Mundo em naufrágio
CPB - Exposicao
Muitas pessoas poderosas geralmente dão pouca ou nenhuma atenção a
Cristo, assumindo que uma vida de comprometimento com Ele precisa ser
restritiva e entediante. Querem a liberdade que acreditam que seu poder e
dinheiro podem lhes dar. E Satanás fica feliz em realizar os desejos
delas.
Em seu livro Call to Discipleship [Chamado ao
Discipulado], Juan Carlos Ortiz ilustra esse tipo de pensamento.
Suponhamos que um navio esteja afundando e o capitão o saiba. Então, ele
diz aos passageiros que os da segunda classe estão livres para ir para a
primeira classe. Todos os que gostem de beber poderão tomar uísque,
vodca ou vinho à vontade. Qualquer pessoa que desejar jogar futebol na
sala de jantar poderá fazê-lo. Se quebrarem algo, não haverá problema.
Os passageiros ficam encantados e pensam que são completamente livres.
Mas, em pouco tempo, todos estarão afogados!1 De que vale a "liberdade"
neste mundo que logo vai "afundar"?
A história de Daniel em Babilônia nos ajuda a entender como podemos testemunhar a pessoas que encaram a vida sem compromissos.
"Deus pôs Daniel e seus companheiros em contato com os grandes homens
de Babilônia, para que em meio a uma nação de idólatras, eles pudessem
representar Seu caráter. Como se tornaram eles capacitados para uma
posição de tão grande confiança e honra? Foi a fidelidade nas pequenas
coisas que lhes deu capacidade para a vida toda. Eles honraram a Deus
nos mínimos deveres, bem como nas maiores responsabilidades. [...]
"As mesmas poderosas verdades reveladas por meio desses homens, Deus
deseja revelar por meio de Seus jovens e de Seus filhos hoje. A vida de
Daniel e seus companheiros é uma demonstração do que o Senhor fará pelos
que a Ele se rendem e buscam de todo o coração realizar Seu
propósito."2
1. Juan Carlos e Jamie Ortiz Buckingham, Call to Discipleship (Plainfield, NJ: Logos International, 1975).
2. Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 487, 489, 490.
Mãos à Bíblia
3. Leia Mateus 8:5-13; Lucas 7:1-10. O que podemos aprender com esses
relatos sobre a obra de testemunhar a pessoas de destaque?
Quão surpreendente é que esse homem de poder e influência (e, além
disso, romano) pudesse mostrar tão profunda fé, enquanto muitos que
tinham muito mais vantagens espirituais menosprezavam Jesus. Nesse
contexto, um honesto autoexame é proveitoso. Precisamos perguntar: Temos
nos limitado apenas a defender doutrinas, em vez de experimentar uma fé
viva? Será que nossas vantagens espirituais têm se tornado motivo para a
autossuficiência? Qualquer pessoa pode desfrutar a experiência do
centurião. Essa história deve incentivar aqueles que evangelizam pessoas
em funções de destaque. Quantos centuriões existem hoje? Que a fé
dessas pessoas inspire e fortaleça a nossa.
Mark A. Paterniti | Taylor, Michigan, EUA

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