Ele é um conosco (Lv 12:8; Mc 6:2-4; Lc 2:21-32). Vemos isto acontecendo o tempo todo numa quadra esportiva: crianças se juntam e elegem dois líderes para escolher os membros do time. As crianças mais fortes, maiores, mais rápidas são escolhidas primeiro. Uma por uma, as outras crianças são escolhidas até que a última criança sobra – a menor, mais fraca e mais lenta. Ninguém quer aquela pessoa no seu time porque ninguém quer perder.
Se Jesus vivesse em nossos dias, Ele seria aquela criança que ninguém quer em seu time. Do que sabemos dos costumes da época de Jesus, os pais provavelmente nem mesmo permitiriam que suas crianças brincassem com Ele.
Jesus cresceu pobre. O fato de Seus pais poderem oferecer somente um par de rolinhas para Sua cerimônia de dedicação confirma essa informação (Lv 12:8; Lc 2:22-24). Além disso, as pessoas estavam espalhando rumores sobre Ele por causa de Seu nascimento de uma gravidez duvidosa. Mesmo quando Ele realizou milagres e mostrou grande sabedoria em Seus ensinos, o povo de Sua cidade se recusou a Lhe dar crédito (Mc 6:2-4). Portanto, se existe alguém que compreende o que é ser rejeitado, mal compreendido e discriminado, é Jesus.
O Mestre que transforma (Mt 15:32-39; Jo 2:1-11). Você já viu em ação um artista trabalhando com vidros de sopro? (Se não, procure no YouTube.) Sempre fico fascinado ao ver como um artesão pode usar uma peça aparentemente comum, de vidro, e transformá-la em uma obra de arte maravilhosa por meio do processo de esquentar, derreter, assoprar, rolar, balançar e girar. O produto finalizado parece tão diferente da matéria-prima da qual veio que, se eu não visse o processo com meus próprios olhos, suspeitaria que o artista estivesse tentando me enrolar. Na verdade, porém, o artista é um transformador. Ele transforma uma peça comum de vidro em uma obra-prima artística.
Jesus foi um Mestre transformador. Certa vez, enquanto fazia uma caravana pregando por três dias para mais de 4 mil seguidores, Ele notou que eles não tinham nada para comer. Tudo o que Jesus tinha para repartir eram sete pães e alguns peixes (Mt 15:29-39). No entanto, o resultado não tinha que ver com o material, mas com o Artista. Não se trata dos ingredientes, mas do Chef Jesus que multiplicou um lanche comum em um banquete que alimentou mais de 4 mil pessoas!
Em outra ocasião, Jesus estava em um casamento. Sua mãe também estava lá. Na metade da festa, algo inimaginável aconteceu: O vinho acabou! Maria sabia que eles não precisavam se preocupar porque o Mestre transformador estava entre eles. Ela foi até Jesus e contou-Lhe o problema (Jo 2:1-11). Ele não tinha nada mais com que trabalhar além de seis potes de pedra e água. Ele nem sequer tinha uvas! Mas não se trata dos recursos. Trata-se do Transformador. Com apenas o que tinha ao Seu alcance, Jesus transformou a água no melhor vinho de todo o evento.
Mas eu não sou perfeito! (Mt 16:13-17; Lc 5:1-11). Imagine que alguém lhe convidasse para fazer parte da Orquestra Filarmônica Real Britânica, e para tocar com eles na Ópera do Estado de Viena, apesar de você jamais ter tocado qualquer instrumento musical em toda a sua vida! Acho que a maioria de nós não precisaria pensar duas vezes antes de rejeitar a oferta. Mas, e se essa pessoa lhe dissesse que você teria três anos e meio para se preparar? Que você viveria com um dos melhores violinistas do mundo – Joshua Bell, Sarah Chang ou Itzhak Perlman – e que ele ou ela trabalharia com você todos os dias? Além disso, sua única audiência para aquele concerto seria seu treinador.
Pouco tempo após Jesus ter começado Seu ministério público, multidões O pressionavam. Sem dúvida, essas multidões incluíam gente de todas as esferas da vida – ricos, pobres, influentes, camponeses, velhos, jovens, estudados, ignorantes, homens e mulheres. Imagine os olhares surpresos quando Ele escolheu quatro pescadores comuns (Mc 5:1-11). Eles não eram perfeitos. Eram rudes, teimosos e orgulhosos. Brigavam entre si. Eram sem amor e preconceituosos, tinham pequena fé em seu Mestre, e fugiam ao primeiro sinal de perigo. Mesmo sabendo como eles eram, Jesus os escolheu a dedo entre a multidão.
Sentando lado a lado (At 2:43-47; 4:32-37; Gl 3:28, 29; Tg 2:1-9; 1Pe 1:17; 2:9; 1Jo 3:16-20). Percorrendo a Bíblia, vemos continuamente o ideal de Deus para Seu povo: compartilhar o que possuíam. Em Jesus, ninguém mais é discriminado nem existe favoritismo. Esforcemo-nos, com Sua ajuda, em direção a esse ideal. Se Deus não nos discrimina em Seu reino, por que deveríamos nós discriminar? Não somos dignos de ser discípulos de Cristo se baseamos nossa dignidade em nossos próprios méritos. Ao contrário, somos chamados para ser Seus discípulos com base em Seus méritos, que tornam todos nós merecedores.
Pense Nisto
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- Que coisas estão impedindo que você se torne discípulo de Jesus? - Você se sente indigno de se tornar discípulo de dEle? Por quê? - Quais são os passos que você precisa tomar para se colocar nas mãos do Discipulador Mestre? fonte:http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/jovens/2014/lj612014.html |

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