25/02/2014

Mundo em naufragio

Mundo em naufrágio
CPB - Exposicao

Muitas pessoas poderosas geralmente dão pouca ou nenhuma atenção a Cristo, assumindo que uma vida de comprometimento com Ele precisa ser restritiva e entediante. Querem a liberdade que acreditam que seu poder e dinheiro podem lhes dar. E Satanás fica feliz em realizar os desejos delas.

Em seu livro Call to Discipleship [Chamado ao Discipulado], Juan Carlos Ortiz ilustra esse tipo de pensamento. Suponhamos que um navio esteja afundando e o capitão o saiba. Então, ele diz aos passageiros que os da segunda classe estão livres para ir para a primeira classe. Todos os que gostem de beber poderão tomar uísque, vodca ou vinho à vontade. Qualquer pessoa que desejar jogar futebol na sala de jantar poderá fazê-lo. Se quebrarem algo, não haverá problema. Os passageiros ficam encantados e pensam que são completamente livres. Mas, em pouco tempo, todos estarão afogados!1 De que vale a "liberdade" neste mundo que logo vai "afundar"?

A história de Daniel em Babilônia nos ajuda a entender como podemos testemunhar a pessoas que encaram a vida sem compromissos.
"Deus pôs Daniel e seus companheiros em contato com os grandes homens de Babilônia, para que em meio a uma nação de idólatras, eles pudessem representar Seu caráter. Como se tornaram eles capacitados para uma posição de tão grande confiança e honra? Foi a fidelidade nas pequenas coisas que lhes deu capacidade para a vida toda. Eles honraram a Deus nos mínimos deveres, bem como nas maiores responsabilidades. [...]

"As mesmas poderosas verdades reveladas por meio desses homens, Deus deseja revelar por meio de Seus jovens e de Seus filhos hoje. A vida de Daniel e seus companheiros é uma demonstração do que o Senhor fará pelos que a Ele se rendem e buscam de todo o coração realizar Seu propósito."2

1. Juan Carlos e Jamie Ortiz Buckingham, Call to Discipleship (Plainfield, NJ: Logos International, 1975).
2. Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 487, 489, 490.

Mãos à Bíblia

3. Leia Mateus 8:5-13; Lucas 7:1-10. O que podemos aprender com esses relatos sobre a obra de testemunhar a pessoas de destaque?

Quão surpreendente é que esse homem de poder e influência (e, além disso, romano) pudesse mostrar tão profunda fé, enquanto muitos que tinham muito mais vantagens espirituais menosprezavam Jesus. Nesse contexto, um honesto autoexame é proveitoso. Precisamos perguntar: Temos nos limitado apenas a defender doutrinas, em vez de experimentar uma fé viva? Será que nossas vantagens espirituais têm se tornado motivo para a autossuficiência? Qualquer pessoa pode desfrutar a experiência do centurião. Essa história deve incentivar aqueles que evangelizam pessoas em funções de destaque. Quantos centuriões existem hoje? Que a fé dessas pessoas inspire e fortaleça a nossa.



Mark A. Paterniti | Taylor, Michigan, EUA

Nenhum comentário:

Postar um comentário