02/10/2013

O santuário através dos tempos

Em Gênesis 4, vemos um retrato do plano da redenção na oferta de Abel, que trouxe a Deus o primogênito de seu rebanho (v. 4). Também vemos Caim contrariando as orientações do Senhor ao trazer uma oferta “do fruto da terra” (Gn 4:3). Caim e Abel representam dois grupos de cristãos que sempre existiram e continuarão a existir até o fim da história da Terra. Um grupo tem só “aparência de piedade” (2Tm 3:5), enquanto o outro verdadeiramente acredita que Cristo, por Sua morte e ressurreição, tem o poder de libertá-los do pecado (1Co 1:18).

Na antiguidade, o povo escolhido de Deus foi levado ao cativeiro pelos egípcios (Gn 15:13). Eles se esqueceram da verdade e o que realmente significa viver por ela. Por isso, Ele deu ao povo de Israel o santuário. Assim, poderiam, uma vez mais, habitar em Sua presença (Êx 25:8) e ser libertos do pecado (Êx 29:36). O santuário consistia em três partes: o átrio ou pátio, o Lugar Santo e o Lugar Santíssimo, também chamado de o Santo dos Santos. No Lugar Santíssimo, somente o sumo sacerdote podia entrar, e apenas uma vez por ano, no Dia da Expiação. Nesse dia, o santuário era purificado de todo sangue dos sacrifícios feitos durante o ano. Os sacrifícios representavam a morte de Cristo na cruz, e o sangue dessas ofertas representava o sangue que Jesus derramaria pelos pecados deles (Jo 1:29). Como nosso Sumo Sacerdote no santuário celestial, Jesus Cristo aparece agora diante de Deus em nosso favor (Hb 9:24). “Ele apareceu uma vez por todas no fim dos tempos, para aniquilar o pecado mediante o sacrifício de Si mesmo” (Hb 9:26).

O santuário terrestre e o celestial apontam para Jesus, o Autor e Consumador de nossa fé (Hb 12:2), Aquele que nos concede a capacidade de viver novamente na presença de Deus, removendo o pecado de nossa vida. “Por meio de um único sacrifício, Ele aperfeiçoou para sempre os que estão sendo santificados” (Hb 10:14). “Quando o pecador aceita, pela fé, os benefícios daquele sacrifício, ele é aceito no Amado, sendo contado como perfeito, porque Cristo, seu Substituto, permanece em seu lugar.”

Muitos salmos revelam que o Senhor não é indiferente às necessidades dos justos nem às injustiças que eles enfrentam. Ele reage às questões que clamam por reparação, e “[justificará] ao justo e [condenará] ao culpado” (Dt 25:1), à semelhança do que faz todo bom juiz. Quando Deus julga, a sala do trono se torna uma sala de julgamento, e o trono celestial, um tribunal. Aquele que está entronizado é o juiz (Sl 9:4-8), um conceito conhecido no antigo Oriente Médio, onde os reis muitas vezes atuavam como juízes. O juízo consiste em duas vertentes: veredito de justificação dos santos e sentença de condenação para os inimigos de Deus.

Nenhum comentário:

Postar um comentário