Um dia, enquanto estava no supermercado fazendo compras, vi um dos meus ex-alunos. Minha reação imediata foi me misturar na "multidão". Fiquei aliviada quando o aluno passou sem me notar. Estava escondendo-me porque alguns anos antes eu havia participado de um conselho disciplinar na escola que tinha tratado o caso dele. O rapaz tinha se envolvido em atividades violentas e o conselho o havia expulsado da escola. Quando os membros do conselho comunicaram essa decisão ao estudante e oraram pela orientação de Deus em sua vida, ele não mostrou remorso algum e ficou bastante irritado. Ao observá-lo sair alterado da reunião, alimentei pouca esperança quanto ao seu futuro.
Houve Alguém, no entanto, que não desistiu de ter esperança. Na verdade, há dois mil anos, esse Alguém, Jesus Cristo, "tomou sobre Si as nossas enfermidades e sobre Si levou as nossas doenças, contudo nós O consideramos castigado por Deus, por Ele atingido e afligido" (Is 53:4). Cristo, o Criador do Universo, foi o Cordeiro de Deus para quem o serviço do santuário judaico apontava. E esse bonito, perfeito, inocente Cordeiro morreu por meu aluno desobediente. Ele morreu por você e por mim. E se O seguirmos, então "pelas Suas feridas [seremos] curados" (v. 5).
Então, que evidência existe da expiação de Cristo? A resposta é simples: vidas transformadas. Algumas semanas após encontrar meu aluno no supermercado, surpreendi-me ao vê-lo sentado na primeira fileira de uma conferência evangelística. Logo depois disso, eu o vi frequentando a igreja com sua família. Então, um dia, vi o rapaz novamente no supermercado. Dessa vez, pude ver que ele tinha um olhar diferente. A ira havia desaparecido e em seu lugar havia alegria. Decidi, então, não mais me esconder. Aproximei-me dele com um sorriso. Ao conversarmos, fiquei sabendo que ele havia encontrado o Cordeiro de Deus e O aceitado como seu Salvador. Agora, esse meu aluno é uma prova de que, pelo sacrifício de Jesus, Deus pode mudar muitas vidas.

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