21/10/2013

Um lar entre nós

“E farão um santuário para Mim, e Eu habitarei no meio deles. Façam tudo como Eu lhe mostrar [...]” (Êx 25:8, 9). O santuário provia um centro visível para a adoração ao único Deus verdadeiro. Ele fez com que a presença do Senhor fosse algo mais tangível, mais real para os israelitas. Tudo no santuário devia inspirar um senso de temor e reverência. Afinal de contas, esse era o lugar de habitação do Criador do Universo.

Todos os aspectos do tabernáculo deviam representar a presença desse Ser criador e santo. Apesar de ser construído por homens, o projeto era de Deus. Foi mostrada a Moisés uma representação do santuário do Céu, e o da Terra devia seguir o modelo do original. Tanto o santuário terrestre quanto o celestial tinham a ver com pecado e salvação.

As instruções detalhadas de Deus eram evidência de Sua Santidade e do desejo de santificar Seu povo (Lv 19:2). Elas ecoavam a ansiedade de um Deus amoroso, que deseja perdoar os pecados de Seus filhos em resposta ao arrependimento deles (Is 56:7). O Senhor desejava, mais do que perdoar, habitar entre eles.

Ainda hoje, Deus tem buscado um lar. Não mais em uma tenda ou templo, mas em nós, por meio de Seu Santo Espírito. E Ele não vai “descansar” até que esse lar tenha sido edificado (Sl 132:13, 14).

Todos os serviços do santuário tinham um significado espiritual profundo. Eles apontavam para Jesus Cristo, o Messias prometido, e Seu sacrifício na cruz do Calvário pelos pecados da humanidade perdida. O santuário terrestre era limpo com o sangue do sacrifício de animais, mas o celestial está sendo purificado com o sangue perfeito do Filho de Deus.

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