Boas-novas (Is 61:1, 2; Lc 4:17-21; 7:18-27). A profecia de Isaías que Jesus escolheu citar no início de Seu ministério prometia boas-novas ao pobre e liberdade ao oprimido. Quando os discípulos de João Batista perguntaram se Ele era mesmo o Messias, Jesus respondeu: "Voltem e anunciem a João o que vocês viram e ouviram: os cegos veem, os aleijados andam [...] e as boas-novas são pregadas aos pobres'" (Lc 7:22).
A missão de Jesus para o rejeitado, o marginalizado e o pobre é muito mais que uma evidência de um Deus amoroso e misericordioso. É um sinal profético cumprido e uma revelação de Seu caráter messiânico.
Felizes são os pobres (Mt 5:1-12; Lc 6:20-26). Dois escritores dos evangelhos nos dão versões alternativas das bem-aventuranças. A versão de Mateus é frequentemente a mais citada, talvez por causa das bênçãos prometidas nela. Mas a versão de Lucas torna a leitura desconfortável para todos aqueles que passam a vida desejando conforto e segurança materiais. Cristo contrasta as bênçãos da pobreza e o fardo da riqueza (lembrando que ser rico não é necessariamente um pecado, o problema é o amor ao dinheiro – 1Tm 6:10). Jesus promete bênçãos aos que são pobres (que, por sua condição, geralmente não têm muito a que se apegar, senão Deus), que têm fome, que choram e que são odiados. Essas bênçãos são, então, comparadas à situação do rico, do bem alimentado, daqueles "que agora riem", e daqueles de quem todos falam bem.
Não justos, mas pecadores (Mc 2:17). Quem são os pecadores que Jesus veio chamar? Em Seu tempo, o termo "pecador" se referia a uma classe de pessoas que não viviam de acordo com as leis religiosas e civis. Os fariseus definiram as práticas legais tão estreitamente que, aos olhos deles, muitas pessoas caíam na categoria de pecador. Além disso, os gentios, por não serem parte do povo da aliança, não estavam sujeitos às leis de Israel e, por isso, também eram chamados pecadores. Isso explica por que os cobradores de impostos eram chamados pecadores. Eles estavam colaborando com os ocupantes romanos, além de eles mesmos serem desonestos.
Essa classe era vista com maus olhos pelos que se consideravam "religiosos perfeitos". Curiosamente, os "pecadores", segundo os padrões farisaicos, deram mais atenção aos ensinamentos de Cristo do que os que se consideravam puros e obedientes. Muitos "pecadores" se converteram, enquanto a maioria dos líderes religiosos continuou em sua incredulidade.
Vivendo a essência da Lei (Mc 10:17-22; Lc 6:1-11). O jovem rico havia guardado os mandamentos a vida inteira. Mas Jesus o desafiou a ir além e doar todas as suas posses. Pense em Jesus curando o homem com a mão ressequida ou colhendo grãos no sábado, em desacordo com a tradição dos fariseus. Pense nEle estendendo a mão para a mulher samaritana no poço. Em cada um desses casos, Cristo estava demonstrando que quaisquer que sejam as regras que seguirmos, todas as nossas ações precisam estar fundamentadas no princípio número um da Lei – o amor.
Assim como Cristo dava atenção especial àqueles que eram postos à margem da sociedade, é parte da nossa missão estender a mensagem do Evangelho aos que, por qualquer motivo, são vítimas de preconceito e exclusão. Afinal, a cruz do Calvário foi levantada em favor de todos nós.
1. James D. G. Dunn, Jesus' Call to Discipleship (United Kingdom: Cambridge University Press, 1992), p. 91.
2. Ibidem.
Pense Nisto
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- Quando buscamos guardar os mandamentos, qual é o perigo de colocarmos o foco na letra da Lei e esquecermos seu princípio fundamental – o amor? - Seja sincero: Você se importa com as pessoas ao seu redor? O que precisa mudar em sua vida para que você se preocupe mais com o próximo? - Você somente fala às pessoas a respeito de Cristo ou também mostra quem Ele é pelo modo de tratar os outros? |
Mãos à Bíblia
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2. Leia João 8:1-11. Que lições esse relato oferece sobre a maneira de tratar pecadores rejeitados? "Aquele que dentre vós estiver sem pecado [...]" (Jo 8:7). Essas palavras nivelaram as coisas. Pessoas sem pecado poderiam ser autorizadas a executar a punição sem piedade. Entretanto, em certo sentido, as pessoas pecadoras eram obrigadas a ser misericordiosas. Mas, com exceção de Jesus, não havia ali pessoas sem pecado. Gradualmente, os líderes religiosos se dispersaram, e aquela mulher socialmente excluída, embora fosse culpada, recebeu a graça. fonte:http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/jovens/2014/lj712014.html#segunda |

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