16/10/2013

A árvore da vida

Em 2009 era impossível ir a uma loja de eletrodomésticos sem ser alvo de paredes de televisores LCD mostrando incontáveis gigantes azuis montados em enormes dinossauros voadores. O filme Avatar foi além de suas alusões ao hinduísmo e apresentou uma realidade alternativa bastante convincente.

Uma parte importante do longa-metragem se passa ao redor da “árvore das almas”. Essa árvore mística se encontrava no centro de Pandora (o mundo dos na’vis), e acreditavam que dela dependia o equilíbrio e a sustentação da vida.

O filme parece ecoar o que lemos em Gênesis 2:9. No Éden, o verdadeiro paraíso, a árvore da vida ocupava uma posição central. Se, por um lado, Adão e Eva foram advertidos a permanecer distantes da árvore do conhecimento do bem e do mal para que não morressem, por outro, eles não poderiam sobreviver por muito tempo sem ter acesso à árvore da vida. Segundo Henry Morris, alguns criacionistas mais liberais argumentam que “a [sentença de] morte proferida por Deus sobre o pecado [de Adão e Eva] era [a respeito de] uma morte ‘espiritual’ e não física.

“Essa ideia, contradiz a declaração clara de Deus de que eles morreriam de forma física, assim como espiritualmente, com seus corpos voltando ao pó. Além do mais, isso torna a morte de Cristo na cruz por nossos pecados uma brincadeira! Por que Cristo teria que morrer fisicamente – e uma morte física horrível como aquela – para pagar pela morte ‘espiritual’ do homem?”*

A desobediência de Adão e Eva iniciou imediatamente um processo de degradação física, espiritual e intelectual, mesmo após comerem do fruto do “conhecimento”. Mas Deus tinha um plano para recuperá-los e, de acordo com esse plano, Adão e Eva foram lançados fora do jardim e proibidos de ter acesso à árvore da vida, a fim de que não vivessem para sempre como pecadores.

Hoje, não mais temos a árvore da vida aqui, mas o “pão vivo que desceu do Céu” (Jo 6:51) é nossa esperança de viver para sempre.

* Institute for Creation Research, “The Tree of Life”, http://www.icr.org/article/845/ (acessado em 28 de dezembro de 2012).

Em uma passagem na qual Deus instruiu os israelitas a não comer sangue, Ele proveu uma razão interessante para essa proibição: o sangue representa a vida, e Deus tornou o sangue sacrifical um resgate pela vida humana. Uma vida, representada pelo sangue, resgata outra vida. O princípio de substituição, que se tornou explícito no monte Moriá, quando Abraão ofereceu o sangue do carneiro no lugar do sangue de seu filho, está firmemente ancorado nos requisitos legais de Deus para o antigo Israel.

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