendia ter
tão elevado caráter não Se relacionava com eles, e não seguia seus
métodos de ensino? Por que andava tão despretensiosamente, atuando entre
todas as classes? Se fosse profeta verdadeiro, diziam, estaria em
harmonia com eles e trataria os publicanos e pecadores com a indiferença
que mereciam. Irritava a esses guardiões da sociedade, que Aquele com
quem tinham constantes disputas, cuja pureza de vida os aterrorizava e
condenava, Se relacionasse em aparente simpatia com os párias da
sociedade. Não Lhe aprovavam os métodos. Consideravam-se muito
ilustrados, cultos e preeminentemente religiosos; mas o exemplo de
Cristo lhes desmascarou o egoísmo" (Ellen G. White, Parábolas de Jesus,
p. 185).
"Os judeus ensinavam que o pecador devia se arrepender
antes de lhe ser oferecido o amor de Deus. A seu parecer, o
arrependimento é obra pela qual os homens ganham o favor do Céu. Foi
esse pensamento que induziu os fariseus atônitos e irados a exclamar:
'Este recebe pecadores' (Lc 15:2). Conforme sua suposição, Jesus não
devia permitir que pessoa alguma a Ele se achegasse sem se ter
arrependido. Mas na parábola da ovelha perdida, Cristo ensina que a
salvação não é alcançada por procurarmos a Deus, mas porque Deus nos
procura. […] Não nos arrependemos para que Deus nos ame, porém Ele nos
revela Seu amor para que nos arrependamos" (Ibidem, p. 189).
Pense Nisto
Reflita na última frase do texto. O que isso significa para você?
Mãos à Bíblia
3. Leia Marcos 5:1-20. Compare a situação desse homem com a dos
modernos moradores de rua e dos doentes mentais. Note eventuais
semelhanças e diferenças. Como a sociedade moderna trata as pessoas que
sofrem de doenças mentais? Por que Jesus ordenou que essa cura fosse
divulgada, embora Ele sempre tenha aconselhado outros a manter segredo?
De nossa perspectiva, é difícil imaginar alguém numa situação tão
terrível, a ponto de viver num cemitério. Embora alguns argumentem que
esse homem era simplesmente um louco, o texto ensina o contrário. Além
disso, como essa ideia se encaixa com o que aconteceu com os porcos? Um
ponto crucial nessa história é que ninguém, não importa quão insano
esteja – quer por possessão demoníaca, doença mental ou uso de drogas –
deve ser ignorado. Em alguns casos, é necessária ajuda profissional, que
deve ser providenciada quando possível. Como cristãos, devemos
lembrar-nos de que Cristo morreu por todos e mesmo aqueles a quem
consideramos fora de nosso alcance merecem toda compaixão, respeito e
bondade possíveis.
Fonte: Escola Sabatina

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